set 30 2016

ANOS DE DESPERDÍCIO

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EDITORIAL BORDÔ

ANOS DE DESPERDÍCIO

Anos de desperdício, de péssima gestão do dinheiro público e inúmeras acusações de corrupção marcam as duas últimas décadas dos dois governos que se sucederam em Cabo Frio. Os dois, “professor” e “aluno” fizeram acordo ainda em 1996, tomaram o poder e desde então controlam a política do município, sem o menor pudor. Durante todos esses anos torraram mais de 12 bilhões de reais, não resolveram nenhuma questão de infraestrutura e para terminar jogaram Cabo Frio na maior crise de sua história. Em 2 de outubro, o povo vai ter a oportunidade de encerrar de vez essa história vergonhosa.


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set 29 2016

A FARRA ACABOU!

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EDITORIAL BORDÔ

A FARRA ACABOU

A eleição entrou na reta final. É logo ali, no domingo. Em Cabo Frio o processo eleitoral se reverte de uma situação especial. Pela primeira, desde 1997, quando o município passou a receber repasses dos royalties do petróleo como produtor, a população vai poder escolher em que modelo político-administrativo quer viver. São dois modelos, o do Pacto 20 Anos, que está se desestruturando, desmilinguindo, porque a nova realidade econômica não mais permite os desvarios dos governos de Marquinho e Alair. A crise de gestão não é somente do atual governo, mas das duas últimas décadas, cujos prefeitos apostaram no inchaço da máquina pública, nos privilégios para a parentada e os amigos do peito. A festa acabou e a população vai ter que dizer se quer uma baixada fluminense com praia ou uma cidade histórica, com meio ambiente protegido e economicamente viável.


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set 29 2016

RAPIDINHAS DO JORNAL DO TOTONHO

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RAPIDINHAS BORDÔ

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Número expressivo

No campo da oposição, isto é, a coligação que se reuniu em torno da candidatura de Janio (PDT) a expectativa dos observadores políticos está em torno da eleição de 3 a 4 vereadores. É um número bastante expressivo.

Furando esquemas

A campanha de Janio está furando alguns rígidos esquemas construídos pelo Pacto 20 Anos, com base no jorrar dos repasses dos royalties do petróleo. Representa uma pressão, que muitos que vivem à custa do dinheiro público estão desesperados.

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Alfredo X Vivique

O ex-vereador Alfredo Gonçalves articulou o PV para asfaltar o caminho de sua volta à câmara, mas parece que Carlos Victor, irmão do candidato indeferido, não quer deixar. Está trabalhando no sentido de lhe tirar cabos eleitorais.

Alfredo X Vinícius

Não é de agora que Alfredo Gonçalves (PV) sofre com a subtração de cabos eleitorais pelo seu próprio esquema de poder. Vinícius Corrêa (PP), filho e Axiles e sobrinho de Alair, tem trabalhado com intensidade para impedir à volta de Alfredo à câmara.

Cabelo em pé

A agressiva presença no PRB, do Pastor Marcelo Batista, da Universal do Reino de Deus, tem deixado outros candidatos à câmara de cabelo em pé. Em especial, o ex-presidente da câmara, Luís Geraldo, que anda bastante preocupado.

Esporte, todo mundo quer.

Na área político-esportiva, digamos assim, dois vereadores “batem cabeça”, na busca da tão sonhada reeleição: José Ricardo e Aquiles Barreto. Por fora, corre o vereador Rodolfo Machado.

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Cabo eleitoral de luxo.

Alair Corrêa (PP) continua brigando para eleger o maior número possível de vereadores de sua família. Tenta assim se proteger de CPI’s, auditorias e se manter na política como um cabo eleitoral de luxo.

Grife & Peso

O “prefeito sereníssimo”, porém, enfrenta grande e sólida rejeição popular, que acabou se expandindo para os candidatos a câmara, que carregam o seu sobrenome. Não tem sido fácil a vida dos “Corrêa”, nessa eleição de 2016. O que era uma grife transformou-se em um peso.

Mudança de curso

Em Búzios, a campanha torna-se ainda mais apimentada. Ao mesmo tempo que acontecem caminhadas e comícios, as negociações não cessam. Shirlei Coutinho, esposa do ex-prefeito Toninho Branco, retirou a candidatura e passou a apoiar Mirinho Braga (PDT).


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set 29 2016

FALTA AO DEBATE E GANHA APELIDO DE FUJÃO.

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NOTÍCIAS E COMENTÁRIOS BORDÔ

FUJÃO

Custou caro ao ex-prefeito Marquinho Mendes a sua ausência no debate promovido pela Rede Litoral News e mediado por Sidnei Marinho. As redes sociais viralizaram com o termo fujão para homenagear o candidato do PMDB, que já carrega o desgaste de ser ao mesmo tempo liderado e substituto de Eduardo Cunha, na Câmara Federal.

ATOLADO EM PROCESSOS

Enroscado com uma multidão de processos, inclusive o famoso Processo 101, a rejeição de suas contas de 2012 (buraco de 20 milhões) pelo TCE-RJ e pela Câmara de Vereadores (perdeu por unanimidade), o candidato do PMDB busca sair do inferno astral em que se meteu. A fuga aos debates, na reta final da campanha, certamente não é a melhor solução.

FALTA CONTEÚDO

Na reta final do processo eleitoral, o ex-prefeito tem sofrido grave processo de desgaste na chamada classe média, que não reconhece no discurso populista respostas para suas demandas. Falar o tempo todo em “beijo no coração”, diz muito pouco ou quase nada. Falta conteúdo ao discurso do ex-prefeito. Talvez por isso tenha faltado ao debate na Litoral News.

A COBERTURA DE 400 MIL

A história do apartamento de cobertura, na orla riquíssima da Praia do Forte, lançado com “valor” de irrisórios 400 mil reais pegou muito mal para o candidato do PMDB. No momento de crise em que vive o país e a própria cidade de Cabo Frio, é um exemplo péssimo dado por alguém que já foi prefeito e que pretende voltar a ocupar o cargo. Leva a pensar sobre a natureza de ser suplente de Eduardo Cunha. A falta de transparência é absoluta.


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set 27 2016

TRAMÓIA REJEITADA PELA POPULAÇÃO

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EDITORIAL BORDÔ

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TRAMÓIA REJEITADA PELA POPULAÇÃO

O acordo acertado entre o ex-prefeito Marquinho Mendes (PMDB) e Paulo César Guia (PSDB) contra Janio (PDT) no debate realizado, na InterTV acabou tendo efeito contrário ao desejado pelo impugnado (não conseguiu o registro na justiça eleitoral) e pelo desalojado (teve votação ridícula na tentativa de reeleição como deputado federal). Quem, resistindo ao sono assistiu ao debate percebeu que os dois, rompendo acordos estabelecidos e princípios morais e éticos, que devem regrar a boa política, procuraram monopolizar o debate e impedir Janio de falar, que, parece ser o grande temor dos dois. Essa tramoia, percebida pelo povo, teve grande divulgação nas redes sociais da Internet e acabou por provocar profunda irritação na população. O feitiço virou contra o feiticeiro. Mais uma vez, não deu certo!

 


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set 27 2016

A INTERTV FALHOU FEIO – OS PERCENTUAIS MOSTRAM

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A INTERTV FALHOU FEIO – OS PERCENTUAIS MOSTRAM

A InterTV falhou feio, ou melhor, é parte do projeto Globo de desvalorização da política e de favorecer candidatos que não ameacem o “status quo”. O debate foi muito tarde, após o “Fantástico”, a maior parte das pessoas estava indo dormir. As regras engessaram o debate e permitiram que o candidato do Pacto 20 Anos tivesse tempo bem maior que o dos outros, em função da clara e imoral aliança com o ex-deputado Paulo César Guia. De certo modo foi bom, porque explicitou para a população a aliança entre Alair e Marquinho, que deixou a cidade no deplorável estado em que se encontra.

Olha o percentual de tempo para cada candidato:

Janio – 13,44%
Paulo César – 34,95 %
Marquinho Mendes – 51,61 %


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set 27 2016

POLARIZAÇÃO & ESVAZIAMENTO

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REDEMOINHO

POLARIZAÇÃO & ESVAZIAMENTO

É evidente o progressivo esvaziamento das campanhas de Paulo César Guia (PSDB) e Adriano Moreno (Rede), em função da forte polarização entre Janio e Marquinho, que disputam palmo a palmo a prefeitura de Cabo Frio. As candidaturas dos chamados coadjuvantes estão na esfera de influência de Alair e Marquinho e seus votos estão se deslocando para os candidatos, que realmente estão disputando a eleição.


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set 27 2016

DEBATE – 27 DE SETEMBRO – LITORAL NEWS – 19 HORAS.

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set 27 2016

RAPIDINHAS DO JORNAL DO TOTONHO

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RAPIDINHAS BORDÔ

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Metralhadora quase giratória

A campanha de Janio está voltada para diversos pontos, que incomodam bastante o adversário e isso pode ser sentido pelas postagens nas redes sociais: ficha suja, a polarização e o cansaço da sociedade com a mesmice dos últimos 20 anos.

O apartamento de 400 mil.

Durante o debate na InterTV, nas poucas oportunidades que teve de falar Janio perguntou ao ex-prefeito Marquinho Mendes (não é a toa que é filiado ao PMDB de Eduardo Cunha), como tinha lançado um apartamento de cobertura na Praia do Forte por 400 mil reais. Ora, o apartamento vale 10 vezes mais e se é verdade o ex-prefeito burla as finanças municipais.

Todo mundo quer apartamento de cobertura na Praia do Forte por 400 mil.

O ex-prefeito Marquinho Mendes ficou ainda mais nervoso do que quando foi chamado de candidato impugnado e candidato indeferido. Começou a falar e gesticular reclamando contra intromissão em sua vida privada, o que é uma brincadeira e acabou nas mãos dos gozadores. Aqui no Jornal do Totonho tem gente querendo o endereço do corretor imobiliário do ex-prefeito. Tá todo mundo de olho no apartamento.

CHORORO

É muito chororô

O marketing político do ex-prefeito está cometendo alguns erros sérios. Primeiro pretendeu transformá-lo em pop star e agora depois que descobriu o indeferimento de sua candidatura, não para o chororô, como se fosse um pobre coitado acusado injustamente pelos homens maus.

Pop star não deu!

Pop star não deu! Em função da idade, dos cabelos tingidos de preto, talvez pela Loção Camélia do Brasil e o grande número de aplicações de botox, o cidadão pode escolher entre galã da Baixada Fluminense ou da Zona da Leopoldina, no Rio de Janeiro. Um must !!!

De lancha, no Papagaio.

Outro lance da campanha do ex-prefeito é apresentá-lo como um homem público preocupado com um social. É pra matar um de rir. Durante o governo, a prefeitura era tocada por Hélcio Azevedo, Carlos Victor e Wilson Mendes Jr. O então prefeito era figurinha difícil no Palácio Tiradentes. Era mais fácil ser localizado, passeando de lancha, no Papagaio.

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Mais falso que nota de 3 reais.

“Eu governo para as pessoas”. Sério Marquinho? Para quais pessoas efetivamente governou? Para uma elite falida de Cabo Frio, precisando de um fantasminha camarada? Para a frondosa e sedenta parentada? Ora, ora, o ex-prefeito é mais falso que nota de 3 reais.

Quem financia as pesquisas fajutas?

Pesquisas realizadas não se sabe exatamente por quem, divulgam resultados fora do padrão. O objetivo é desestimular os candidatos com agendas progressistas. Quem financia essas pesquisas?

Jeito de sobreviver

Premida pelas seguidas condenações e da falta de registro do ex-prefeito Marquinho Mendes, sua equipe de marketing resolveu concentrar todos os esforços na divulgação de uma vitória ainda não combinada com os eleitores. A ideia é pressionar a justiça eleitoral.


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set 27 2016

CHEGA! NINGUÉM AGUENTA MAIS!

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set 27 2016

A INCERTEZA ENTRE O MEDO E A ESPERANÇA – Boaventura de Souza Santos.

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ARTIGO BORDÔ

BOAVENTURA

Boaventura de Souza Santos (*)

A INCERTEZA ENTRE O MEDO E A ESPERANÇA

Vivemos em um mundo em que as incertezas, descendentes ou ascendentes, se transformam cada vez mais em incertezas abissais.

Diz Espinoza que as duas emoções básicas dos seres humanos são o medo e a esperança. A incerteza é a vivência das possibilidades que emergem das múltiplas relações que podem existir entre o medo e a esperança. Sendo diferentes essas relações, diferentes são os tipos de incerteza. O medo e a esperança não estão igualmente distribuídos por todos os grupos sociais ou épocas históricas. Há grupos sociais em que o medo sobrepuja de tal modo a esperança que o mundo lhes acontece sem que eles possam fazer acontecer o mundo. Vivem em espera, mas sem esperança. Estão vivos hoje, mas vivem em condições tais que podem estar mortos amanhã. Alimentam os filhos hoje, mas não sabem se os poderão alimentar amanhã. A incerteza em que vivem é uma incerteza descendente, porque o mundo lhes acontece de modos que pouco dependem deles. Quando o medo é tal que a esperança desapareceu de todo, a incerteza descendente torna-se abissal e converte-se no seu oposto: na certeza do destino, por mais injusto que seja. Há, por outro lado, grupos sociais em que a esperança sobrepuja de tal modo o medo que o mundo lhes é oferecido como um campo de possibilidades que podem gerir a seu bel-prazer. A incerteza em que vivem é uma incerteza ascendente na medida em que tem lugar entre opções portadoras de resultados em geral desejados, mesmo que nem sempre totalmente positivos. Quando a esperança é tão excessiva que perde a noção do medo, a incerteza ascendente torna-se abissal e transforma-se no seu oposto: na certeza da missão de apropriar o mundo por mais arbitrária que seja.

A maioria dos grupos sociais vive entre esses dois extremos, com mais ou menos medo, com mais ou menos esperança, passando por períodos em que dominam as incertezas descendentes e outros em que dominam as incertezas ascendentes. As épocas distinguem-se pela preponderância relativa do medo e da esperança e das incertezas a que as relações entre um e outra dão azo.

Que tipo de época é a nossa?

Vivemos em uma época em que a pertença mútua do medo e da esperança parece colapsar perante a crescente polarização entre o mundo do medo sem esperança e o mundo da esperança sem medo, ou seja, um mundo em que as incertezas, descendentes ou ascendentes, se transformam cada vez mais em incertezas abissais, isto é, em destinos injustos para os pobres e sem poder e missões de apropriação do mundo para os ricos e poderosos. Uma porcentagem cada vez maior da população mundial vive correndo riscos iminentes contra os quais não há seguros ou, se os há, são financeiramente inacessíveis, como o risco de morte em conflitos armados em que não participam ativamente, o risco de doenças causadas por substâncias perigosas usadas de modo massivo, legal ou ilegalmente, o risco de violência causada por preconceitos raciais, sexistas, religiosos ou outros, o risco de pilhagem dos seus magros recursos, sejam eles salários ou pensões, em nome de políticas de austeridade sobre as quais não têm qualquer controle, o risco de expulsão das suas terras ou das suas casas por imperativos de políticas de desenvolvimento das quais nunca se beneficiarão, o risco de precariedade no emprego e de colapso de expectativas suficientemente estabilizadas para planejar a vida pessoal e familiar ao arrepio da propaganda da autonomia e do empreendedorismo.

Em contrapartida, grupos sociais cada vez mais minoritários em termos demográficos acumulam poder econômico, social e político cada vez maior, um poder quase sempre baseado no domínio do capital financeiro.  Essa polarização vem de longe, mas é hoje mais transparente e talvez mais virulenta. Consideremos a seguinte citação:

Se uma pessoa não soubesse nada acerca da vida do povo deste nosso mundo cristão e lhe fosse perguntado “há um certo povo que organiza o modo de vida de tal forma que a esmagadora maioria das pessoas, noventa e nove por cento delas, vive de trabalho físico sem descanso e sujeita a necessidades opressivas, enquanto um por cento da população vive na ociosidade e na opulência. Se o tal um por cento da população professar uma religião, uma ciência e uma arte, que religião, arte e ciência serão essas?” A resposta não poderá deixar de ser: “uma religião, uma ciência e uma arte pervertidas”.

Dir-se-á que se trata de um extracto dos manifestos do Movimento Occupy ou do Movimentos dos Indignados do início da presente década. Nada disso. Trata-se de uma entrada do diário de Liev Tolstói no dia 17 de março de 1910, pouco tempo antes de morrer.

Quais as incertezas?

Como acabei de referir, as incertezas não estão igualmente distribuídas, nem quanto ao tipo nem quanto à intensidade, entre os diferentes grupos e classes sociais que compõem as nossas sociedades. Há pois que identificar os diferentes campos em que tais desigualdades mais impacto têm na vida das pessoas e das comunidades.

A incerteza do conhecimento. Todas as pessoas são sujeitos de conhecimentos e a esmagadora maioria define e exerce as suas práticas com referência a outros conhecimentos que não o científico. Vivemos, no entanto, uma época, a época da modernidade eurocêntrica, que atribui total prioridade ao conhecimento científico e às práticas diretamente derivadas dele: as tecnologias. Isso significa que a distribuição epistemológica e vivencial do medo e da esperança é definida por parâmetros que tendem a beneficiar os grupos sociais que têm mais acesso ao conhecimento científico e à tecnologia. Para estes grupos a incerteza é sempre ascendente na medida em que a crença no progresso científico é uma esperança suficientemente forte para neutralizar qualquer medo quanto às limitações do conhecimento atual. Para esses grupos, o princípio da precaução é sempre algo negativo porque trava o progresso infinito da ciência. A injustiça cognitiva que isso cria é vivida pelos grupos sociais com menos acesso ao conhecimento científico como uma inferioridade geradora de incerteza quanto ao lugar deles num mundo definido e legislado com base em conhecimentos simultaneamente poderosos e estranhos que os afetam de modos sobre os quais têm pouco ou nenhum controle. Trata-se de conhecimentos produzidos sobre eles e eventualmente contra eles e, em todo caso, nunca produzidos com eles. A incerteza tem uma outra dimensão: a incerteza sobre a validade dos conhecimentos próprios, por vezes ancestrais, pelos quais têm pautado a vida. Terão de os abandonar e substituir por outros? Esses novos conhecimentos são-lhes dados, vendidos, impostos e, em todos os casos, a que preço e a que custo? Os benefícios trazidos pelos novos conhecimentos serão superiores aos prejuízos? Quem colherá os benefícios, e quem, os prejuízos? O abandono dos conhecimentos próprios envolverá um desperdício da experiência? Com que consequências? Ficarão com mais ou menos capacidade para representar o mundo como próprio e para transformá-lo de acordo com as suas aspirações?

A incerteza da democracia. A democracia liberal foi concebida como um sistema de governo assente na incerteza de resultados e na certeza dos processos. A certeza dos processos garantia que a incerteza dos resultados fosse igualmente distribuída por todos os cidadãos. Os processos certos permitiam que os diferentes interesses vigentes na sociedade se confrontassem em pé de igualdade e aceitassem como justos os resultados que decorressem desse confronto. Era esse o princípio básico da convivência democrática. Essa era a teoria mas na prática as coisas foram sempre muito diferentes, e hoje a discrepância entre a teoria e a prática atinge proporções perturbadoras.

Em primeiro lugar, durante muito tempo só uma pequena parte da população podia votar e por isso, por mais certos e corretos que fossem os processos, eles nunca poderiam ser mobilizados de modo a ter em conta os interesses das maiorias. A incerteza dos resultados só em casos muito raros poderia beneficiar as maiorias: nos casos em que os resultados fossem o efeito colateral das rivalidades entre as elites políticas e os diferentes interesses das classes dominantes que elas representavam. Não admira, pois, que durante muito tempo as maiorias tenham visto a democracia de pernas para o ar: um sistema de processos incertos cujos resultados eram certos, sempre ao serviço dos interesses das classes e grupos dominantes. Por isso, durante muito tempo, as maiorias estiveram divididas: entre os grupos que queriam fazer valer os seus interesses por outros meios que não os da democracia liberal (por exemplo, a revolução), e os grupos que lutavam por ser incluídos formalmente no sistema democrático e assim esperar que a incerteza dos resultados viesse no futuro a favorecer os seus interesses. A partir de então as classes e os grupos dominantes (isto é, com poder social e econômico não sufragado democraticamente) passaram a usar outra estratégia para fazer funcionar a democracia a seu favor. Por um lado, lutaram para que fosse eliminada qualquer alternativa ao sistema democrático liberal, o que conseguiram simbolicamente em 1989 no dia em que caiu o Muro de Berlim.

Por outro lado, passaram a usar a certeza dos processos para os manipular de modo a que os resultados os favorecessem sistematicamente. Porém, ao eliminarem a incerteza dos resultados, acabaram por destruir a certeza dos processos. Ao poderem ser manipulados por quem tivesse poder social e econômico para tal, os processos democráticos, supostamente certos, tornaram-se incertos. Pior do que isso, ficaram sujeitos a uma única certeza: a possibilidade de serem livremente manipulados por quem tivesse poder para tal.

Por essas razões, a incerteza das grandes maiorias é descendente e corre o risco de se tornar abissal. Tendo perdido a capacidade e mesmo a memória de uma alternativa à democracia liberal, que esperança podem ter no sistema democrático liberal? Será que o medo é de tal modo intenso que só lhes reste a resignação perante o destino? Ou, pelo contrário, há na democracia um embrião de genuinidade que pode ser ainda usado contra aqueles que a transformaram numa farsa cruel?

A incerteza da natureza. Sobretudo desde a expansão europeia a partir do final do século XV, a natureza passou a ser considerada pelos europeus um recurso natural desprovido de valor intrínseco e por isso disponível sem condições nem limites para ser explorado pelos humanos. Esta concepção, que era nova na Europa e não tinha vigência em nenhuma outra cultura do mundo, tornou-se gradualmente dominante à medida que o capitalismo, o colonialismo e o patriarcado (este último reconfigurado pelos anteriores) se foram impondo em todo o mundo considerado moderno. Esse domínio foi de tal modo profundo que se converteu na base de todas as certezas da época moderna e contemporânea: o progresso. Sempre que a natureza pareceu oferecer resistência à exploração tal foi visto, quando muito, como uma incerteza ascendente em que a esperança sobrepujava o medo. Foi assim que o Adamastor de Luis de Camões foi corajosamente vencido e a vitória sobre ele se chamou Cabo da Boa Esperança.

Houve povos que nunca aceitaram esta ideia da natureza porque aceitá-la equivaleria ao suicídio. Os povos indígenas, por exemplo, viviam em tão íntima relação com a natureza que esta nem sequer lhes era exterior; era, pelo contrário, a mãe-terra, um ser vivente que os englobava a eles e a todos os seres vivos presentes, passados e futuros. Por isso, a  terra não lhes pertencia; eles pertenciam à terra. Essa concepção era tão mais verosímil que a eurocêntrica e tão perigosamente hostil aos interesses colonialistas dos europeus que o modo mais eficaz de a combater era eliminar os povos que a defendiam, transformando-os num obstáculo natural entre outros à exploração da natureza. A certeza  desta missão era tal que as terras dos povos indígenas eram consideradas terra de ninguém, livre e desocupada, apesar de nelas viver gente de carne e osso desde tempos imemoriais.

Essa concepção da natureza foi de tal modo inscrita no projeto capitalista, colonialista e patriarcal moderno que naturalizar  se tornou o modo mais eficaz de atribuir um caráter incontroverso à certeza. Se algo é natural, é assim porque não pode ser doutro modo, seja isso consequência da preguiça e da lascívia das populações que vivem entre os trópicos, da incapacidade das mulheres para certas funções ou da existência de raças e a “natural” inferioridade das populações de cor mais escura.

Essas certezas ditas naturais nunca foram absolutas, mas encontraram sempre meios eficazes para fazerem crer que eram. Porém, nos últimos cem anos elas começaram a revelar zonas de incerteza e, em tempos mais recentes, as incertezas passaram a ser mais verossímeis que as certezas, quando não conduziram a novas certezas de sentido oposto. Muitos fatores contribuíram para isso. Seleciono dois dos mais importantes. Por um lado, os grupos sociais declarados naturalmente inferiores nunca se deixaram vencer inteiramente e, sobretudo a partir da segunda metade do século passado, conseguiram fazer ouvir a sua plena humanidade de modo suficientemente alto e eficaz a ponto de a transformar num conjunto de reivindicações que entraram na agenda social política e cultural. Tudo o que era natural se desfez no ar, o que criou incertezas novas e surpreendentes aos grupos sociais considerados naturalmente superiores, acima de tudo a incerteza de não saberem como manter os seus privilégios senão enquanto não contestados pelas vítimas deles. Daqui nasce uma das incertezas mais tenazes do nosso tempo: será possível reconhecer simultaneamente o direito à igualdade e o direito ao reconhecimento da  diferença? Por que continua a ser tão difícil aceitar o metadireito que parece fundar todos os outros e que se pode formular assim: temos o direito a ser iguais quando a diferença nos inferioriza, temos o direito a ser diferentes quando a igualdade nos descaracteriza?

O segundo fator é a crescente revolta da natureza perante tão intensa e prolongada agressão sob a forma das alterações climáticas que põem em risco a existência de diversas formas de vida na terra, entre elas a dos humanos. Alguns grupos humanos estão já definitivamente afetados, quer por verem os seus habitats submersos pela elevação das águas do mar, quer por serem obrigados a deixar as suas terras desertificadas de modo irreversível.  A terra mãe parece estar a elevar a voz sobre as ruínas da casa que era dela para poder ser de todos e que os humanos modernos destruíram movidos pela cobiça, voracidade, irresponsabilidade, e, afinal, pela ingratidão sem limites. Poderão os humanos aprender a partilhar o que resta da casa que julgavam ser só sua e onde afinal habitavam por cedência generosa da terra mãe? Ou preferirão o exílio dourado das fortalezas neofeudais enquanto as maiorias lhes rondam os muros e lhes tiram o sono, por mais legiões de cães, arsenais de câmeras de vídeo, quilômetros de cercas de arame farpado e de vidros à prova de bala que os protejam da realidade mas nunca dos fantasmas da realidade? Estas são as incertezas cada vez mais abissais do nosso tempo.

A incerteza da dignidade.  Todo o ser humano (e, se calhar, todo o ser vivo) aspira a ser tratado com dignidade, entendendo por tal o reconhecimento do seu valor intrínseco, independentemente do valor que outros lhe atribuam em função de fins instrumentais que lhe sejam estranhos. A aspiração da dignidade existe em todas as culturas e expressa-se segundo idiomas e narrativas muito distintas, tão distintas que por vezes são incompreensíveis para quem não comungue da cultura de que emergem. Nas últimas décadas os direitos humanos transformaram-se numa linguagem e numa narrativa hegemônicas para nomear a dignidade dos seres humanos. Todos os Estados e organizações internacionais proclamam a exigência dos direitos humanos e propõem-se defendê-los. No entanto, qual Alice de Lewis Carrol, em Through the Looking-Glass [Através do Espelho], atravessando o espelho que esta narrativa consensual propõe, ou olhando o mundo com os olhos da Belimunda do romance de José Saramago, Memorial do Convento, que viam no escuro, deparamo-nos com inquietantes verificações: a grande maioria dos seres humanos não são sujeitos de direitos humanos, são antes objetos dos discursos estatais e não estatais de direitos humanos; há muito sofrimento humano injusto que não é considerado violação de direitos humanos; a defesa dos direitos humanos tem sido frequentemente invocada para invadir países, pilhar as suas riquezas, espalhar a morte entre vítimas inocentes; no passado, muitas lutas de libertação contra a opressão e o colonialismo foram conduzidas  em nome de outras linguagens e narrativas emancipatórias e sem nunca fazerem referência aos direitos humanos. Essas inquietantes verificações, uma vez postas ao espelho das incertezas que tenho vindo a mencionar, dão azo a uma nova incerteza, também ela fundadora do nosso tempo. A primazia da linguagem dos direitos humanos é produto de uma vitória histórica ou de uma derrota histórica? A invocação dos direitos humanos é um instrumento eficaz na luta contra a indignidade a que tanto grupos sociais são sujeitos ou é antes um obstáculo que desradicaliza e trivializa a opressão em que se traduz a indignidade e adoça a má consciência dos opressores?

São tantas as incertezas do nosso tempo, e assumem um caráter descendente para tanta gente, que o medo parece estar a triunfar sobre a esperança. Deve esta situação levar-nos ao pessimismo de Albert Camus que em 1951 escreveu amargamente: “Ao fim de vinte séculos a soma do mal não diminuiu no mundo. Não houve nenhuma parusia, nem divina nem revolucionária”? Penso que não. Deve apenas levar-nos a pensar que, nas condições atuais, a revolta e a luta contra a injustiça que produz, difunde e aprofunda a incerteza descendente, sobretudo a incerteza abissal, têm de ser travadas com uma mistura complexa de muito medo e de muita esperança,  contra o destino auto-infligido dos oprimidos e a missão arbitrária dos opressores. A luta terá mais êxito, e a revolta, mais adeptos, na medida em que mais e mais gente se for dando conta de que o destino sem esperança das maiorias sem poder é causado pela esperança sem medo das minorias com poder.

(*) Carta Maior.


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set 26 2016

EX-PREFEITO MARQUINHO PERDEU O CONTROLE EMOCIONAL

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EX-PREFEITO MARQUINHO PERDEU O CONTROLE EMOCIONAL

O ex-prefeito de Cabo Frio Marquinho Mendes (PMDB de Eduardo Cunha) perdeu totalmente o controle emocional quando chamado de impugnado e indeferido por Janio. Ora, o ex-prefeito está realmente em situação jurídica dificílima e inclusive teve suas contas referentes ao ano de 2012 reprovadas por unanimidade pela Câmara Municipal de Cabo Frio. Durante o debate na Intertv parece ter feito um acordo com Paulo César Guia, candidato de Alair para isolar Janio: fizeram troca-troca, ou seja, um fazendo pergunta para o outro para impedir Janio de participar do debate. Ao final, se contarmos os minutos, o ex-prefeito passou a maior parte do tempo tentando explicar, porque na opinião dele não está impugnado e não respondeu como consegue ter uma cobertura na Praia do Forte avaliada em apenas 400 mil reais. Ficou patenteado o acordo do Pacto 20 Anos e a tentativa desesperada de ludibriar a população. O ex-prefeito, liderado por Eduardo Cunha, poderia ter feito um papel melhor.


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set 26 2016

NÃO ENTRE NA DIVISÃO!

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JANIO-FOTO-3

NÃO ENTRE NA DIVISÃO!

No 1º turno a gente dá o voto do coração, no nosso candidato, digamos assim, e no 2º turno, se vota contra aquele que pode fazer muito mal a cidade. Como em Cabo Frio não tem 2º turno, não vote em coadjuvantes, que estão aí fazendo o jogo da divisão, o jogo da dupla Alair-Marquinho, o mesmo que tentaram em 2014. Para desbancar essa turma do Pacto 20 Anos, só tem um candidato: É JANIO 12, na qual o eleitor consciente vota no 1º e também no 2º se houvesse.


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set 26 2016

CONTRA AS MUDANÇAS

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CONTRA AS MUDANÇAS

A mídia tradicional e alguns blogueiros sempre de plantão para defender o conservadorismo, trabalham insistentes no sentido de nada ou mudar muito pouco na “câmara do silêncio” e quase nada na política local. As notinhas e comentários inseridos nas redes sociais procuram desanimar os eleitores dos candidatos que desejam mudar e transformar para melhor a realidade da cidade. O que tanto incomoda essa turma? Basicamente uma coisa: as mudanças podem atrapalhar os seus negócios.


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set 26 2016

NÃO REELEJA VEREADOR EM CABO FRIO.

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set 26 2016

PAPO RETO: CADÊ O REGISTRO?

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PAPO RETO: CADÊ O REGISTRO?

O quase ex-candidato Marquinho Mendes, figura ilustre do PMDB de Eduardo Cunha, quase promoveu o advogado Carlos Magno ao cargo de juiz eleitoral, pena que antes tem que fazer o concurso pra juiz. Tenta convencer aos incautos que é candidato a prefeito, mas não consegue o mínimo, isto é, apresentar o registro da candidatura na justiça eleitoral. Por que tanta vontade assim de voltar ao cargo? Teme uma auditoria? Ou estava bom demais para ele, sua parentada e amigos? O fato concreto é que não consegue esconder a ambição de deixar tudo como está.


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set 26 2016

RAPIDINHAS DO JORNAL DO TOTONHO

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RAPIDINHAS BORDÔ

CAVALO-NET

Com os burros n’água.

Alguns vereadores, que alimentaram o troca-troca de partidos na tentativa de consolidar a reeleição, estão arrependidos. Deram com os “burros n’água” e estão com receio de não conseguirem manter a macia poltrona na “câmara do silêncio”.

Erro dobrado.

Além de terem feito a escolha partidária errada, alguns vereadores da base governista enfrentam a ira dos eleitores contra o Pacto 20 Anos. A inconformidade com os estragos feitos na cidade por Alaie e Marquinho é muito grande.

Púlpitos como palanques.

Muitos candidatos a sentar nas macias poltronas da ilustre câmara de vereadores de Cabo Frio infringem diretamente a lei eleitoral. Utilizam os púlpitos das igrejas como palanques e os templos como comitês de campanha.

Parece brincadeira, mas não é.

A justiça eleitoral, como sempre, faz vídeos lindíssimos, mas na prática a impunidade corre solta. As infrações vão sendo cometidas sob o olhar complacente da justiça que, além de tudo, demora a julgar. E como demora!

Enxugando gelo.

A fiscalização da prefeitura de Cabo Frio e a Guarda Municipal tão omissas na preservação da histórica Praça Porto Rocha tornam-se eficientes, grosseiras e petulantes na hora de tentar acabar com a ocupação liderada pela candidata a vereadora Taz Mureb. Mesmo assim, a ocupação voltou.

Debate engessado

O debate da INTERTV é totalmente engessado e antidemocrático, justamente para não ser muito relevante. Acontece no domingo após 23:30h e as imagens e sons não poderão ser utilizados em campanha eleitoral. É a ditadura da concessionária.


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set 24 2016

A FARRA CHEGA AO FIM!

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EDITORIAL VERMELHO

A FARRA CHEGA AO FIM!

A farra está chegando ao fim! Finalmente, o ano está se aproximando do seu término e no dia 31 de dezembro a população de Cabo Frio estará comemorando o final de um dos piores governos de sua história. É esperar para ver um duplo encerramento, junto com o “governo sereníssimo”, também nos seus estertores o Pacto 20 Anos, que Alair e Marquinho criaram e tanto mal fez a população da cidade. Olhar para trás e perceber que só os mandachuvas ganharam e muito, enquanto a maior parte do povo vive em situação extremamente difícil. Vale o repúdio a essa gente, que tanto mal fez a nossa Cabo Frio.


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set 24 2016

VALE LER COM ATENÇÃO!

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JORNALDOTOTONHO_1

O Jornal do Totonho recebeu essa decisão do Juiz Caio Romo e a publica com o maior prazer para seus leitores. O texto é extremamente interessante, em particular para quem acompanha a política local e sua judicialização, que se estende também a outras instâncias da política e do judiciário, em suas diferentes especialidades. O texto mostra ainda o quanto à política cabofriense aderiu a outros costumes, práticas, que não parecem recomendáveis a nossa cidade. Está mais do que nunca, na hora de mudar e abrir novos horizontes para a nossa terra.

Processo nº: 0013240-62.2016.8.19.0011

Tipo do Movimento: Decisão

Descrição: Com todas as vênias possíveis, parece-me que não está sendo observado o prazo do artigo 146 do Código de Processo civil, fixado em 15 dias (úteis) a contar da ciência do ato ou fato ensejador da exceção de suspeição. Já se vão oito anos da eleição de 2008. Os dois candidatos principais, na ânsia de se elegerem, literalmente ´chutaram o balde´ e desandaram a praticar condutas vedadas pela legislação eleitoral, o Ministério Público Eleitoral começou a representar contra os candidatos e, como magistrado eleitoral, cabia-me unicamente aplicar as sanções previstas no ordenamento quando demonstradas cabalmente a autoria e a materialidade dos ilícitos. Nada irregular aí. Mas muitas coisas estranhas aconteceram, não aqui em Cabo Frio, naquela eleição. Por exemplo, não acreditei quando me contaram sobre a negociação de um imóvel em área nobre de Cabo Frio para uma alta autoridade em benefício do primeiro excipiente, ocorrida em um restaurante à beira do canal. Depois me contaram que o benfeitor, irritado porque algum pedido seu não foi atendido pela Prefeitura, literalmente ´soltou o verbo´ e contou todos os detalhes da negociação. Imagino que os excipientes não quererão esclarecer quem seria essa alta autoridade. Outra circunstância estranha de que me recordo foi que, depois de sorteado um magistrado de carreira como relator, aparentemente teria havido novo sorteio favorecendo alguém da classe ´jurista´, exatamente um dos indicados pelo Sr. Governador que, na época, apoiava o ora excipiente e estava brigado com seu adversário. Daí porque não estranho os termos em que vasados os votos, claramente irritados porque incapazes para intimidar este magistrado, que julgou todos os feitos que vieram de acordo com o ordenamento e sua consciência. Há também a história que me foi relatada por várias pessoas sobre uns pacotes que saiam daqui para o Rio toda vez que havia um julgamento importante no TRE. Qual seria o conteúdo desses pacotes? Sem dúvida, foram apresentadas inúmeras representações em face deste magistrado. É isso que os excipientes fazem quando não conseguem obter decisões que lhes sejam favoráveis. Só esquecem de esclarecer que nenhuma dessas representações foi acolhida pelo Tribunal e também pelo TSE. Pelo que me recordo, o primeiro excipiente esteve no meu gabinete apenas naquela época, contando que tinha uma gravação da promotora eleitoral oferecendo ´pegar leve´ nas representações em troca da nomeação do marido para um cargo no Município. Disse-lhe que que me trouxesse cópia da gravação que tomaria as providências cabíveis. A gravação não veio. O excipiente também me pediu que ´pegasse nos feitos com mãos de cirurgião´. Eu disse que que se ele fizesse campanha obedecendo a lei não teria qualquer problema comigo. Ele não agiu assim e deu no que deu. Penso, assim, que não há animosidade entre os excipientes e este magistrado, e sim animosidade dos excipientes para com este magistrado. Basta que os excipientes ajam em conformidade com o ordenamento e com todos os princípios que o regem para que não tenham qualquer problema com este magistrado. E comprovo o dito mencionando os processos envolvendo o Centro Ortopédico São Marcos, do qual o primeiro excipiente ou seu irmão são sócios, cujo direito sobressaia cristalino e assim o afirmei de plano. Agora, no que toca ao segundo excipiente, é interessante que, tendo me declarado suspeito por foro íntimo, ele imediatamente concluiu que a razão seria o seu ingresso nos processos. É certo que o excipiente me procurou no gabinete, mas não para dar um fim às desavenças como mencionado, porque desavença não há da minha parte. O que ele realmente queria era que eu desse uma decisão favorável ao seu cliente a despeito do meu entendimento diametralmente oposto na matéria. De forma muito resumida, realmente indeferi a inicial dos embargos de terceiro ajuizados por SEBASTIÃO CUNHA por entender que o mesmo não ostentava a condição de terceiro interessado. A relatora fundou seu voto em acórdão do STJ (REsp 192315), sem atentar, data vênia, que esse julgamento ocorreu antes da vigência do Código Civil de 2002, que introduziu, no artigo 166, VII, disposição inexistente no Código anterior, com a seguinte redação: ´Art. 166. É nulo o negócio jurídico quando: (…) VII – a lei taxativamente o declarar nulo, ou proibir-lhe a prática, sem cominar sanção´. Assim, se a lei expressamente declara nulo o negócio jurídico celebrado pelo embargante, não vejo como poderia o embargante ser legitimado como terceiro prejudicado. De qualquer forma, não discuto com acórdãos do Tribunal, e também não discuto que a nulidade é sanável, mas apenas com o registro dos documentos mencionados no artigo 32 da Lei nº 4.591. Evidente, também, a precariedade da posse alegada pelo embargante. Deferida a penhora das lojas, a averbação da penhora se tornou impossível porque o prédio não existe juridicamente. Deferi, em consequência, a imissão PROVISÓRIA do exequente na posse das lojas. ´Considerando, contudo, a conduta procrastinatória que vem sendo adotada pelo executado, defiro a posse provisória dos bens garantidores da execução, lojas 01, 02 e 03, ao exequente, que a exercerá na qualidade de fiel depositário. Expeça-se o necessário mandado de imissão na posse, desde logo autorizado o arrombamento e o cumprimento da diligência na forma do artigo 172, § 2º, do CPC´. Vem então o excipiente alegando (veja-se no agravo nº 006203217.2015.8.19.0000): É de se consignar que na execução em que se procedeu a constrição e a imissão vergastada, o d. Juízo sobrepôs relevantes etapas do rito executório que antecedem eventual imissão na posse: 1. Não houve avaliação judicial dos bens; 2. Não houve adjudicação dos mesmos; 3. Não houve alienação nem arrematação; e 4. Não houve pagamento do preço dos bens ou prestação de caução. Ressalta-se, com o negrito que o caso requer, que nos autos em apreço sequer havia avaliação dos bens a determinar um parâmetro valorativo à garantia do Juízo. E tanto é assim que a avaliação só veio a ser realizada recentemente, em inversão absoluta da ordem processual da execução´. Basta superficial comparação entre o decidido pelo Juízo e o alegado pelo excipiente para constatar que este está dizendo que o magistrado fez o que evidentemente não fez, flagrante inverdade, que pode ter uma de duas explicações: o excipiente tem conhecimento jurídico dolorosamente deficiente e não consegue distinguir entre uma e outra situações, ou o excipiente está postulando com evidente má-fé. A insistência na revogação da imissão do exequente na posse do imóvel (que o excipiente ainda pensa ser posse definitiva), ensejou embargos de declaração em que escrevi ´Se o embargante tivesse o mínimo cuidado de ler a decisão embargada, verificaria que nela determinei a suspensão da execução´, que se mostra de clareza solar: suspensa a execução, não poderá haver imissão (definitiva) do exequente na posse dos imóveis. Nada tem a ver com a imissão provisória, em caráter precário, para assegurar a efetividade da penhora realizada. De qualquer forma, minha decisão foi mantida pelo acórdão, cuja leitura recomendo, bem como o acórdão dos declaratórios, porque deixa bem explícita a lógica da minha decisão e também o que pretendia o excipiente. O excipiente acha, por este tipo de questão, que o magistrado é seu inimigo. Fazer o que? De qualquer maneira, por necessário, a sentença dos embargos de declaração foi publicada em 16/10/2015. Não me parece atendido o prazo do artigo 146 do CPC. Por outro lado, observo que nada do que foi mencionado neste incidente se refere ao feito principal, nº 0004793-22.2015.8.19.0011, Ação Civil por Ato de Improbidade, movida pelo Ministério Público em face do primeiro excipiente, processo em que o único ato do Juízo foi a ordem de notificação do réu. Desapensem-se e subam os autos ao E. Tribunal de Justiça, com nossas homenagens. O feito principal ficará sobrestado até que o Tribunal se manifeste sobre eventual efeito suspensivo. Até que isso ocorra, medidas de urgência deverão ser conclusas ao Juízo Tabelar.


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set 24 2016

TURMA FEIA!!!!!!!

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O protesto dos servidores públicos contra os vereadores e o prefeito não terminou com o velório e a cremação simbólica dessa turma tão feia e que durante todos esses anos virou as costas para o povo. O que restou das réplicas dos caixões, após a incineração, está adornando o coreto da histórica Praça Porto Rocha. Bom para que o povo saiba a cara e o nome daqueles que traíram. O Pacto 20 Anos, também chamado de Troca-Troca, finalmente virou cinzas.


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set 24 2016

OLHE SÓ, ELE ESTÁ EM TODAS E TIRA UMA DE OPOSIÇÃO.

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AQUILES-WALMIR


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set 24 2016

DEBATE – 25 DE SETEMBRO – DOMINGO – LOGO APÓS O FANTÁSTICO.

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DEBATE


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set 24 2016

CAMINHADA DA MUDANÇA – 24 DE SETEMBRO – SÁBADO: 8:30H.

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CAMINHADA


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set 24 2016

CHARGES DE CARLOS ESTEVÃO

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RETRÔ VERMELHO

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set 24 2016

A PRISÃO DE MANTEGA E O ESTADO DE DIREITO – Mauro Santayana.

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ARTIGO VERMELHO

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A PRISÃO DE MANTEGA E O ESTADO DE DIREITO.

A prisão de Guido Mantega, no Hospital Albert Einstein, onde estava acompanhando a esposa, que tem câncer, sem flagrante ou fato novo que a justifique e de maneira absolutamente desnecessária – o ex-ministro é uma figura pública, com endereço conhecido, que teria comparecido normalmente para depor caso tivesse sido intimado a isso, se o objetivo era a preservação de eventuais provas, a questão poderia ter sido resolvida por meio da expedição de mero mandato de busca e apreensão - só se explica pela busca da espetacularidade e de pressão sobre o detido.

Ela mostra, de forma inequívoca, a que grau de terror stalinista o Brasil está sendo alçado neste momento, diante do acovardamento do Congresso e das autoridades que deveriam assegurar a prevalência das garantias individuais, da letra constitucional e do Estado de Direito.

MANTEGA

A ligar o ex-ministro a um suposto caso de propina, que teria sido encaminhada não a ele, mas a “publicitários” não identificados pela imprensa, há apenas uma declaração da polêmica figura de Eike Batista, que alega ter feito tal contribuição, também supostamente, em benefício do PT, a seu pedido.

Homem de reputação ilibada, Guido Mantega nunca foi beneficiado pessoalmente – ao contrário da cambada de bandidos enviados para casa pela Operação Lava-Jato em troca de delações premiadas,  a maioria delas sem provas materiais, e todas com óbvias e ululantes conotações políticas – por um único  centavo de dinheiro alheio.

Odiado pela malta neofascista tupiniquim, que contra ele tem protagonizado uma série de agressões covardes – uma delas foi no próprio Hospital Albert Einstein, no ano passado – e o acusa, hipocritamente de ter contribuído para o “descalabro” da economia, para essa gente, na verdade, seu maior crime, parece ter sido o de colaborar com um projeto que tirou o Brasil da decima-quarta economia do mundo e o levou para o oitavo posto em pouco mais de 10 anos; que pagou a divida com o FMI, de 40 bilhões de dólares, em 2005; que diminuiu a Divida Bruta Pública, de 80% em 2002 para menos de 70%, agora; que cortou pela metade a divida líquida pública, de 60 para 35% do PIB; que economizou 370 bilhões de dólares em reservas internacionais, quase 1.5 trilhão de reais, que estão no banco e que transformaram o Brasil no quarto maior credor individual externo dos EUA – procurem por Major Foreign Holders no Google.

Se pagou a quantia e sabia estar cometendo corrupção ativa, Eike Batista cometeu um crime, que só confessou cinco anos depois do fato.

Porque ele não foi preso, temporariamente, da mesma forma que Mantega, que sequer viu a cor do dinheiro?

Aguarda-se, agora, a posição da defesa do ex-ministro, e a resposta do STF a essa arbitrariedade, mais um desafio que se coloca à autoridade da Suprema Corte, como o novo bloqueio bilionário decretado, esta semana, sem sustentação legal, contra empreiteiras, pelo TCU.


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set 24 2016

VENHA ESTUDAR A OBRA DE C.G. JUNG

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Nova turma de Pós-Graduação em Teoria e Prática Junguiana prevista para outubro na Universidade Veiga de Almeida!

Agora Nova Turma em 2016! Data e turma a ser confirmada, prevista para Campus Tijuca e Cabo Frio no 1º e 3º sábado do mês, horário integral – 8h30 às 17h30.. Dia 22 de Outubro! Venha estudar a Obra de C. G. Jung. Atendimento, Grupo de estudos no local, incluídos. Clínica social de atendimento individual e de arteterapia junguiana em grupo. Valor com 20% de desconto: o maior desconto oferecido!

Campus Tijuca; dois sábados, em geral o primeiro e terceiro de cada mês fora alguns sábados, em função de congressos e feriados -que serão avisados, 8h30 às 17h30.
Carga horária: 540 horas-aula sem as disciplinas optativas | 760 horas-aula com as disciplinas optativas (Duração: 27 meses) Fundado em 2002 pelos psicólogos junguianos Elizabeth Christina Cotta Mello e Maddi Damião Jr., membros analistas da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica – SBPA – RJ, filiada a IAAP em Zurique, e que em seus Doutorados e Pós-doutorados se dedicaram ao estudo dos fundamentos da psicologia junguiana, da relação desta com a arte e a ciência, e esses saberes foram passados e mantidos na identidade do curso.
Este curso conta com a colaboração de professores com formação como analistas, pela Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, com longa prática e formação acadêmica reconhecidas. Além destes há colaborados do Museu de Imagens do Inconsciente, professores convidados de fora do estado do Rio de Janeiro e de instituições de formação de analistas reconhecidas internacionalmente. Disciplinas optativas de atendimento e supervisão para psicólogos e médicos. Maiores informação em:
http://www.uva.br//pos-graduacao/teoria-e-pratica-junguiana e elcotta@hotmail.com
Investimento: Mensalidade – 27x R$480,00
*valor já calculado com desconto de 20%.!!!


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set 23 2016

A PUTREFAÇÃO DO PACTO

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EDITORIAL VERMELHO

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A PUTREFAÇÃO DO PACTO

O féretro, enterro e posterior incineração, acompanhado por centenas de pessoas e apoiado por milhares nas ruas e redes sociais da Internet, tem um significado ainda maior. O gesto político transcende a luta dos servidores contra um prefeito perseguidor e incompetente e uma câmara silenciosa, omissa, sempre de costas para o povo. O evento é parte do processo de putrefação do esquema construído e patrocinado por aqueles que governaram a cidade nas duas últimas décadas, o nocivo Pacto 20 Anos, constituído por Alair e Marquinho. Nesse tempo cremaram 12 bilhões de reais, que desapareceram como cinzas jogadas ao vento. Querem reconstruir o que? A podridão do Pacto? Isso, o povo está se encarregando de incinerar.


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set 23 2016

30º ENCONTRO INTERNACIONAL DE CORAIS

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CORALCANTAVENTO


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set 23 2016

RAPIDINHAS DO JORNAL DO TOTONHO

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RAPIDINHAS VERMELHO

Risadas a dar no pau.

Marquinho Mendes, candidato do PMDB de Eduardo Cunha, a prefeito de Cabo Frio, emocionado no encontro com as mulheres, provocou muitos risos dos telespectadores. O rapaz é péssimo ator: não tem botox que dê jeito!

Pegou muito mal!!!

Repercutiu mal, muito mal o comportamento dos cabos eleitorais do ex-prefeito Marquinho Mendes (PMDB) no debate realizado pelo Sepe Lagos, no Clube São Cristovão. Respeito e educação não fazem mal a ninguém.

 CREMACAO

Máscara de oposição caiu.

O enterro simbólico do prefeito Alair Corrêa (PP), na manhã de ontem foi, como não poderia deixar de ser, melodramático. Incluiu os 17 vereadores, inclusive Adriano Moreno e Aquiles Barreto. Os dois não sabem, mas a máscara de oposição já caiu há muito tempo, mas foi incinerada ontem.

Silêncio, omissão e cumplicidade

O silêncio, a omissão e a cumplicidade da câmara de vereadores de Cabo Frio, com os governos, de Alair e Marquinho, que desperdiçaram 12 bilhões de reais, contribuíram e muito para que todos os “vereadores” fossem “enterrados” pelos sindicatos dos servidores.

Era mais jogo ficar calado

Alguns vereadores resolveram espernear contra a inclusão dos seus nomes na procissão, velório e enterro realizados pelos sindicatos, na manhã de ontem. Não deu certo. Era mais jogo ficar calado.

Pacto Zerado!

A grande manifestação dos servidores teve grande apoio da população, nas ruas e também nas redes sociais. Caso essa indignação seja traduzida em apoio político e votos, o Pacto 20 Anos, finalmente estará zerado na vida de Cabo Frio.

O Centro que não saiu.

O ex-prefeito Marquinho Mendes (PMDB, de Eduardo Cunha) anunciou mais uma vez que vai construir o Centro de Convenções, que não fez em 8 anos de mandato. Deve ser aquele mesmo papo furado de Carlos Victor com os 10 mil empregos do Mediterranée.

Dos 10 mil empregos ao mega loteamento

Na época, interessado em mandar para o espaço a Reserva de Dunas do Peró, Carlos Victor (Vivique) a cada dia, que botava a cara na mídia anunciava 10 mil empregos, do Mediterranée. No final, sobrou um imenso loteamento de milhares de unidades.

Dia Mundial sem Carro.

O Bike Night de Cabo Frio e a Academia Superação fizeram, na noite de ontem, uma ação conjunta para comemorar o Dia Mundial sem Carro. Foi uma belíssima pedalada pelas ruas da cidade.

Governos na contramão.

Os governos do Pacto 20 Anos (Alair + Marquinho) colocaram Cabo Frio na contramão do mundo contemporâneo. As políticas dos dois prefeitos sempre favoreceram o automóvel em detrimento dos ciclistas e pedestres.


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set 23 2016

É PRECISO MUDAR O RUMO – Carlos Sepúlveda.

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ARTIGO VERMELHO

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É PRECISO MUDAR O RUMO

Nos últimos vinte anos, Cabo Frio tem vivido uma situação dramática. A cidade não consegue propor novas modalidades de ação. Os governantes que se revezaram  no poder perderam a capacidade de inovar, por isso repetem sempre as mesmas idéias e não conseguem enxergar soluções diferentes e inovadoras. Não conseguem ver os problemas da cidade de outro modo, com outros olhares. Perderam a capacidade de inovar.

Cabo Frio se perde, num processo melancólico de repetição do mesmo. Com  essa deformação, os desafios não são vistos como desafios, mas como rotina. As respostas que os governos continuam dando para avançar são frágeis, são rotineiras e sem imaginação.

Cabo Frio não consegue ser uma cidade educadora, nem uma cidade saudável, nem uma cidade sustentável, porque seus governantes não conseguem perceber que, hoje, tudo está interligado. Tentam resolver os problemas da cidade de modo isolado, topicamente. O lixo é tratado fora de um contexto de reciclagem, a educação se resume a amontoar crianças num prédio, nem sempre adequado, onde elas se alimentam (quando tem comida) sem serem estimuladas a perceber a beleza do mundo. A cultura é vista como festa na praia, sem um projeto coerente capaz de nos fazer vivenciar o passado como lição emancipatória, estimulando o orgulho local.

Nesses vinte anos, os administradores trataram de consolidar projetos pessoais, familiares mesmo. Nunca souberam nos mostrar nenhum projeto gerencial com coerência, com começo, meio e fim, de modo que a competência do dirigente se resume em apagar incêndios, cada vez mais intensos e devastadores.

Primeiro, um slogan, com alguma palavra forte, depois uma exaustiva presença midiática. No fim das contas, nada acontece e a palavrinha some. Foi assim com a palavra DIGNIDADE.

No momento em que se escreve este texto, a cidade vive uma crise econômica mal explicada. A cidade está suja, desanimada, centenas de lojas estão fechando e o desemprego se espalha.

É preciso mudar este modo de governar. É preciso uma profunda consciência de que esta mudança terá de acontecer simultaneamente, em vários campos integrados, com soluções compartilhadas pelos mais diversos atores. Não dependerá de pessoas mas de projetos.

Não é mais possível esperar. Cabo Frio necessita de uma mudança drástica em suas políticas públicas. A prefeitura precisa ser uma entidade de todos, para todos, por todos, e não uma ação entre velhos amigos de mais de vinte anos.


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set 23 2016

RESTAURANTE DO ZÉ – BOULEVARD CANAL

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set 22 2016

PARA ENGANAR OS TROUXAS

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EDITORIAL VERMELHO

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PARA ENGANAR OS TROUXAS

Com quantas pesquisas se faz uma farsa? São precisas algumas, às vezes muitas. Para construí-las e torná-las uteis para compor um aparentemente verdadeiro é preciso lhes dar algo factível, perto da realidade, sem o que perde a utilidade. Certo ar de veracidade é essencial para que o distinto público possa ser enganado. Permita dar aos “fakes” escalados para enganar os “trouxas” a oportunidade de debater, oportunizando, que as intenções de votos tomem o rumo desejado. Em Cabo Frio, as “pesquisas científicas”, que com ar secreto, rolam pelas esquinas da cidade e alimentam as fofocas, não tomam o cuidado necessário. São primárias, passíveis de gargalhadas para quem entende o mínimo do assunto. Portanto, não cumprem o seu papel de enganar e iludir.


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set 22 2016

JANIO E A POLÍTICA DE TURISMO

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NOTÍCIAS E COMENTÁRIOS VERMELHO

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JANIO E A POLÍTICA DE TURISMO

Na entrevista de ontem, na Litoral News, Programa Sidnei Marinho, Janio falou sobre a necessidade de desenvolver política pública de turismo, que deve abranger fundo financeiro municipal para financiar o setor. Janio falou ainda sobre a visitação paga aos monumentos do patrimônio histórico e cultural da cidade e mais que nunca a criação do centro de convenções, que todos os governos prometeram e não fizeram.

JANIO E AS CASAS DO ALUGUEL

Janio abordou a questão das casas de aluguel e falou com bastante franqueza sobre o assunto. O candidato do PDT denunciou a falta de diálogo da prefeitura, nos últimos vinte anos, com os proprietários das casas de aluguel e de outros segmentos do setor. Segundo ele, há necessidade de linhas de financiamento, assistência técnica e novos projetos também para a rede hoteleira existente.


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set 22 2016

HOMENAGEM A WALDIR AZEVEDO

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Em setembro de 1980, aos 57 anos, morria o grande músico e compositor Waldir Azevedo. Autor dos chorinhos Brasileirinho, Pedacinho do Céu e Delicado, entre tantos outros, Waldir é reconhecido como um dos cavaquinistas que mais contribuiu para a divulgação do Choro nos anos 50.

Em comemoração ao Dia Municipal do Choro, o MART convida a todos para uma apresentação do Maestro Budega, em homenagem a Waldir Azevedo. Dia 22 de setembro, às 17 horas no Museu de Arte Religiosa e Tradicional.

Vem pro Mart ! Cultura é o que a gente faz.


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set 22 2016

RAPIDINHAS DO JORNAL DO TOTONHO

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RAPIDINHAS VERMELHO

AAA

Em qualquer esquina.

A todo o momento, quase de minuto a minuto, sites, blogs, perfis e portais lançam pesquisas nas redes sociais, obviamente para serem reproduzidas nas ruas. Todas são precedidas de esta é boa, tem registro ou mesmo, é oficial. Nada disso! Pura enrolação! As pesquisas podem ser encontradas e adquiridas em qualquer esquina.

“Pesquisas científicas”

Tem gente que perde tempo com essas “pesquisas científicas”, que embalam as discussões de incautos e otários nos cafés. Alguns chegam a se esguelar, defendendo os números das pesquisas “qualitativas” e “quantitativas”, que são distribuídas a rodo.

Nem todo mundo é bobo.

Assessores de um candidato a prefeito, da turma dos coadjuvantes de Marquinho e Alair, convenceram um paraplégico a distribuir santinhos na porta de um banco, na Avenida Nossa Senhora da Assunção. O cara que não é bobo ganhou umas “merrecas”, mas vota em outro.

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Bom modelo!

Muito bom o modelo de entrevistas do Programa Sidnei Marinho, na rede Litoral News, permitindo que representantes de setores importantes da sociedade façam perguntas pertinentes aos candidatos entrevistados.

RAFAELPECANHA

CARLINHOSDENINA

Os panfleteiros!

À tarde, o centro da cidade de Cabo Frio, foi bem animado, com a presença de panfletagens de candidatos a câmara, especialmente do PDT. Na parte da manhã, Carlinhos de Nina e a tarde o grupo do professor Rafael Peçanha.

Mirinho é favorito.

Em Búzios as tentativas de desestabilização da candidatura do ex-prefeito Mirinho Braga (PDT), são quase diárias. Mirinho é favorito para ganhar a eleição no município e se sentar mais uma vez na cadeira do prefeito.

Pode ser por W.O.

Em Búzios, Mirinho Braga sofre a pressão daquela turma, que se recusa a largar o osso. Enquanto isso, no Arraial do Cabo, os processos, condenações e impedimentos pesam tanto nas costas dos adversários, que há quem diga, que José Bonifácio vai ganhar por W.O.

Câmara omissa

A greve dos professores prossegue sem que haja qualquer perspectiva de solução. A obstrução entre o governo municipal e os professores parece não ter fim, até porque a “câmara do silêncio”, órgão político por excelência se omite em tempo integral.

Prefeitura X Servidores

Tudo leva a crer que é tão grande o contencioso entre a prefeitura e os servidores públicos municipais, que a solução desse embate só vai acontecer no próximo governo. Portanto, diversos interesses estão em jogo nas eleições municipais.

MART

Sopro de ar fresco

A direção do MART (Museu de Arte Religiosa e Tradicional), no Convento de Nossa Senhora dos Anjos, localizado junto ao Morro da Guia, no movimentado Largo de Santo Antônio tem se destacado pela intensa promoção artística/ cultural. Tem sido um sopro de ar fresco no marasmo vivido por Cabo Frio.


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set 22 2016

PRIMAVERA CHEGANDO! Antônio Ângelo Trindade Marques.

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PRIMAVERA


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set 22 2016

CAMINHADA COM JANIO 12 – 24 DE SETEMBRO – 8:30H – CONCENTRAÇÃO NA PRAÇA DE SÃO CRISTOVÃO.

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CAMINHADA


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set 22 2016

JANIO 12 – DEBATE NA INTERTV – 25 DE SETEMBRO – DOMINGO, APÓS O FANTÁSTICO

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set 22 2016

O AMIGO DA ONÇA – Péricles.

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RETRÔ VERMELHO

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set 22 2016

QUEM TEM MEDO DAS CHARGES?

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set 22 2016

A PROVÍNCIA DOS DIAMANTES: ENSAIOS SOBRE TEATRO – Fernando Marques.

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DICAS VERMELHO

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A PROVÍNCIA DOS DIAMANTES: ENSAIOS SOBRE TEATRO.

Fernando Marques.

Embora remeta à Polônia e, mais até, à pequena cidade de Jerzy Grotowski, como descreve um dos textos do livro, a província dos diamantes do título é Brasília. É a cidade de Fernando Marques, onde ele, persistente, consegue escavar joias. Seus ensaios sobre teatro reunidos aqui são claros, reveladores, muitos deles publicados em veículos como a Folha de S. Paulo; orgulho-me de ter sido um de seus muitos editores. É um observador do palco que desvenda a Brasília de nomes como Hugo Rodas, mas cujo olhar esclarecedor se estende por todas as direções. Que não teme, por exemplo, questionar Ariano Suassuna quando identifica um deslize na composição de O santo e a porca; que penetra no Oswald de Andrade mais político e sugere encenar O homem e o cavalo na Praça dos Três Poderes; que encontra frescor e informações novas sobre Nelson Rodrigues, resgatando um hoje esquecido Álvaro Lins. Fala com apaixonada propriedade dos musicais brasileiros, proclamando que os reis da vela e de Ramos engoliriam o rei Leão. Sabedor dos limites não só do teatro como da imprensa brasiliense, Marques tem seus estudos publicados por todo o país e, mais recentemente, pela cada vez mais consistente rede nacional desites de teatro. Seu livro é também o retrato dessa diversidade crescente — e de uma dedicação capaz de iluminar o país.

Nelson de Sá
Jornalista e crítico teatral


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set 22 2016

O CAIXA DOIS, O CONGRESSO E A ANTIPOLÍTICA – Mauro Santayana.

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ARTIGO VERMELHO

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O CAIXA DOIS, O CONGRESSO E A ANTIPOLÍTICA.

 Por mais que se tenha que combater o poder econômico na política – e a proibição do financiamento empresarial de campanha vai, teoricamente, nesse sentido – não se pode, moralmente, aceitar que se puna, agora, o Caixa Dois, com base no mesmo argumento mendaz e revisionista que permitiu a condenação retroativa de Dilma Roussef no caso de “pedaladas” que sempre estiveram incorporadas ao universo administrativo brasileiro, até serem transformadas em crime, justamente para afastar, definitivamente, do poder, a Presidente da República.

Do ponto de vista tático, só o Congresso pode combater – com suas prerrogativas essencialmente legislativas – o avanço, ilegítimo, manipulador e deturpatório, dos procuradores e juízes sobre a seara política – e deve fazê-lo de forma desassombrada, buscando esclarecer a opinião pública sobre o que está ocorrendo com a República.

É preciso que deputados e senadores de todos os partidos saiam da defensiva e retomem a iniciativa.

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A Câmara e o Senado podem estar cheios de defeitos, mas eles têm uma coisa que os jovens janotas do Sr. Janot não têm, e continuarão não tendo, apesar de se dedicarem a campanhas de coleta de assinaturas, que os nacionalistas e os defensores do Estado de Direito também podem promover: o voto.

Canalhas eventuais, eleitos, são passíveis de ser trocados a cada novo pleito.

O povo pode ser educado.

Com a plutocracia – em parte cada  vez mais autosuficiente e autoelevada por seus sagrados concursos e seu inflado e armaniano ego à condição de pequenos deuses vingadores – dificilmente ocorre o mesmo.


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set 22 2016

RESTAURANTE DO ZÉ – BOULEVARD CANAL.

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set 21 2016

OS PIROTÉCNICOS

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EDITORIAL VERMELHO

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OS PIROTÉCNICOS

A chuva de pesquisas, que desabou sobre Cabo Frio nas duas últimas semanas é mais ou menos o que a mídia responsável falou sobre os “procuradores de curitiba”, é a mais pura pirotecnia. Só mesmo os incautos ficam impressionados com essas canhestras e mal elaboradas tentativas de enganar a população, tentando empinar como pipa voada a candidatura do ex-prefeito. Tenta se montar um cenário de emparedamento dos adversários e até mesmo de censura como se viu no debate acontecido no Clube São Cristovão quando a claque do ex-prefeito tentou impedir a fala de outros candidatos, particularmente de Janio. Ambos são métodos nada honestos, um ardiloso e o outro violento. Nada que assuste. Não enganam ninguém. Apenas mostram o que são.


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set 21 2016

JANIO E AS CAMINHADAS

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Janio começa o dia gravando para o programa eleitoral e emenda logo após com entrevista, na TV Litoral News. O candidato do PDT faz caminhada no centro de Cabo Frio e o projeto “porta a porta”, em Tamoios e no Parque Eldorado e a noite faz reunião no Jardim Náutilus.


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