fev 05 2016

EDITORIAL – O GOVERNO QUER SUBORDINAR OS SINDICATOS

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EDITORIAL AZUL ESCURO

O GOVERNO QUER SUBORDINAR OS SINDICATOS

Do jeito que a banda está tocando, os funcionários públicos municipais de Cabo Frio tem tudo para conquistarem muitos fios de cabelos brancos durante o ano de 2016.

Não que as bandas Santa Helena e 13 de Novembro estejam desafinando, ao contrário, os músicos cabofrienses brilham na terra e em todos os cantos do país e até do exterior.

A banda que desafina é a do “sereníssimo” que, se realmente tivesse alguma coisa na cabeça, além da peruca, teria encontrado um jeito de compor com o funcionalismo público municipal, que não quer muito, apenas o cumprimento da Lei e o respeito aos seus direitos.

O prefeito e sua “banda sereníssima”, entretanto, tem deixado claro que preferem o enfrentamento, a queda de braço com o movimento sindical, em especial os professores.

O prefeito quer derrotar a organização sindical dos funcionários para mostrar para toda a sociedade que quem manda no município é ele e sua família, a chamada “parentada”, parte mais importante dos “molóides e preguiçosos”.

A vitória desse arcaico modelo de mando, que remonta a República Velha, representaria não apenas a derrota, mas a humilhação da sociedade civil organizada. É isso que o prefeito deseja.

Não interessa a ele uma sociedade moderna, bem informada, instruída, ciosa dos seus direitos e deveres e com boa qualidade de vida.

O prefeito quer é todo mundo comendo na sua mão!

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fev 05 2016

FOTOS – LAGUNA DE ARARUAMA – Antônio Ângelo Trindade Marques.

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FOTOS AZUL ESCURO

NAUTICO

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fev 05 2016

JANIO EM REUNIÃO COM LIDERANÇAS DE TAMOIOS

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JANIO-REUNIAO-TAMOIOS

O deputado Janio Mendes (PDT) faz mais um encontro de trabalho, em Tamoios, com o grupo político, traçando estratégias para 2016. Segundo o deputado, essas reuniões constroem os alicerces de um projeto para a cidade, mostrando que a população quer mudanças profundas nesse modelo que foi elaborado nos últimos vinte anos e que, evidentemente se esgotou.

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fev 05 2016

EU AMO CABO FRIO!

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CHARGE-URUBU4

RATAZANA-CABO-FRIO

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fev 05 2016

CHARGES – Carlos Latuff.

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CHARGES AZUL ESCURO

CHARGE1

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fev 05 2016

RAPIDINHAS DO JORNAL DO TOTONHO

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RAPIDINHAS AZUL ESCURO

CONVES

Desmazelo

Muitas reclamações da população quanto a entulhos, lixo espalhado pelas ruas, sujeira em terrenos baldios e jardins ao abandono. O quadro de desmazelo favorece e muito a proliferação de toda sorte de doenças.

Má educação

A má educação e péssimo costume, que foi incentivado por diversos prefeitos na época de “vacas gordas” levam muitos cidadãos a fazer limpeza dentro de casa e jogar na calçada: armário, travesseiros, colchões e colchonetes. Enfim, de tudo um pouco. Um absurdo!

Uma boa multa!

Muitas pessoas que reclamam nos meios de comunicação de sujeira e doenças são as mesmas que jogam entulhos nas ruas. Por mau costume incentivado, durante muitos anos, pelos próprios prefeitos, acham que a prefeitura tem que pagar para tirar o entulho, que elas jogaram na rua. Deveriam ser multados!

CHICO-DA-TABIBUIA-2

Siricuticos & Chiliques

A publicação na coluna Rapidinhas do Jornal do Totonho de uma obra do artista plástico Chico da Tabibuia deixou muita gente animada, imaginando o caráter, digamos assim, do troféu. Outros ficaram preocupados com a festa, que vai acontecer no final do ano, após as eleições municipais.

Quartel do Abrantes

A crise é grave em Cabo Frio. Mesmo assim, o governo se comporta como se tudo acontecesse em torno de sua queda de braço com o funcionalismo público municipal. Apesar dos remendos, no secretariado, “tudo como antes, no quartel do Abrantes”.

BIBLIOTECA-11

Biblioteca: uma lástima!

A notória “prefeitura sereníssima”, pois é, “deve a Deus e ao mundo”, deixou o prédio histórico da Biblioteca Walter Nogueira fechado, sem reforma e restauração. Também não paga o aluguel (muitos meses) do espaço precário em que colocou a biblioteca pública, na Avenida Júlia Kubitschek. É uma lástima!

“Gênio da lâmpada”

Algum “gênio da lâmpada” tentou armar mais uma, tentando contornar a inadimplência da prefeitura: queria colocar os livros no prédio da própria secretaria municipal de cultura, a antiga Prolagos. Foi convencida pelo bom-senso a não fazer mais essa loucura.

Aversão ao conhecimento

Alguém, com conhecimento histórico e psicanalítico, têm que ajudar a entender a aversão que a “prefeitura sereníssima” tem as manifestações do pensamento, da educação e cultura. Em quatro mandatos, o prefeito não conseguiu entender a importância do conhecimento. Vai aprender? A esperança é a última que morre.

A “Córrego Rico” deixou de receber?

A “prefeitura sereníssima” deve a muita gente, a começar pelos seus funcionários, mas será que deixa de pagar a empresas como a “Córrego Rico”? É uma pergunta oportuna, em momento ainda mais oportuno. Resta saber se a comunicação social do governo tem alguma resposta coerente para dar.

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fev 05 2016

RETRÔ – JÂNIO QUADROS

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RETRÔ AZUL ESCURO

JANIO-QUADROS

JANIO-QUADROS-2

JANIO-QUADROS-3

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fev 05 2016

RAPIDINHAS DE BÚZIOS

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RAPIDINHAS BÚZIOS AZUL ESCURO

BRIGITE

Carteirada religiosa?

Muniz vice-prefeito de Búzios, acompanhado de 12 companheiros, chegou à reunião do PT e foi logo decretando:

– Ninguém vai me derrubar aqui não, pois sou protegido, sou filho de Ogum!

As poucas pessoas que participavam da reunião olham assustadas.

Mauro Acerola com um cinismo mortal, responde: — Quem é esse tal de Ogum? É filiado ao partido? Carteirada religiosa aqui não!

Muniz, enfraquecido espiritualmente, deu meia volta e foi embora.

MIRINHO_BRAGA_2

O dobro!

Pesquisas feitas em Búzios dão o dobro de vantagem a Mirinho Braga (PDT), em relação a André Granado (PMDB), atual prefeito. A rejeição popular ao governo do “doutor” impressiona aos neófitos da política, na península. Parece que o governo municipal afrontou muitos princípios, que sempre vigoraram na cidade.

O Muro?

O PSDB de Búzios vive um dilema. Tem seu presidente Ricardo e o vereador Leandro Pereira como oposição ao governo do “doutor”. Entretanto, a vereadora Joice Costa e o empresário Thomas Weber, cada um por motivos diferentes, são aliados do governo.

O “Muro” é impossível.

Como qualquer pessoa que conhece eleições municipais sabe, o “muro” é uma missão impossível. A tendência do processo eleitoral é a polarização, eliminando o espaço para as “indecisões”. Como a rejeição ao governo é grande, o resultado todo mundo imagina o que deve ser.

CIRO

Ciro Gomes, em Búzios

O mês de março reserva bons movimentos políticos na península. Ciro Gomes candidato a presidente da república, será recebido na cidade pelo PDT de Búzios. Vem dar apoio aos pré-candidatos do partido na eleição desse ano.

HENRIQUE_GOMES_2   X   GUGU-DE-NAIR-BUZIOS-3

Henrique Gomes X Gugu de Nair

As relações entre os vereadores Gugu de Nair (PT do B) e Henrique Gomes (PP) não estão mais em “céu de brigadeiro”. Aparentemente a “gota d’água” foi o voto contrário do presidente da Câmara a convocação do secretário municipal de finanças Renato de Jesus. As divergências entre os dois vereadores acontecem há algum tempo.

Uma dica!

Uma dica para o eficiente Conselho Municipal de Saúde de Búzios: o “doutor” André está usando verba do Fundo de Saúde para pagar salários de servidores.

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fev 05 2016

REFRESCO

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REFRESCO AZUL ESCURO

SEXY-2

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fev 05 2016

DICAS – “OS MORTOS” – James Joyce.

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DICAS AZUL ESCURO

OS-MORTOS

OS MORTOS

JAMES-JOYCE

James Joyce  

Tomaz Tadeu (tradução)

Os mortos é uma história de Natal. De música, dança e mesa farta. É uma história sobre os laços de família e de amizade. Suas bênçãos e suas danações. Suas alegrias e seus estorvos. Seus prazeres e suas desgraças. É também uma história de amor: uma história de amores. Das recordações de um amor do passado: fugaz, longínquo e perdido. Das lembranças dos momentos de ternura e afeto de uma vida em comum: banais e instantâneos. E contudo: singulares e eternos. É a história de um desejo mortal de posse e intimidade. Mas também de frustração, fúria e fracasso. De aproximação e fuga, de ataque e rendição. Os mortos é uma história sobre os vivos. E sobre os que vão morrer. E os que já morreram. É uma história sobre a morte. E sobre os vivos e os mortos. É uma história sobre a vida.

 

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fev 05 2016

POR QUE IGREJA NÃO PAGA IMPOSTO?

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IGREJA-IMPOSTO

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fev 05 2016

NÔMADE ARTES GRÁFICAS

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NOMADE-1

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fev 05 2016

CRÔNICA & POESIA – “O AMOR, MEU AMOR” – Mia Couto.

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CRÔNICA E POESIA AZUL ESCURO

MIA-COUTO

Mia Couto

O AMOR, MEU AMOR

Nosso amor é impuro
como impura é a luz e a água
e tudo quanto nasce
e vive além do tempo.

Minhas pernas são água,
as tuas são luz
e dão a volta ao universo
quando se enlaçam
até se tornarem deserto e escuro.
E eu sofro de te abraçar
depois de te abraçar para não sofrer.

E toco-te
para deixares de ter corpo
e o meu corpo nasce
quando se extingue no teu.

E respiro em ti
para me sufocar
e espreito em tua claridade
para me cegar,
meu Sol vertido em Lua,
minha noite alvorecida.

Tu me bebes
e eu me converto na tua sede.
Meus lábios mordem,
meus dentes beijam,
minha pele te veste
e ficas ainda mais despida.

Pudesse eu ser tu
E em tua saudade ser a minha própria espera.

Mas eu deito-me em teu leito
Quando apenas queria dormir em ti.

E sonho-te
Quando ansiava ser um sonho teu.

E levito, voo de semente,
para em mim mesmo te plantar
menos que flor: simples perfume,
lembrança de pétala sem chão onde tombar.

Teus olhos inundando os meus
e a minha vida, já sem leito,
vai galgando margens
até tudo ser mar.
Esse mar que só há depois do mar.

 

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fev 05 2016

CALENDÁRIO ELEITORAL

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CALENDARIO

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fev 05 2016

LEITURA

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LEITURA

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fev 05 2016

ARTIGO – ISTO NÃO É JORNALISMO – Mino Carta.

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ARTIGO AZUL ESCURO

MIDIA

Eles são sócios-fundadores do Instituto Millenium, o IPES/IBAD do século 21

ISTO NÃO É JORNALISMO

Mino Carta

Não é difícil entender que a casa-grande está apavorada com a possibilidade do retorno de Lula à Presidência

Incomodavam-me, em outros tempos, os sorrisos do sambista e do futebolista. Edulcorados pela condescendência de quem se crê habilitado à arrogância. Superior, com um toque de irônica tolerância. Ou, por outra: um sorriso vaidoso e gabola.

Agora me pergunto se ainda existem sambistas e futebolistas capazes daquele sorriso. Foi, aos meus olhos, por muito tempo, o sinal de desforra em relação ao resto do mundo, a afirmação de uma vantagem tida como indiscutível. Incomodou-me, explico, considerar que a vantagem do Brasil, enorme, está nos favores recebidos da natureza e atirados ao lixo pela chamada elite, que desmandou impunemente.

Quanto ao sambista e ao futebolista, não estavam ali por acaso. Achavam-se os tais, e os senhores batiam palmas. Enxergavam neles os melhores intérpretes do País e no Carnaval uma festa para deslumbrar o mundo.

O Brasil tinha outros méritos. Escritores, artistas, pensadores, respeitabilíssimos. Até políticos. Ocorre-me recordar a programação do quarto centenário de São Paulo, em 1954, representativa de uma metrópole de pouco mais de 2 milhões de habitantes e equipada para realizar um evento que durou o ano inteiro sem perder o brilho.

Lembro momentos extraordinários, a partir da presença de telas de Caravaggio em uma exposição do barroco italiano apresentada no Ibirapuera recém-inaugurado, até um festival de cinema com a participação de delegações dos principais países produtores.

A passar pela visita de William Faulkner disposto a trocar ideias com a inteligência nativa. Não prejudicaram a importância da presença do grande escritor noitadas em companhia de Errol Flynn encerradas ao menos uma vez pelo desabamento do primeiro Robin Hood de Hollywood na calçada do Hotel Esplanada.

A imprensa servia à casa-grande, mas nela militavam profissionais de muita qualidade, nem sempre para relatar a verdade factual, habilitados, contudo, a lidar desenvoltos com o vernáculo. Outra São Paulo, outro Brasil.

Este dos dias de hoje está nos antípodas, é o oposto daquele. A despeito da irritação que então me causava o sorriso do futebolista e do sambista, agora lamento a sua falta, tratava-se de titulares de talentos que se perderam.

Vivemos tempos de incompetência desbordante, de irresponsabilidade, de irracionalidade. De decadência moral, de descalabro crescente.

Falei em 1954: foi também o ano do suicídio de Getúlio Vargas, alvejado pelo ataque reacionário urdido contra quem dava os primeiros passos de uma industrialização capaz de gerar proletariado, ou seja, cidadãos conscientes de sua força, finalmente egressos da senzala.

Não cabe, porém, comparar Carlos Lacerda com os golpistas atuais, alojados na mídia, grilos falantes dos barões, a serviço do ódio de classe. Lacerda foi mestre na categoria vilão, excelente de fala e de escrita.

Os atuais tribunos de uma pretensa, grotesca aristocracia, são pobres-diabos a naufragar na mediocridade. Muitos deles, como Lacerda, começaram na vida adulta a se dizerem de esquerda, tal a única semelhança. Do meu lado, sempre temi quem parte da esquerda para acabar à direita.

Os sintomas do desvario reinante multiplicam-se, dia a dia. Alguns me chamam atenção. Leio, debaixo de títulos retumbantes de primeira página, que o ex-ministro Gilberto Carvalho admitiu ter recebido certo lobista.

Veicula-se a notícia como revelação estarrecedora, e só nas pregas do texto informa-se que Carvalho convidou o visitante a procurar outra freguesia. De todo modo, vale perguntar: quantos lobistas passam por gabinetes ministeriais ao praticar simplesmente seu mister? Mesmo porque, como diria aquela personagem de Chico Anysio, advogado advoga, médico medica, lobista faz lobby.

Outro indício, ainda mais grave, está na desesperada, obsessiva busca de envolver Lula em alguma mazela, qualquer uma serve. Tanto esforço é fenômeno único na história contemporânea de países civilizados e democráticos. Não é difícil entender que a casa-grande está apavorada com a possibilidade do retorno de Lula à Presidência em 2018, mesmo o mundo mineral percebe.

Mas até onde vai a prepotência insana, ao desenrolar o enredo de um apartamento triplex à beira-mar que Lula não comprou? A quem interessa a história de um imóvel anônimo? Que tal falarmos dos iates, dos jatinhos, das fazendas, dos Rolls-Royce que o ex-presidente não possui?

Este não é jornalismo. Falta o respeito à verdade factual e tudo é servido sob forma de acusação em falas e textos elaborados com transparente má-fé. Na forma e no conteúdo, a mídia nativa age como partido político.

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fev 05 2016

CENTRO DE BELEZA RÚBIA DUARTE

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RUBIA-DUARTE

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fev 05 2016

O QUE FAZER?

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DENGUE

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fev 04 2016

EDITORIAL – O MODELO ESTÁ SE DESFAZENDO

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EDITORIAL AZUL ESCURO

VINHO

O MODELO ESTÁ SE DESFAZENDO

A maneira como se exerce o poder no município de Cabo Frio é no mínimo inadequado ao século XXI. Foi forjada com base no chamado Projeto 20 anos, que conseguiu sobreviver aos tropeços com base na fartura da grana dos repasses, dos royalties do petróleo.

A cidade sofre com o Projeto 20 Anos, onde não achou progresso, mas o inchaço, da periferia, cada vez mais empobrecida, caracterizando a “cidade partida”, tão bem descrita por Zuenir Ventura. Parece até que o escritor atravessou o Canal do Itajuru para ilustrar uma de suas obras mais bem sucedidas.

Inchaço também da máquina pública, azeitada para produzir apoios políticos das mais diferentes camadas da população e muitos votos, que permitissem a manutenção do “status-quo”, transformando, sem mudar, efetivamente nada.

Toda a superestrutura política-administrativa resistiu aos pitis, siricuticos e chiliques dos dois protagonistas e o seu entorno, porque sempre foi respeitado o acordo que era preciso “ceder os anéis para manter os dedos intatos”: mesmo nos piores terremotos e tsunamis.

Chega uma hora, entretanto, que esse “status-quo” precisa ser rompido e superado para que a sociedade possa continuar se desenvolvendo, produzindo e espargindo riquezas.

O modelo cristalizado precisa ser quebrado como o “antigo regime” para dar lugar a um novo modelo socioeconômico e político condizente com os novos tempos e ideias.

Os velhos protagonistas tem que saber a hora de se retirar.

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fev 04 2016

FOTOS – GAVIÃO CARAMUJEIRO – CABO FRIO – Antônio Ângelo Trindade Marques.

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FOTOS AZUL ESCURO

GAVIAO

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fev 04 2016

VERÃO VERMELHO

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JANIO-1

Verão Vermelho

O deputado Janio Mendes (PDT) continua muito ativo em seus contatos políticos. É óbvio que o deputado pedetista, está visando pavimentar sua candidatura a prefeito de Cabo Frio, nesse ano eleitoral de 2016. Ontem, o deputado esteve mais uma vez em reunião, no distrito de Tamoios, no condomínio Verão Vermelho. As reclamações contra o abandono ao quais Tamoios está relegado, só crescem.

 

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fev 04 2016

CEROL MATA!

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CEROL-MATA

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fev 04 2016

AJUDE A SALVAR VIDAS

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AEDS

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fev 04 2016

RAPIDINHAS DO JORNAL DO TOTONHO

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RAPIDINHAS AZUL ESCURO

CHICO-DA-TABIBUIA

Prêmio Chico da Tabibuia

A política em Cabo Frio está tão complicada, mas também com tanta diversidade de personagens que o Jornal do Totonho resolveu reativar o Prêmio Chico da Tabibuia, que está sendo disputado à tapa em determinados lugares da cidade.

Operação Carapicu

Muita gente acredita que a Operação Dominação em sua terceira fase poderia mudar de nome. Que tal Operação Carapicu ou mesmo Operação Primituma? Seria bem mais adequada para a Região dos Lagos e deixaria muito peixe-rei sem dormir.

“Barriga cheia”

Ontem, terça-feira, 3, entrou para a prefeitura de Cabo Frio, a primeira parcela do Fundeb: R$ 990.104,51, do mês de fevereiro: as outras virão bem mais gordas, para a satisfação do “governo sereníssimo”, que “chora de barriga cheia”.

Não tá nem aí.

Alguns observadores da vida política cabofriense estão cada vez mais espantados com o “governo sereníssimo” que, segundo eles tem neste mês de fevereiro oportunidade única de arrumar as finanças da prefeitura. Parece que o prefeito não está dando a “menor bola” e contratou mais gente esse mês para a “extinta” Comsercaf.

Raios e trovoadas

Além de todos os desmandos conhecidos, o “prefeito sereníssimo” está usando sua mídia nas redes sociais da Internet para trovejar ameaças de dura repressão contra os sindicalistas, especialmente do Sepe Lagos.

Cidade largada

A cidade continua largada nessa alta temporada de Verão. O lixo continua espalhado nas ruas e o mato crescendo em praças e jardins. A falta de cuidado ajuda e muito a proliferação de toda sorte de endemias, inclusive o Zika vírus. Além de tudo o mau cheiro tomou conta da cidade.

JAMES-JOYCE

James Joyce

José Sette filma inspirado na obra de Joyce.

Depois de temporada em Belo Horizonte onde foi participar de uma mostra de cinema, José Sette de Barros, não esquentou cadeira em Cabo Frio. O cineasta foi para o Rio de Janeiro para as filmagens “Quebranto”, baseado na obra de James Joyce.

JOSE-SETTE-3

Depois de longa hibernação, José Sette está a toda.

 

 

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fev 04 2016

REFRESCO

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REFRESCO AZUL ESCURO

SEXY-1

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fev 04 2016

BARCAROLA – SEBO DE LIVROS – http://www.estantevirtual.com.br/sebobarcarola

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BARCAROLA-SEBO

http://www.estantevirtual.com.br/sebobarcarola

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fev 04 2016

RETRÔ – CHARGES DE JOÃO GOULART (JANGO).

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RETRÔ AZUL ESCURO

JANGO1

JANGO2

JANGO3

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fev 04 2016

RAPIDINHAS DE BÚZIOS

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RAPIDINHAS BÚZIOS AZUL ESCURO

HORA-DO-LANCHE

Hora do Lanche

Foto: Sérgio Quissak

O reajuste

O reajuste, completamente sem padrão definido, do IPTU, tem provocado inúmeras discussões por toda a península. Que tal então os candidatos a sentar na cadeira de prefeito concordar em revisar o IPTU e enviar a Câmara algo mais bem cuidado e justo?

O que querem os udenistas?

Os udenistas ou lacerdistas buzianos não param de bater bumbo e atacar com metralhadora giratória. Tentam atingir a tudo e a todos. Por acaso estão querendo negociar algum acordo político?

Faíscas

Os médicos Cláudio Agualuza e André Granado não devem ser convidados para o mesmo jantar de gala: pode sair faísca e a toalha ficar chamuscada. Em época de aquecimento global tudo, mas tudo mesmo pode acontecer. Não é?

Siricuticos & Chiliques

Como “divisor de águas” na política buziana, qualquer movimentação de Mirinho Braga provoca siricuticos e chiliques nos adversários. É um espanto, mas vão ter que se acostumar, porque o líder pedetista está cada vez mais desenvolto nas articulações.

O grupo se esfacelou

2016 finalmente chegou e encontrou o grupo político do prefeito André Granado (PMDB), inteiramente desarticulado, apesar de contar com a máquina político-administrativa. Aquele grupo, vitorioso nas eleições de 2012, não existe mais.

Só pra constar

A proliferação de candidaturas, que divulgam a vontade de sentar nas poltronas do “Palácio da Estrada da Usina” são apenas para “inglês, argentinos e até mesmo franceses verem”. Querem mesmo é negociação política.

Os anêmicos

Depois de abril é que se vai ter maior clareza sobre as candidaturas colocadas no cenário político buziano. A anemia eleitoral de alguns candidatos é tamanha, que, dificilmente conseguirão assento na Câmara de Vereadores, quanto mais na Estrada da Usina.

A base governista vai sofrer

Os mais agudos e atentos observadores da política em Búzios repetem que, a reeleição da maior parte dos vereadores é inversamente proporcional a sua proximidade ao governo de André Granado. Daí o susto que a turma levou com o descontentamento da população, em relação ao reajuste do IPTU.

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fev 04 2016

PAPO DE LEITOR

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PAPO

Boa tarde, Totonho.

Envio abaixo uma denúncia de opressão:

Definitivamente o prefeito mostra seu lado opressor. Como de esperado, a pagina do facebook da prefeitura tem recebido muitas criticas e comentarios contra o atual governo por conta da pessima administracao. Nada mais que o reflexo da gestao. Acontece que, e ordem na secretaria de comunicacao de cabo frio que, a partir de agora todos os comentarios de insatisfacao sejam deletados da pagina e que cada funcionario da secretaria defenda com seu perfil pessoal a atual gestao. E quem nao fizer? TA FORA. Esta e a ordem. Ou expoe seu perfil para “puxar o saco” ou esta fora. Vamos ficar atentos a pagina a partir de agora e ver se os Comentarios negativos serao apagados. Ao inves de se preocupar com coisas serias o prefeito prefere acabar ocultamente com a liberdade de expressao do povo que o elegeu e aterrorizar seus proprios funcionarios.

Professor,
Estamos vendo um novo modelo de governar uma Cidade. A Anarquia, não estou dizendo Monarquia, como quando o dito cujo se intitulava um Rei, é Anarquia mesmo!!
É prefeitura invadida ora pela “Força Policial Municipal” , ora pelos funcionários, ora pelos empreiteiros e até os “comportados” Professores.
E damos razão a todos eles. Natal sem 13º, salários sem data certa para recebimentos, contas atrasadas, passando vergonha com os filhos que não veem uma comida decente na mesa.
E se voltarmos alguns meses atrás, a população passou outra vergonha. A Cidade de Cabo Frio FEZ 400 ANOS SEM NENHUM FESTEJO DA PREFEITURA PARA COMEMORAR.
Qual o Prefeito que não gostaria de estar no comando de uma Cidade que faz 4 séculos!!
Mas vemos escolas abandonadas, quadras de esporte e praças em ruínas, o tal Centro de Convenções? Foi só no papel, tudo não passou de um papelão. E a biblioteca? como está? e fica bem no centro da Cidade.
A Fazenda Campos Novos também abandonada, ah, deve ser porque foi um adversário político que a desapropriou, como a biblioteca?
Mas os depósitos de veículos apreendidos estão cheios, muitos de carros e motos de trabalhadores que estavam com suas contas atrasadas, como os funcionários da Prefeitura. E agora as multas acrescidas de estadias deixam cada vez mais distante a recuperação de seus veículos, que ficam ao relento e até sujeitos a serem depenados, e um processo contra o Município nunca acaba, nunca vão pagar o prejuízo.
E aquela entradinha que fizeram com a conivência do DER para entrar para o Shopping Lagos? toda hora tem acidente, esta semana o sinal estava queimado de uma das pistas.
E os acidentes principalmente de motos caindo em buracos nas ruas e estradas? Podiam utilizar a fortuna arrecadada com multas para recuperar estas ruas, colocar avisos nos quebra-molas que se proliferam no Município.
Parece que o Rei, Imperador, ou melhor o Anarquista estava certo em não fazer a festa dos 400 anos, NÃO TEMOS NADA PARA COMEMORAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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fev 04 2016

CALENDÁRIO ELEITORAL

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fev 04 2016

LEITURA

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LEITURA

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fev 04 2016

ARTIGO – MUDA BRASIL. PARA ONDE? – Carlos Sepúlveda.

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ARTIGO AZUL ESCURO

CARLOS_SEPULVEDA_2

MUDA BRASIL. PARA ONDE?

Carlos Sepúlveda (*)

Nesses tempos, não tão novos assim, em que promessas podem ser colhidas no pomar das ilusões, recorro a meu mestre, Machado de Assis. Disse ele: “Jesus Cristo não distribui os governos deste mundo. O povo é que os entrega a quem merece, por meio de cédulas fechadas, metidas dentro de uma urna de madeira, contadas, abertas, lidas, somadas e multiplicadas”.

Sábio e querido Mestre: fora o fato de que as urnas não são mais de madeira, nem as cédulas devam mais ser contadas, restam sempre as urnas, artefatos eletrônicos, que, ao fim e ao cabo, dizem a mesma coisa: ao vencedor, as batatas.  E o dizem eletronicamente, com a chancela do mundo digital que, conforme reza a lenda, é inviolável. A ver..

A presidenta eleita foi confrontada com uma verdade surpreendente, para os padrões nacionais: seu governo foi re-eleito pelo assistencialismo instrumental, mas dependerá de populações melhor preparadas, mais educadas e produtivas que não votaram nela, para poder governar. Esse, no fundo, é o dilema do governo: precisa governar, mas precisa governar com os melhores, convocados Deus sabe como e por quem.

A mão protocolarmente estendida não será capaz de apagar a realidade de um Brasil apartado. Aliás, não é nenhuma novidade a existência de dois brasis, desde o século XIX, quando essa realidade tornou-se um fato sociológico insuperável.

Quem se ser o trabalho de ler nossa literatura, sabe muito bem que a divisão norte-sul é bastante conhecida. Os romances neorrealistas, de 1930, fizeram o contraponto aos romances do sul, mais complexos  e sofisticados. Clarice Lispector e Graciliano Ramos escreveram para dois mundos bem diferentes, embora jamais inconciliáveis.

A exposição aberta destes dois brasis, tal como aconteceu nas últimas eleições, é a primeira vez. A ferida está exposta, não há remédio senão enfrentá-la.

Cabe à presidenta abandonar sua retórica precária da marquetagem petista e, efetivamente, abrir negociações com o Brasil que não votou nela, o Brasil responsável por 80% do PIB nacional.

Precisa ser estadista e não apenas presidenta.

No entanto, a presidenta tem contra ela o tempo. A cada dia, com a intensidade dos fatos, Dilma perde contato com o Brasil real, aquele país que respira com dificuldade para além dos gabinetes escovados de Brasília.

Temos a sensação de que não temos gente competente para lidar com a crise cuja metáfora é assustadora: o vírus zica.

Mas temos o dever que crer num melhor destino. Temos de acreditar que alguma solução há de surgir no horizonte congestionado de Brasília e que, no fim das contas, o inesperado há de cumprir seu papel. Afinal, esperamos por um milagre.

(*) Professor.

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fev 04 2016

CENTRO DE BELEZA RÚBIA DUARTE

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RUBIA-DUARTE

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fev 04 2016

O QUE FAZER?

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DENGUE

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fev 03 2016

CALENDÁRIO ELEITORAL

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CALENDARIO

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fev 03 2016

LEITURA

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LEITURA

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fev 03 2016

ARTIGO – ESSE HOMEM NÃO PODE SER CANDIDATO – Saul Leblon

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ARTIGO AZUL ESCURO

LULA1

ESSE HOMEM NÃO PODE SER CANDIDATO

Saul Leblon (*)

Não vai ter golpe. A receita do impeachment secou no forno tucano. A crise mundial escancarou a fraude que atribuía ao PT o desmanche do Brasil. Dilma afrouxou a camisa de força do arrocho com dano inferior ao imaginado. Pode e deve ir além, na frente econômica e política. A reativação do CDES mostrou que é possível arrastar uma parte expressiva do PIB para fora do golpe. Não é o único broto da frente política necessária à superação da encruzilhada do desenvolvimento, mas é um passo na retomada da iniciativa para além da defensiva e da prostração.

O que sobrou ao golpismo, então?

Sobrou a última carta na mesa: decidir 2018 em 2016.

Significa matar, picar, salgar, espalhar partes do carisma e da credibilidade de Lula pelas ruas, praças, vilas, periferias, vizinhanças e campos de todo o país.

Esse homem não pode ser candidato; se for é capaz de vencer; se vencer será impossível impedi-lo de assumir; se assumir pode fazer outro grande governo.’

Essa é a versão de hoje para o que dizia Lacerda em junho de 1950, quando tentava igualmente abortar a candidatura de Vargas à presidência da República: ‘Esse homem não pode ser candidato; se candidato não pode ser eleito; se eleito não deve tomar posse; se tomar posse não deve governar’.

A caçada a Lula ganhou a velocidade vertiginosa da urgência conservadora que manda às favas o pudor e as aparências.

É preciso capturar essa presa antes que ela retome o fôlego e o fôlego tome as ruas.

Vale tudo.

Não é força de expressão.

É o nome da pauta interativa que conectou as redações a um pedaço do judiciário.

De onde virá a pá de cal?

Do pesqueiro que ele frequenta? Da canoa de alumínio de R$ 4 mil reais? Do apartamento que, afinal, não comprou? De um delator desesperado? De alguém coagido pela República do Paraná, disposto a qualquer coisa para proteger familiares retidos e ameaçados?

Eles não vão parar.

A Lava Jato escuda-se em razão meritória para agir como braço partidário. O golpismo os incentiva, a mídia sanciona e se lambuza.

Só a rua.

Desfrutáveis rapazes e moças denominados ‘jornalistas investigativos’ inscrevem-se nas mais diferentes façanhas para antecipar o desfecho, antes que alguma resistência aborte o cronograma.

A piada venezuelana sobre a escassez de pasta de dente, divulgada como noticia pelo UOL, mostra a tensão reinante entre rigor e furor.

A mesma sofreguidão fez a ênfase do delator Paulo Roberto Costa em inocentar Marcelo Odebrecht transformar-se em sutil incriminação do empresário na degravação para Moro.

‘Isso não vem ao caso’ – diria FHC.

Nenhum caso vem ao caso quando associa tucanos a eventos em que o interesse público se subordina ao apetite privado.

Procuradores procuram –produzem?– febrilmente a pauta da semana, auxiliados por redações interativas.

A narrativa geral é adaptada ao sotaque de cada público. Desde a mais crua, tipo JN, às colunas especializadas em conspirar com afetação pretensamente macroeconômica ou jurídica.

A mensagem vibra a contagem regressiva em direção a ‘ele’.

‘Ele’ é o troféu mais cobiçado, a cabeça a ser pendurada no espaço central da parede onde já figuram outras peças preciosas, embalsamadas pela taxidermia conservadora.

A sentença de morte política foi lavrada em 2005/06, quando se concluiu que pela via eleitoral Lula seria imbatível diante das opções disponíveis.

A partir de então seu entorno e depois o seu próprio pescoço seriam espremidos num garrote que range as derradeiras voltas do parafuso vil.

O assalto final será indolor à matilha?

Eis a pergunta política de resposta mais cobiçada nos dias que correm.

Depende muito do discernimento das lideranças nascidas dessa costela, e até mesmo –ou quem sabe, principalmente-  de algumas referenciadas a marcos históricos que vão além dela.

São hoje as mais mobilizadas.

Amanhã serão as primeiras atingidas, se a ‘macrização’ do Brasil for bem sucedida.

Acuado como está e limitado pelo erro histórico de um ciclo que promoveu a mobilidade social sem correspondente organização política, Lula é refém da avaliação que o conjunto da esquerda fizer de sua importância para o futuro da democracia social no país.

É tão ou mais refém disso do que do sentenciamento conservador. Neste já foi condenado.

Mas a rua pode salvá-lo.

‘Ah, mas Lula foi ultrapassado pelo avanço da luta popular?’

É um paradoxo: se avançamos tanto, como é que eles estão em sulforosa ofensiva por ar, terra e mar?

‘Culpa do PT.’

Na Venezuela também? Na Argentina, na Europa…?

Há uma recidiva da crise mundial, cuja extensão e profundidade o PT subestimou.

O mundo vai murchar com a desalavancagem global de múltiplas bolhas perfuradas agora pela freada chinesa.

Estamos a bordo de um acirramento da disputa pelo bolo mais magro urbis et orbi.

Nada isenta o PT e o governo dos equívocos sabidos, que o tornaram mais vulneráveis nesse momento.

O embate, porém, vai muito além do que imagina o bisturi que resume a equação histórica a lancetar o espaço do PT na trincheira progressista.

Em Portugal, uma esquerda que conseguiu maioria parlamentar, acaba de perder no primeiro turno presidencial para a direita.

A esquerda portuguesa resolveu ir para as urnas dividida. Cada qual inebriada de sua autossuficiência para enfrentar a desordem mundial do capitalismo.

Como pretendemos caminhar para 2018?

A pergunta vale para o governo, para o PT e para as forças que legitimamente se evocam à esquerda do PT.

O ciclo iniciado em 2003 tirou algumas dezenas de milhões de brasileiros da pobreza; deu mobilidade a outros tantos milhões na pirâmide de renda.

Foi inconcluso porque atribuiu às gôndolas do supermercado a tarefa de promover o salto de consciência que mudaria a correlação de força no país.

A inclusão foi tão expressiva, porém, que sob a cortina de fogo impiedosa do monopólio midiático, há quase uma década, acuado, ferido, enxovalhado noite e dia, sem espaço de resposta, Lula ainda figura como o nome que parte com 25% dos votos nas sondagens da nova corrida presidencial.

Aécio e Marina, teoricamente o suplantariam numa quase certa aliança no segundo turno.

Mas a direita sabe que não é bem assim.

Com acesso diário à tevê que hoje lhe é sonegada, ao rádio e ao debate num cenário econômico que dificilmente será tão ruim quanto o atual, as alardeadas dianteiras dos seus principais adversários podem derreter junto com o ‘crime’ de frequentar um pesqueiro em Atibaia, com a canoa de preço equivalente ao de uma carretilha das disponíveis nos iates de alguns de seus críticos, e com o ‘tríplex’ que, afinal, não lhe pertence.

Por isso é preciso liquidar a fatura agora, na janela de oportunidade entre o vácuo orgânico da militância e a incerteza relativa a 2018.

Em 1954, quando a direita já escalava as grades do Catete e os jornais conservadores escalpelavam a reputação de quem quer que rodeasse Vargas, a sua morte política  era comemorada por parte da esquerda.

O varguismo era acusado de ser um corredor aberto ao imperialismo, um manipulador das massas.

Vargas não era um bolchevique.

Tampouco detinha a representação de São Francisco de Assis na terra.

Era um estancieiro.

Não fez a reforma agrária. Nunca viveu agruras, não liderou greves, não leu Marx –perseguiu marxistas no seu primeiro governo.

Ao mesmo tempo, criou o salário mínimo, as leis trabalhistas, peitou o imperialismo…

Vargas foi o que são líderes nacionais populares de cada tempo concreto: seres contraditórios de carne e osso, exatamente por isso magnéticos na personificação de um projeto de desenvolvimento em que o vórtice selvagem do capital passa a ser domado pelas rédeas dos interesses sociais organizados.

Vem de Varoufakis, o ex-ministro da Fazenda da Grécia, a preciosa síntese do que está em jogo num mundo que é o avesso disso, capturado pela desregulação dos mercados: ‘Não deixar nenhuma zona livre de democracia’.

Até onde a sociedade pode ir por esse caminho? Até onde a correlação de forças permitir a democratização de todas as instâncias de poder na sociedade.

Lula tem seu espaço nesse enredo.

Em abril de 1953 uma parte da esquerda brasileira considerava que Vargas não tinha mais.

Simultaneamente uma ciranda de ataques descomprometidos de qualquer outra lógica que não a derrubada de um projeto de desenvolvimento soberano sacudia o entorno do governo que criara a Petrobras, o BNDES e uma política de fortalecimento do mercado interno com forte incremento do salário mínimo.

O clima pesado das acusações e ofensas pessoais atingia Getúlio e sua família de forma virulenta.

Lutero, irmão do Presidente, era seviciado  por manchetes garrafais que o tratavam como ‘bastardo’ e “ladrão”.

A imagem veiculada do ministro do Trabalho, João Goulart, era a de um cafajeste, um “personagem de boate”.

Lembra algo?

A dramaticidade do suicídio político mais devastador da história iluminaria o discernimento popular gerando revolta diante do ódio golpista que tirou a vida de Vargas.

Porta-vozes da oposição a Getúlio foram escorraçados nas ruas do Rio; uma multidão consternada e enfurecida cercou e depredou a rádio Globo que saiu do ar; veículos da família Marinho foram caçados, tombados, queimados nas ruas da cidade. Para Carlos Lacerda não sobrou um centímetro de chão firme: o “Corvo” foi recolhido a bordo do cruzador Barroso, distante da costa.

A esquerda que dispensava a Vargas o tratamento dado a um cachorro morto, teve que reinventar a sua agenda com a bicicleta andando.

Quase sessenta e dois anos depois do tiro que sacudiu o país, a pressão atual do cerco conservador permite aquilatar a virulência daquele período.

O Brasil está de novo sob o tropel da mesma cavalaria.

Com os mesmos cascos escoiceando a nação e reputações.

O mesmo arsenal para alvos e objetivos correlatos.

No julgamento do chamado ‘mensalão’, o sociólogo Marcos Coimbra, presidente do Instituto de Pesquisas Vox Populi,  mensurou um pedaço da artilharia conservadora voltada contra o discernimento da sociedade.

Em apenas quatro semanas até 13 de agosto de 2012, 65 mil textos foram publicados na imprensa atacando o PT, Lula e o seu governo.

“No Jornal Nacional, para cada 10 segundos de cobertura neutra houve cerca de 1,5 segundos negativos.

Nas rádios, conectadas pela propriedade cruzada aos mesmos núcleos emissores, a pregação incessante era e ainda é mais abusada.

A mesma elasticidade ética reveste a ação da mídia determinada a calafetar cada poro do país  com uma gosma de nojo e prostração.

Persiste, enfim, o cerco ao Catete.

A qualquer Catete dentro do qual políticas públicas tenham buscado pavimentar mais um trecho da estrada inconclusa que leva à construção de uma democracia social na AL.

Desta vez não haverá tiro para alertar a esquerda brasileira.

Mas caberá a ela escrever a carta testamento para explicar o Brasil deixado aos que vierem depois de nós.

A ver.

(*) Carta Maior.

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fev 03 2016

CENTRO DE BELEZA RÚBIA DUARTE

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RUBIA-DUARTE

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fev 03 2016

O QUE FAZER?

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DENGUE

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fev 02 2016

EDITORIAL – COMO SERÁ O AMANHÃ?

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EDITORIAL AZUL ESCURO

ovelhoeomar

COMO SERÁ O AMANHÃ?

Tantas são as bobagens feitas pelo “governo sereníssimo”, que fica difícil para qualquer analista, por mais experiente que seja, enxergar em que lugar o prefeito quer chegar.

Qual o ancoradouro político onde o “sereníssimo” vai jogar sua poita? Devidamente apoitado, que tipo de peixe o prefeito quer fisgar? Pretende peixão ou cardume de peixinhos? Quais as iscas que o experiente pescador vai usar?

As opções que o “velho pescador” tem em mãos, a essa altura do campeonato, não são muitas, mas é perceptível que continua a usar as armas, ou melhor, as iscas que a experiência de dezenas de anos, acabou por lhe proporcionar: intimidação e chamariz, ao mesmo tempo.

O prefeito quer a briga agora, porque sabe que, apesar de tudo, esse momento ainda lhe dá alternativas políticas, mas que o tempo trabalha contra ele e sua política, em ano eleitoral.

Lá na frente, com eleições nos calcanhares e com as pesquisas de opinião ingratas, sua margem de manobra, praticamente deixa de existir.

Vai ter que entregar a rapadura. Mostrar o seu atual tamanho político, fruto de uma administração desastrosa, que partilhou a cidade entre a ganância e a incompetência.

O “prefeito sereníssimo” está preocupado e por incrível que pareça pensa como vai ser o futuro. Como será o amanhã?

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fev 02 2016

FOTOS – RESTINGA – ARRAIAL DO CABO – Antônio Ângelo Trindade Marques.

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FOTOS AZUL ESCURO

RESTINGA-ARRAIAL

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fev 02 2016

O JORNAL DO TOTONHO ENTREVISTA FLÁVIO DARIO PETTINICHI, O ARTISTA PLÁSTICO MÚLTIPLO POR NATUREZA.

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ENTREVISTA AZUL ESCURO

FLAVIO_1

01) Faça um resumo, se isso é possível, do nômade Flávio Pettinichi e como e por que veio parar aqui em Cabo Frio?

Resposta - Bom, como a grande maioria das pessoas já sabe eu nasci na Argentina, país migratório por excelência. Depois de ter sobrevivido à ditadura argentina e vendo que a democracia nada ia acrescentar para mim, fiz 18 anos e me mandei. Já tinha viajado dentro do país e tinha tomado o gosto pela coisa, com 17 anos andava eu na divisa com a Bolívia no meio dos Andes, aos 18 peguei um trem e fui para o Paraguai, na ditadura Stroessner (com tanta sorte que cheguei ao mesmo dia que assassinavam Anastásio Somoza, Ditador da Nicarágua exilado neste país, depois soube que era um grupo guerrilheiro argentino que matou ele). Fui lá porque tinha um amigo morando na selva e era a possibilidade de começar a percorrer a América Latina, fiquei seis messes lá até ser deportado por ser um maluco que ganhava dinheiro pintando camisas com o rosto de Jesus. Por ser o Paraguai um país corrupto foi fácil comprar a minha deportação, em vez de ir para a Argentina me jogaram em Foz de Iguaçu, trabalhei um tempo nessa cidade, era desenhista do Jornal “Nosso Tempo” de oposição à ditadura, Figueiredo na época, até ser preso, e torturado, duas vezes, na época os jornais noticiaram os fatos e algum dos meus algozes foram condenados, quando isto aconteceu eu já estava longe, Conheci Cabo frio na época, mas não fiquei, fui para a Bahia, dai até Rio Grande do Norte foi só um passo. Posso dizer que conheci boa parte do Brasil, seus costumes, sua gente a sua geografia, sempre fui um pesquisador do meu dia a dia seja ele onde for. Fiquei viajando pelo Brasil até o ano 89, Norte a Sul, Leste, Oeste. Por essas coisas da vida, voltei pro sul e dai pra Argentina, onde me casei, tive filhos e descobri que eu não pertencia mais à Sociedade Argentina, (minha cabeça já tinha o Samba no sangue e as Cores do Flamengo na alma). Tinha que voltar pro Brasil urgente. No ano 98, depois de me divorciar peguei as malas e fui parar de novo na Região dos Lagos onde morei ate o ano 2012.

FLAVIO_2

02) Você é um artista plástico que gosta de escrever. Seria então um artista multifacetado. Qual das faces extrai mais do ser humano Flávio Pettinichi?

Resposta – Eu acredito que ser artista plástico te dá a possibilidade de transformar tudo em arte, desde a miséria até a maior das riquezas. Tanto é (pra mim) que fui casado com uma mulher, à mãe dos meus filhos, que tinha uma posição social bastante alta e também já dormi embaixo da ponte, em obras em construção, etc. e nunca deixei de fazer arte, porque se isto tivesse acontecido eu já estaria morto, porque arte para mim é viver. Tenho trabalhado em várias disciplinas, Joalheria, designer de joias, cerâmica, Escultura em ferro e bronze, desenho, pintura em todos os suportes que possa imaginar, audiovisual, fotografia, entalhe em madeira e tantas outras disciplinas, só não levo jeito pra tocar instrumentos musicais. Então falamos sobre a literatura: Sou um leitor compulsivo, (leio até bula de remédio e etiquetas de sabonetes nos banheiros das casas que não tenho confiança pra pedir algo para ler na hora H) que é outra forma de Expressão Plástica, eu acredito, a poesia é uma boa maneira de entender isto, falo da poesia artística e não daquela que a gente aprende nas escolas, com rima e toda essa pornochanchada gramatical e métrica politicamente correta! Eu acho que a escrita, seja ela da maneira que for, faz que a pessoa tenha que esmiuçar dentro dela, tenha que trabalhar no inconsciente (conscientemente) para que ela não seja um amontoado de signos gramaticais ou “porralouquices”, (aquele arroto criativo.) Sempre falo, eu não escrevo, eu pinto com palavras, às vezes pode parecer que certa palavra não tem nada a ver com o texto, mas eu vejo (sinto) a cor, a forma, a textura dela e não duvido em colocar ela no texto. Enfim, para mim não há separação entre as formas de expressão humana, todas estão interligadas por mil fatos decorrentes da vida que eu tenho levado.

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03) Num determinado momento você se mandou. Falta de espaço? Desencanto? Paixão? Tudo junto!!!!! Qual é?

Resposta - Vamos por partes, eu não posso me queixar do espaço que me foi dado, muitas vezes, e outros tantos que conquistei ao longo de dez exaustivos anos de produção cultural e artística. Tendo realizado várias exposições importantes nas diferentes áreas e disciplinas nas quais trabalhei nesses anos, fiz parte de um grupo de artistas que, no seu momento, fizeram a diferença cultural na cidade. Fiz parte da diretoria de uma Associação de Artistas que marcou história, (a Assoc. TRIBAL). Fiz vários audiovisuais em parceria com outros artistas, hoje alguns deles famosos e outros tantos falidos, (risos). Fiz o ensino médio de novo no Brasil e tive alguns professores bons…(risos). Trabalhei para vários projetos independentes, fotografei o Acervo de Arte sacra do Convento Nossa Senhora da Guia. (na época com a saudosa e grande Amiga Doca Dolores Brandão) que depois foi transformado em cartões postais. Trabalhei para outras ONGs. Criei o “Cine Galerinha” dando acesso gratuito ao cinema para milhares de crianças. Ensinei artes diversas, vendi mais de quarenta esculturas e algumas dezenas de pinturas, esboços e projetos para uma galeria de arte da cidade, duas esculturas grandes estiveram por um bom tempo em duas praças, (uma delas foi roubada, a outra deteriorada) Expus e vendi mais de 500 fotos que retratavam Cabo Frio. Ganhei até a Medalha Tiradentes em conjunto com a diretória da Assoc. TRIBAL.(o que não é pouca conquista). Ou seja, vivi de e para a arte nesses anos todos sem dever nenhum favor a nenhum coronel de turno. Você perguntou se eu tive algum desencanto, isto quer dizer, não me encantei mais ou perdi o encantamento, talvez algo disso possa ter acontecido. Não com a cidade em si mesma e sim com o rumo que a política ia tomar pouco depois de eu ir embora. Quando eu vi que os dois candidatos que poderiam ganhar a eleição, e que dentro dos quadros destes candidatos tinha amigos meus, em nada iam mudar o panorama cultural da cidade tive que decidir ir embora antes de perder alguns bons amigos de luta. Lamentavelmente eu estava certo, nada mudou, foram abortadas algumas revoluções culturais e a inércia da vanguarda artística é a primeira a se sentir em situações como esta. Paixão? Bom, eu conheci minha companheira Lou Witt, poetisa, nesse tempo, com a qual já faz três anos e meio que estamos de lua de mel, e isto influenciou bastante o fato de sair da cidade, embora não tenha sido só isto o que marcou a mudança. Muitas vezes pensei que eu poderia estar muito bem com ela nas praias de Cabo frio, e outras tantas vezes pensei que foi o correto, pois não há conquista do novo sem a renuncia do velho, Cabo Frio estava ficando velha pra mim. Hoje tenho a certeza de que fiz a escolha certa, morar no sul do país não é fácil, é outra cultura, outro tipo de calor humano e eu já não tenho 20 anos pra andar fazendo cambalhotas existenciais.

BARCO

Qual é? Bom neste momento moro num pequeno paraíso de Santa Catarina onde o verde das montanhas e o azul do mar se encontram, junto a minha amada, dois gatos, dois cachorros, um atelier grande, uma cabana de madeira e alguns livros. Pra que mais? (Bom, na realidade tem muito mais, mas isso conto na próxima entrevista!)

 

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fev 02 2016

FUNCIONÁRIOS MUNICIPAIS RECUSAM SUBORDINAÇÃO AO GOVERNO

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ASS1

FUNCIONÁRIOS MUNICIPAIS RECUSAM SUBORDINAÇÃO AO GOVERNO

A assembleia dos servidores públicos municipais realizada na ACIA, rejeitou a proposta indecente do “governo sereníssimo” e votou maciçamente pelo estado de greve. A posição da assembleia não significa a radicalização do movimento, mas o entendimento que aceitação da proposta do governo determinaria à submissão dos trabalhadores a política do “patrão”. Segundo a assembleia, se não acontecer pagamento até o quinto dia útil, greve geral.

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fev 02 2016

“ENTRE TAPAS E BEIJOS”

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“ENTRE TAPAS E BEIJOS”

Fazendo justiça ao fato de ser um seriado, que teve grande sucesso e que se desenvolveu há bastante tempo, “entre tapas e beijos” reflete bem a relação política entre o empresário José Martins e o ex-deputado federal Paulo César Guia (PSDB). Brigam, parece que é definitivo, mas um pouco mais a frente se reconciliam, sem guardar mágoas: é apenas uma questão de tempo e de bom humor.

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fev 02 2016

IMAGENS & ARTE

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TRIO

Eduardo Pimenta, Lena Trindade e Antônio Ângelo.

IMAGENS & ARTE

A fotógrafa Lena Trindade, após ter lançado seu livro “Refúgios do Rio”, na Livraria Travessa, de Botafogo, no Rio de Janeiro, fez novo e especial lançamento, em Cabo Frio. O evento aconteceu na sexta-feira, no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MART), no tradicional Largo de Santo Antônio, no Convento de Nossa Senhora dos Anjos. Cabo Frio espera agora o lançamento oficial do livro “Aves da Laguna Araruama”, de Antônio Ângelo Trindade Marques e Eduardo Pimenta, que deve acontecer somente em março.

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