ago 28 2015

VIVENDO DE EMPRÉSTIMOS

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Paying

VIVENDO DE EMPRÉSTIMOS

A bilionária prefeitura de Cabo Frio, nos últimos 2 anos e meio, vive de empréstimos. Em 2013, apesar de ter tido superávit de arrecadação, ou seja, arrecadou muito mais que a previsão do orçamento, contraiu um empréstimo de R$ 100 milhões. Em 2014, com superávit ainda maior, chegou a arrecadar quase R$ 1 bilhão, novamente recorreu ao Banco do Brasil e pegou R$ 35 milhões e ainda ficou devendo muitos milhões de reais a inúmeros fornecedores.

FALÊNCIA TOTAL

Agora corre desesperadamente atrás de outro empréstimo milionário, dessa vez com um banco dos EUA, mais uma vez, deixando como garantia os royalties do petróleo. O governo corre atrás dessa grana como única “salvação da lavoura”, como se dizia antigamente. Administrar desse jeito, mesmo com muitos royalties do petróleo, destrói qualquer cidade. A cidade, como Janio disse em entrevista, tem que se mobilizar, caso contrário, o legado que será deixado por esse governo é a falência total de Cabo Frio.

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ago 28 2015

A CARA DA CRISE

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SELO-OLEODEPEROBA

A CARA DA CRISE

Alguns gastos milionários e desnecessários do atual governo, tocado pelo “Chefe” levaram a cidade a uma crise financeira sem igual:

1- R$ 50 milhões na “reforma” da orla da Praia do Forte, desmanchando o que estava pronto, como a pista de skate e a praça das águas, para construir de novo e no mesmo lugar.

2- gastou mais de 20 milhões de reais no “Verão Inesquecível” de 2014, com shows milionários, fogos, trios elétricos etc.,

3- começou duas obras e não terminou: a Avenida Joaquim Nogueira e as calçadas do bairro Guarany. Além de atormentar comerciantes e moradores, gastou mais de 20 milhões nessas obras.

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ago 28 2015

O DESPERDÍCIO

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RALO-GRANA

O DESPERDÍCIO

Aí estão apenas três exemplos de desperdício do dinheiro público. São milhões de reais “jogados” fora e que se somados a outras “ações” administrativas desnecessárias encontraremos desperdício de mais de 200 milhões de reais em dois anos e meio. O governo do “Chefe” não se aguenta nas pernas e perdeu toda a credibilidade para governar, inclusive entre os seus próprios parceiros, que reclamam em qualquer lugar de Cabo Frio. É muito comum se ouvir: “tá difícil, não dá mais não” ou “não aguento mais”.

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ago 28 2015

INCOMPETENTE E INCAPAZ

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vexame

INCOMPETENTE E INCAPAZ

Esse ano Comsercaf (acabou ou não?), dirigida magistralmente pelo “genro do coração”, gastou mais de 110 milhões de reais nos seis primeiros meses, que representa todo o orçamento do ano. A falta de cuidado, de zelo, de planejamento, revela a incompetência absoluta, no trato com o dinheiro público. O governo não tem quadros técnicos, administrativos e com visão política moderna. Portanto, os arautos do governo podem dizer qualquer bobagem, mas não cola mais: crise é de gestão. O governo que aí está é incompetente e incapaz de administrar a cidade.

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ago 28 2015

NO BAGAÇO

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BAGACO

NO BAGAÇO

Quando a situação política está deteriorada ao ponto em que se encontra o “governo sereníssimo”, a tendência é a disputa interna pelo poder se agravar. Não é por acaso que as diferentes correntes do governo estão se engalfinhando, aqui e ali, por nacos do poder. No fundo, como todos consideram esse governo um fracasso político e administrativo, quase chegando ao terceiro ano, cada um quer salvar o seu, já projetando 2016. Muita gente já está fazendo acordos por fora, embora ainda muito discretamente.

 

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ago 28 2015

MM – MASSAS & CIA.

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EMPADAS

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ago 28 2015

GASTRONOMIA DA PASSAGEM

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GASTRONOMIA-DA-PASSAGEM-1

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ago 28 2015

BÚZIOS EM PAUTA – LEI TEM BOA REPERCUSSÃO ENTRE OS EMPRESÁRIOS.

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buzios-pontos-turisticos

Cabeça de chapa

Apesar de nos eventos públicos Alexandre Martins e Evandro Oliveira trocarem juras de fidelidade, o clima nos bastidores da política buziana não está nada tranquilo. Todos querem encabeçar a chapa: está difícil de resolver.

MIRINHO_BRAGA_01_PEQUENO

Boa repercussão

Repercutiu muito bem no meio do empresariado buziano a aprovação pela Câmara da Lei de maio de 2012, que beneficia os micros e pequenos empresários. A lei foi enviada para o legislativo pelo então prefeito Mirinho Braga e ficou engavetada por três anos.

HENRIQUE_GOMES_6  &  JOICE-COSTA

Articulação política

A atuação política do presidente da Câmara, Henrique Gomes em trabalho conjunto com a vereadora Joice Costa contribuiu para que o projeto voltasse à tona e fosse aprovado pelos vereadores. O momento de crise pedia essa articulação e os vereadores foram buscar no governo de Mirinho o incentivo para a economia buziana.

Alimentação saudável na rede pública municipal de educação

Atento na área educacional, o vereador Lorram Silveira conseguiu aprovar na sessão de ontem, quinta-feira, 27, a criação da “Semana Municipal da Alimentação Saudável” na rede pública municipal de ensino, colocando-a no calendário oficial de Búzios, exatamente no mês de março, ou seja, no início do ano letivo. A pergunta que não quer calar é: sempre displicente em relação à qualidade da educação pública municipal, o prefeito vai sancionar a Lei aprovada na Câmara?

O Plano Verão sai?

O governo do “doutor” André Granado tem se notabilizado pela morosidade com que aborda determinadas questões. Ora, será que com esta lentidão a prefeitura de Búzios irá implementar concretamente o chamado Plano Verão? Até então, o governo do “doutor”, na falta de realizações mais profundas, se limita a inaugurar de tudo um pouco.

Fiscalização rigorosa

Apesar dos vereadores buzianos terem aprovado normas para as agências bancárias, no município, a Câmara e o Executivo terão que, em conjunto, procederem rigorosa fiscalização. As agências bancárias costumam não respeitar ao menos o Procon, alegando que são regidas apenas pelo Banco Central.

Abstenção

Alguns antigos analistas da política buziana estão prevendo que o município deve ter forte abstenção nas eleições de 2016. O desencanto com a política tradicional e com os partidos políticos, que pouco representam questões fundamentais no campo da ideologia deve gerar grande abstenção.

Pode ser uma boa notícia

Apesar do cenário no país conjugar as crises da economia e da política, as eleições de 2016 podem trazer uma boa mudança. Vai ser bastante complicado arrumar dinheiro com empresários, particularmente empreiteiros: pode tornar as eleições mais limpas e acessíveis a candidatos menos endinheirados.

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ago 28 2015

MARCELO NOGUEIRA DE ARAÚJO – ARQUITETO

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MARCELO_ARAUJO

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ago 28 2015

DAN TROIS – Bistrô & Café

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BISTRO

RUA JOSÉ BONIFÁCIO.

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ago 28 2015

RAPIDINHAS DO JORNAL DO TOTONHO

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RABUGENTO-RINDO

Quem foi?

Situação tensa no Palácio Tiradentes. As “paredes murmurantes” deixam perceber que o vazamento do processo de licitação do Lanche do Operário, onde o beneficiado teria sido o pai de um secretário, atiçou os ânimos dos governistas. Funcionários envolvidos na movimentação do processo estão sendo interrogados para tentarem descobrir quem colocou as cópias na rua.

A Casa Real aproveita a vida

Nas ruas e cafés cabofrienses não se fala noutra coisa: um barão, pertencente à chamada nobreza togada teria comprado a peso de ouro uma mansão em Angra dos Reis. Teria como hóspede quase toda semana gente da Casa Real.

Cara de pau

Muita cara de pau. As relações de trabalho neoliberais, cada vez mais precarizadas e terceirizadas, exigem que os empregados tenham que ser multifuncionais. O salário, entretanto, é unofuncional. E tem gente que acha ótimo.

É só saber fazer conta

A crise tem quase nada a ver com a queda dos repasses dos royalties do petróleo. Basta observar com atenção o Portal da Transparência e saber fazer conta para concluir que a crise é da péssima gestão do “Chefe”.

IAB

IAB Lagos

O Instituto dos Arquitetos do Brasil inaugurou na terça-feira, 25, o núcleo da Região dos Lagos, tendo como presidente provisória a arquiteta Márcia Cabral. O almoço comemorativo aconteceu no Restaurante Roda d’Água, com a presença do presidente do IAB-RJ, Pedro da Luz Moreira.

Desprestígio

A secretaria municipal de cultura é tão desprestigiada pelo governo do “doutor” Alair Francisco (PP), que nem aparece no organograma do site da prefeitura de Cabo Frio: muito menos o nome do secretário. E o “doutor” Alair é membro da Academia Cabofriense de Letras. Parabéns!

BICO_DOCE_4

Foto: Antônio Ângelo Trindade Marques.

Calmaria – 1

A imagem acima é de uma regata da etapa estadual promovida pelo ICRJ-Cabo Frio. Reconhecida entre as melhores raias do país e palco de um mundial da classe Lazer, a prefeitura de Cabo Frio se ausentou da discussão da vela olímpica, em Búzios.

Calmaria – 2

A união dos dois municípios, Cabo Frio e Búzios, certamente iria dar um peso maior ao pleito de transferir da poluída Baia de Guanabara, para a região, as competições de vela olímpica, mas o vento que sopra no setor esportivo e hoteleiro de Búzios, não sopra cá.

RIO-DAS-OSTRAS

A diferença é grande

A foto acima mostra o centro de Rio das Ostras, isto é, Rodovia Amaral Peixoto, a mesma que passa em Tamoios. A diferença é grande. Em Rios das Ostras tem Guarda Municipal, sinalização horizontal e sinal luminoso.

Sem falar nas promessas

Sem falar, é claro, dos mergulhões e da estrada paralela a Rodovia Amaral Peixoto, com a construção de uma nova ponte. É parte mínima da lista de promessas de campanha do governo do “Chefe”, Alair Francisco (PP).

 

 

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ago 28 2015

NÔMADE ARTES GRÁFICAS

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APROVEITE-2

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ago 28 2015

OS DOIS BONITOS E OS DOIS FEIOS – Rachel de Queiroz

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CRO_E_POE_VERMELHO

RACHEL

Rachel de Queiroz

OS DOIS BONITOS E OS DOIS FEIOS

Nunca se sabe direito a razão de um amor. Contudo, a mais frequente é a beleza. Quero dizer, o costume é os feios amarem os belos e os belos se deixarem amar. Mas acontece que às vezes o bonito ama o bonito e o feio o feio, e tudo parece estar certo e segundo a vontade de Deus, mas é um engano. Pois o que se faz num caso é apurar a feiúra e no outro apurar a boniteza, o que não está certo, porque Deus Nosso Senhor não gosta de exageros; se Ele fez tanta variedade de homens e mulheres neste mundo é justamente para haver mistura e dosagem e não se abusar demais em sentido nenhum. Por isso também é pecado apurar muito a raça, branco só querendo branco e gente de cor só querendo os da sua igualha — pois para que Deus os teria feito tão diferentes, se não fora para possibilitar as infinitas variedades das suas combinações?

O caso que vou contar é um exemplo: trata de dois feios e dois bonitos que se amavam cada um com o seu igual. E, se os dois bonitos se estimavam, os feios se amavam muito, quero dizer, o feio adorava a feira, como se ela é que fosse a linda. A feia, embalada com tanto amor, ficava numa ilusão de beleza e quase bela se sentia, porque na verdade a única coisa que nos torna bonitos aos nossos olhos é nos espelharmos nos olhos de quem nos ame.

Vocês já viram um vaqueiro encourado? É um traje extraordinariamente romântico e que, no corpo de um homem e delgado, faz milagres. É a espécie de réplica em couro de uma armadura de cavaleiro.

Dos pés à cabeça protege quem a veste, desde as chinelas de rosto fechado, e as perneiras muito justas ao relevo das pernas e das coxas, o guarda-peito colado ao torso, o gibão amplo que mais acentua a esbelteza do homem e por fim o chapéu que é quase a cópia exata do elmo de Mambrino. Aliás, falei que só assenta roupa de couro em homem magro e disse uma redundância, porque nunca vi vaqueiro gordo. Seria mesmo que um toureiro gordo, o que é impossível. Se o homem não for leve e enxuto de carnes, nunca poderá cortar caatinga atrás de boi, nem haverá cavalo daqui que o carregue.

Os dois heróis da minha história, tanto o feio como o bonito, eram vaqueiros do seu ofício. E as duas moças que eles amavam eram primas uma da outra — e apesar da diferença no grau de beleza, pareciam-se. Sendo que uma não digo que fosse a caricatura da outra, mas era, pelo menos, a sua edição mais grosseira. O rosto de índia, os olhos amendoados, a cor de azeitona rosada da bonita, repetidos na feia, lhe davam uma cara fugidia de bugra; tudo que na primeira era graça arisca na segunda se tornava feiúra sonsa.

De repente, não se sabe como, houve uma alteração. O bonito, inexplicavelmente, mudou. Deixou de procurar a sua bonita. Deu para rondar a casa da outra, a princípio fingindo um recado, depois nem mais esse cuidado ele tinha. Sabe-se lá o que vira. No fundo, talvez obedecesse àquela abençoada tendência que leva os homens bonitos em procura das suas contrárias; benza-os Deus por isso, senão o que seria de nós, as feiosas? Ou talvez fosse porque a bonita, conhecendo que o era, não fizesse força por sustentar o amor de ninguém. Enquanto a pobre da feia todos sabem como é — aquele costume do agrado e, com o uso da simpatia, descontar a ingratidão da natureza. E embora o seu feio fosse amante dedicado, quanto não invejaria a feia a beleza do outro, que a sua prima recebia como coisa tão natural, como o dia ser dia e a noite ser noite. Já a feia queria fazer o dia escuro e a noite clara — e o engraçado é que o conseguiu. Muito pode quem se esforça.

O feio logo sentiu a mudança e entendeu tudo. Passou a vigiar os dois. Se esta história fosse inventada poderia dizer que ele, se vendo traído, virou-se para a bonita e tudo se consertou. Mas na vida mesmo as pessoas não gostam de colaborar com a sorte. Fazem tudo para dificultar a solução dos problemas, que, às vezes, está na cara e elas não querem enxergar. Assim sendo, o feio ficou danado da vida, e nem se lembrou de procurar consolo junto da bonita desprezada; e esta, se sentindo de lado, interessou-se por um rapaz bodegueiro que não era bonito como o vaqueiro enganoso, mas tinha muito de seu e podia casar sem demora e sem condições.

Assim, ficaram em jogo só os três. O feio cada dia mais desesperado. A feia, essa andava nas nuvens, e toda vez que o “primo” (pois se tratavam de primos) lhe botava aqueles olhos verdes — eu falei que além de tudo ele ainda tinha os olhos verdes? — ela pensava que ia entrar de chão adentro, de tanta felicidade.

Mas o pior é que os dois vaqueiros ainda saíam todo o dia juntos para o campo, pois eram campeiros da mesma fazenda e se haviam habituado a trabalhar de parelha, como Cosme e Damião. Seria impossível se separarem sem que um dos dois partisse para longe, e, é claro, nenhum deles pretendia deixar o lugar vago ao outro.

Assim estava a intriga armada, quando a feia, certa noite, ao conversar na janela com o seu bonito que lá viera furtivo, colheu um cravo desabrochado no craveiro plantado numa panela de barro e posto numa forquilha bem encostada à janela (era uma das partes dela, ter todos esses dengues de mulher bonita) e enquanto o moço cheirava o cravo, ela entrefechou os olhos e lhe disse baixinho:

— Você sabe que o outro já lhe jurou de morte?

(Vejo que esta história está ficando muito comprida — só deixando o resto para a semana que vem.)

Falei que o desprezado jurara de matar o traidor. Seria verdade? Quem sabe as coisas que é capaz de inventar uma mulher feia improvisada em bonita pelo amor de dois homens, querendo que o seu amor renda os juros mais altos de paixão?

O belo moço assustou. Gente bonita está habituada a receber da vida tudo a bem dizer de graça, sem luta nem inimizade, como seu direito natural, que os demais devem graciosamente reconhecer. As mulheres o queriam, os homens lhe abriam caminho. E não é só em coisas de amor: de pequenino, o menino bonito se habitua a encontrar facilidades, basta fazer um beiço de choro ou baixar um olho penoso, todo o mundo se comove, pede uni beijo, dá o que ele quer. Já o feio chora sem graça, a gente acha que é manha, mais fácil dar-lhe uns cascudos do que lhe fazer o gosto. Assim é o mundo, e se está errado, quem o fez foi outro que não nos dá satisfações.

Pois o bonito assustou. Deu para olhar o outro de revés, ele que antes vivia tão confiado, como se adiasse que a obrigação do coitado era lhe ceder a menina e ainda tirar o chapéu. Passou a ver mal em tudo. De manhã, ao montar a cavalo, examinava a cilha e os loros, os quatro cascos do animal. Ele, que só usava um canivete quando ia assinar criação, comprou ostensivamente uma faca, afiou-a na beira do açude, e só a tirava do cós para dormir. E quando saía a campo com o companheiro, em vez de irem os dois lado a lado, segundo o costume, marchava atrás, dez braças aquém do cavalo do outro.

O feio não falava nada. Fazia que não enxergava as novidades do colega. Como sempre andara armado, não careceu comprar faca para fazer par com a peixeira nova do rival. E, sendo do seu natural taciturno, continuou calado e fechado consigo.

E o outro — nós mulheres estamos habituadas a pensar que todo homem valente é bonito, mas a recíproca raramente é verdade, e nem todo bonito é valente. Este nosso era medroso. Era medroso mas amava, o que o punha numa situação penosa. Não amasse, ia embora, o mundo é grande, os caminhos correm para lá e para cá. Agora, porém, só lhe restava amar e ter medo. Ou defender-se. Mas como? O rival não fazia nada, ficava só naquela ameaça silenciosa; as juras de morte que fizera — se as fizera — de juras não tinham passado ainda. Meu Deus, e ele não era homem de briga, já não disse? Tinha a certeza de que se provocasse aquele alma fechada, morria.

Bem, as juras eram verdadeiras. O feio jurara de morte o bonito e não só de boca para fora, na presença da amada, mas nas noites de insônia, no escuro do quarto, sozinho no ódio do seu coração. Levava horas pensando em como o mataria — picado de faca, furado de tiro, moído de cacete. Só conseguia dormir quando já estava com o cadáver defronte dos olhos, bonito e branco, ah, bonito não, pois, quando o matava em sonhos, a primeira coisa que fazia era estragar aquela cara de calunga de loiça, pondo-a de tal modo feia que até os bichos da cova tivessem nojo dela. Mas como fazer? Não poderia começar a brigar, matá-lo, sem quê nem mais. Hoje em dia justiça piorou muito, não há patrão que proteja cabra que faz uma morte, nem a fuga é fácil, com tanto telégrafo, avião, automóvel. E de que servia matar, tendo depois que penar na prisão? Assim, quem acabaria pagando o malfeito haveria de ser ele mesmo. O outro talvez fosse para o purgatório, morrendo sem confissão, mas era ele que ficava no inferno, na cadeia. Aí então teve a idéia de uma armadilha. Botar uma espingarda com um cordão no gatilho… quando ele fosse abrindo a porta. Não dava certo, todo o mundo descobriria o autor da espera. Atacá-lo no mato e contar que fora uma onça… Qual, cadê onça que atacasse vaqueiro em pleno dia? E a chifrada de um touro? Difícil, porque teria que apresentar o touro, na hora e no lugar… Lembrou-se então de um caso acontecido muitos anos atrás, quase no pátio da fazenda. O velho Miranda corria atrás de uma novilha, a bicha se meteu por sob um galho baixo de mulungu, o cavalo acompanhou a novilha, e em cima do cavalo ia o vaqueiro: o pau o apanhou bem no meio da testa, lá nele, e quando o cavalo saiu da sombra do mulungu, o velho já era morto… Poderia preparar uma armadilha semelhante? Como induzir o rival?… Levou quatro dias de pesquisa disfarçada para descobrir um pau a jeito. Afinal achou um cumaru à beira de uma vereda, onde o gado passava para ir beber na lagoa. O cumaru estirava horizontalmente um braço a dois metros do chão, cobrindo a vereda logo depois que ela dava uma curva. A qualquer hora passariam de novo os dois por ali. E como só um passava pela vereda estreita, bastaria ele ficar atrás, apertar de repente o passo, meter o chicote no cavalo da frente; o outro, assustado com o disparo do cavalo, se descuidava do pau — e era um homem morto.

Mas não deu certo. Isto é, deu certo do começo ao fim — só faltou o fim do fim. Pois logo no dia seguinte se encaminharam pela vereda, perseguindo um novilhote. O bonito na frente, o feio atrás, como previsto. Quando chegaram à curva que virava em procura do cumaru, o de trás ergueu o relho, bateu uma tacada terrível na garupa do cavalo da frente, que já era espantado do seu natural, e o animal desembestou. Mas o instinto do vaqueiro salvou-o no último instante. Sentiu um aviso, ergueu os olhos, viu o pau, deitou-se em cima da sela e deixou o cumaru para trás. Logo adiante acabava a caatinga e começava o aceiro da lagoa. O bonito sofreou afinal o cavalo. Podia ser medroso, mas não era burro, e uma raiva tão grande tomou conta dele, que até lhe destruiu o medo no coração. Sem dizer palavra, tirou a corda do laço debaixo da capa da sela, e ficou a girar na mão o relho torcido, como se quisesse laçar o novilho que também parará várias braças além, e ficara a enfrentá-los de longe. O companheiro espantou-se: será que aquele idiota esperava laçar o boi, a tal distância? Claro que não entendera como andara perto da morte… Mas o laço, riscando o ar, cortou-lhe o pensamento: em vez de se dirigir à cabeça do novilho, vinha na sua direção, cobriu-o, apertou-se em redor dele, prendeu-lhe os braços ao corpo e, se retesando num arranco, atirou-o de cavalo abaixo. Num instante o outro já estava por cima dele, com um riso de fera na cara bonita.

— Pensou que me matava, seu cachorro… Açoitou o cavalo de propósito, crente que eu rebentava a cabeça no pau… Um ele nós dois linha de morrer, não era? Pois á assim mesmo… um de nós dois vai morrer. Enquanto falava, arquejando do esforço e da raiva, ia inquirindo na corda o homem aturdido da queda, fazendo dele um novelo de relho. Dai saiu para o mato, demorou-se um instante perdido entre as aves e voltou com o que queria — um galho de imburana da grossura do braço de um homem. Duas vezes malhou com o pau na testa do inimigo. Esperou um pouco para ver se o matara. E como lhe pareceu que o homem ainda tinha um resto de sopro, novamente bateu, sempre no mesmo lugar.

Chegou à fazenda, com o companheiro morto à sela do seu próprio cavalo, ele à garupa, segurando-o com o braço direito, abraçado como um irmão; com a mão esquerda puxava o cavalo sem cavaleiro.

Ninguém duvidou do acidente. Foi gente ao local, examinaram o galho assassino, estirado sobre a vereda como um pau de forca. Fincaram uma cruz no lugar.

E o bonito e a feia acabaram casando, pois o amor deles era sincero. Foram felizes. Ela nunca entendeu o que houvera, e remorso ele nunca teve, pois, como disse ap padre em confissão, matou para não morrer.

E a moral da história? A moral pode ser o velho ditado: faz o feio para o bonito comer. Ou então compõe-se um ditado novo: entre o feio e o bonito, agarre-se ao bonito. Deus traz os bonitos de baixo da Sua Mão.

 

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ago 28 2015

CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE JUVENTUDE

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JUVENTUDE

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ago 28 2015

OBSERVADORES DE AVES

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ago 28 2015

CICLO DE PALESTRAS: CABO FRIO 400 ANOS

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CICLO

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ago 28 2015

BLITZ DA JUVENTUDE

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ago 27 2015

EDITORIAL – HERANÇA DE DESTRUIÇÃO

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HERANÇA DE DESTRUIÇÃO

O prefeito Alair Francisco (PP) vive um momento que, de alguma maneira traduz o ocaso de sua vida política. Com visão atrasada do processo político-administrativo, em plena segunda década do século 21, se comporta como mandatário da República Velha.

A junção de ego extremamente inflado com autoritarismo desmedido e incompetência administrativa criou um quadro caótico sobre o qual perdeu o controle. O prefeito tem em mãos uma cidade com orçamento opulento, gorduroso, mesmo assim tropeçou na ambição sem freios e não conseguiu governar a cidade.

Desde o primeiro momento “meteu os pés pelas mãos”, inchou a folha de pagamentos, fez obras desnecessárias para atender sua vaidade quase infinita e desprezou os bairros mais pobres onde se concentra a população, que mais precisa da ação do poder público.

Mesmo com muita grana, pediu mais de 100 milhões de reais emprestados ao Banco do Brasil e agora quer comprometer o futuro de Cabo Frio fazendo novo empréstimo, agora a um banco dos EUA ligado ao sistema financeiro internacional, dando como garantia os royalties do petróleo.

O que quer o prefeito? Destruir? Ressentido por não ter podido realizar o governo que sonhou quer deixar a terra arrasada e salgada, para que ninguém mais possa semear.

A herança é de destruição!

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ago 27 2015

A CRISE É DE GESTÃO

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OLEO

A CRISE É DE GESTÃO

Niterói – 500mil habitantes – orçamento 1,8 bilhões de reais – 3,6 mil reais habitante-ano.

Londrina – 543 mil habitantes – orçamento 1,5 bilhões de reais – 2,8 mil reais habitante–ano.

Campinas – 1,5 milhões habitantes – orçamento 4,5 bilhões de reais – 3 mil reais habitante–ano.

Petrópolis – 300 mil habitantes – orçamento 800 milhões de reais – 2,7 mil reais habitante-ano.

CABO FRIO – 200 mil habitantes – orçamento 920 milhões de reais – 4,6 mil reais habitante–ano. Se Cabo Frio perder em 2015 150 milhões de royalties, arrecadará 770 milhões, e ficará com a média de 3,9 mil reais por habitante ano, portanto ainda, com média maior que as cidades acima. Não existe crise em Cabo Frio e sim má gestão pública.

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ago 27 2015

É DE ESPANTAR!

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IMAGEM-1

IMAGEM-2

R$ 673.970,00 para trocar sinais de trânsito.

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ago 27 2015

RAPIDINHAS DO JORNAL DO TOTONHO

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RABUGENTO-RINDO

Lixo e abandono no Jardim

O lixo nas ruas do Grande Jardim Esperança é tanto que está dividindo espaço nas calçadas com os pedestres e urubus. A prefeitura de Cabo Frio nunca deu muita bola para os bairros da periferia, concentrando suas atividades na orla da Praia do Forte, mas agora o abandono está demais.

A violência não para

Na noite de ontem, quarta-feira, 26, mais uma vez aconteceu tiroteio no Jardim Esperança, próximo ao Mercado Econômico: um rapaz teria sido ferido na mão. A violência continua castigando um dos bairros mais importantes de Cabo Frio.

A mão pesada da repressão

O que o governo do “Chefe” quer? Uma guarda municipal violenta? O gás de pimenta foi comprado há um mês e já utilizado duas vezes contra o povo que reclama. A rapper Taz Mureb e os artistas acampados em frente à prefeitura sentiram a mão pesada da repressão.

ALAIR_1

Lindo – bonito e gostosão

O “Chefe” sempre detestou trabalhar com o movimento social organizado. O seu estilo de fazer política nada tem a ver com negociações sindicais, mas com o paternalismo do abono: “lindo, bonito e gostosão” e aí saia aquele abono. Pra quem gosta …

ACIA participa de fórum, em Macaé

A Associação Comercial de Cabo Frio participou, na segunda-feira, em Macaé, do 1º Fórum de Valorização dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro. A entidade foi representada pelo presidente Eduardo Rosa de Andrade e pelo diretor comercial Luiz Gustavo.

 

 

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ago 27 2015

MM – MASSAS E CIA – MASSAS SOB ENCOMENDA

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ago 27 2015

BÚZIOS EM PAUTA – SAÚDE, O SISTEMA É CAÓTICO!

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buzios-pontos-turisticos

Trabalho intenso

O vereador José Márcio (PSC), ex-secretário de turismo, depois que retornou a câmara não para mais de trabalhar politicamente. O vereador sabe que, na base do governo do “doutor” André Granado (PSC) a reeleição não vai ser tarefa fácil. Há quem diga que José Márcio quer se reeleger muito bem para que nas eleições de 2020 possa se candidatar a prefeito com parte do grupo que está no governo municipal.

Formal e Informal

Dentro da chamada base aliada, formal e informal, que dá sustentação política ao governo do “doutor” André Granado (PSC), os vereadores José Márcio (PSC), Joice Costa (PSDB) e Messias Carvalho (PDT) tem se destacado. As intervenções na câmara, projetos de lei, acompanhados por intensa atividade política abrem caminho para que os três vereadores tenham boa projeção midiática. São atrapalhados pela grande rejeição da administração municipal.

Muitas homenagens

Em ano que precede às eleições as indicações, moções de aplausos e até mesmo a Medalha José Bento de Ribeiro Dantas ganham ainda mais interesse político. Os vereadores não fazem por menos e quase colidem entre si nas homenagens a algumas famílias buzianas. No fundo, não querem homenagear ninguém e sim o voto das famílias, que se sentem lisonjeadas ao serem mimadas pelos caros (sem trocadilho) representantes do povo.

Onde o desgaste é maior

As áreas de educação e saúde são as que causam maior desgaste a imagem do governo municipal junto à opinião pública. Mesmo gastando uma grana considerável com marketing político (não faz economia neste campo) o governo não consegue escapar daquele selo de incompetência, especialmente na gestão da saúde pública onde se esperava uma ação bem mais eficaz de um prefeito, que é médico e prometeu muito.

Saúde – sistema caótico

A área de saúde pública foi um dos pontos onde o atual prefeito bateu forte no governo Mirinho Braga (PDT). Como “doutor” passava para a população (apesar do fracasso de sua gestão com Toninho Branco), que investiria pesado na saúde pública do município, porque teria o conhecimento técnico necessário. O que se vê, entretanto, é um sistema caótico, degradado, sacrificando intensamente a população buziana, particularmente a que mais precisa. Não é à toa, que não tem empresa de marketing político, que dê jeito na rejeição, que sofre o governo municipal.

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ago 27 2015

PARCERIA LEGAL ENTRE A ACIA E A SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA

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Juninho Caju, Adriano Chagas e Thiago Moura.

PARCERIA LEGAL ENTRE A ACIA E A SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA

A Secretaria de Estado de Cultura (SEC) realizou nesta quarta-feira (26), em Cabo Frio, uma caravana com oficinas para auxiliar proponentes no processo de inscrição das suas iniciativas em duas chamadas públicas de sua Superintendência de Cultura e Sociedade: o Prêmio de Cultura Afro-Fluminense 2015 e o Edital de Microprojetos Favela Criativa. A caravana aconteceu no auditório da Associação Comercial, Industrial e Turística (Acia), no Centro, com a participação de grupos culturais, coletivos, agentes culturais e representantes de órgãos do Ibram e Iphan.

 

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ago 27 2015

1ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE JUVENTUDE – CABO FRIO

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JUVENTUDE

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ago 27 2015

A TUMBA GLORIOSA

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A TUMBA GLORIOSA

Quando o prefeito carro velho (há três anos é empurrado e não pega) inaugurou o Mausoléu Turístico na beira da Praia do Forte ao custo de R$ 40 milhões para os cofres públicos, deu a entender que estava preocupado com a imortalidade. Segundo ele, aquela obra permaneceria ao longo dos tempos testemunhando sua memorável passagem por Cabo Frio. Seria a Tumba Gloriosa do carro velho.

AUGUSTA IMORTALIDADE

As obras inesquecíveis do prefeito carro velho são tantas – agora é um empréstimo bancário milionário nos Estados Unidos que quebrará Cabo Frio por décadas e ninguém se esquecerá dele. Ele não precisa se preocupar com sua imortalidade, porque além de ser augusto membro da Academia Cabofriense de Letras, amanhã será lembrado pela quebradeira que a cidade vai viver. Portanto, “Accipe quod tuum, alterique da suum”, ou seja, “aceita o que é teu e dá o alheio a seu dono”.

 

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ago 27 2015

FALTA GRANDEZA – Carlos Sepúlveda

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Carlos Sepúlveda (*)

FALTA GRANDEZA.

 

       Em um descuido retórico, o vice-presidente da República escorregou na sinceridade e declarou precisarmos de algum líder providencial capaz de conduzir o atual processo político. Foi devidamente censurado, sobretudo por aqueles que interpretaram esta fala como uma espécie de censura à Presidenta que é, claro, quem deveria ter legitimidade para conduzir o processo.

       Temer não gostou das insinuações de que estava a “ costear o alambrado em causa própria”  como dizia Brizola, e falou grosso, principalmente com o PT.

       Ficou nisso porque, logo em seguida, vieram as manifestações requentadas de agosto,  a gosto de qualquer um. O governo temia um massacre, a oposição esperava mais e ficou tudo na mesma. Salvou-se o presidente do senado, com uma esperteza invejável. Arranjou uma pauta de obviedades só para dar fôlego ao Planalto. Mais uma na conta do PMDB.

       Só uma coisa parece ter ficado evidente: continuamos patinando na mediocridade.

       Nossa história recente conheceu três desastres políticos: o suicídio de Vargas, o golpe contra Jango e a renúncia de Collor. Foram desfechos dramáticos e custaram muito em termos de chances perdidas, embora sempre ficasse alguma lição. Lições, na verdade, que não aprendemos. Ruptura do regime ou da ordem democrática não é brincadeira. Não se deve brincar com o povo que permanece vendo tudo, bestializado, como disse um jornalista do século XIX, a propósito da República.

       A crise é grave, como graves foram todas as outras. Nossa sociedade tornou-se resiliente, com o tempo e com a experiência adquiridas. Mas quando vamos fazer a contabilidade das perdas e do tempo perdido? Quando vamos compreender que não temos mais tempo para esperar que as coisas se resolvam de qualquer jeito?

       É muito preocupante mobilizar uma sociedade contra o mandato de um presidente, por mais que se procure justificá-lo. É um trauma enorme que só poderia ser resolvido, na eventualidade do fato, com um governo de consenso nacional, com gente empenhada no desinteresse pessoal e entregue ao interesse público.

       Estamos trilhando um caminho perigoso. De um lado, uma presidenta pressionada pelas ruas e pela mídia, de outro, um Congresso dedicado a se dar bem na barafunda em que se tornaram as votações e as pautas-bomba.

       Caminhamos entre a irresponsabilidade e a incompetência, dois péssimos conselheiros.

       O perigo, porém, está na dinâmica dos fatos que se impõem sobre a racionalidade e ficamos reféns dos acontecimentos, esperando para ver no que vai dar.

       Quem vai cortar este nó górdio?

(*) Professor.

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ago 27 2015

JEFFERSON BUITRAGO IMÓVEIS

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ago 27 2015

GARRINCHA E A ORIGEM DO OLÉ – João Saldanha

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João Saldanha

GARRINCHA E A ORIGEM DO OLÉ

O Estádio Universitário ficou à cunha. Cem mil pessoas comprimidas para assistir ao jogo. É muito alegre um jogo no México. É o país em que a torcida mais se parece com a do Rio de Janeiro. Barulhenta, participa de todos os lances da partida. Vários grupos de “mariaches” comparecem.

Estes grupos, que formam o que há de mais típico da música mexicana, são constituídos de um ou dois “pistões” e clarins, dois ou três violões, harpa (parecida com a das guaranias), violinos e marimbas. As marimbas são completamente de madeira, mas não vão ao campo de futebol, sendo substituídas por instrumentos pequenos.

O ponto alto dos “mariaches” é a turma do pistão, do clarim e o coro, naturalmente. No campo de futebol, os grupos amadores de “mariaches” que comparecem ficam mais ativos em dois momentos distintos: ou quando o jogo está muito bom e eles se entusiasmam, ou, inversamente, quando o jogo está chato e eles “atacam” músicas em tom gozador. No jogo em que vencemos ao Toluca, que estava no segundo caso, os “mariaches” salvaram o espetáculo.

O time do River era, realmente, uma máquina. Futebol bonito e um entendimento que só um time que joga junto há três anos pode ter. Modestamente, jogamos trancados. A prudência mandava que isto fosse feito. De fato, se “abríssemos”, tomaríamos um baile.

Foi um jogo de rara beleza. E não foi por acaso. De um lado estavam Rossi, Labruña, Vairo, Menéndez, Zarate, Carrizo. De outro, estavam Didi, Nilton Santos, Garrincha etc. Jogo duro e jogo limpo. Não se tratava de camaradagem adquirida em quase um mês no mesmo hotel, mas sim da presença de grandes craques no gramado. A torcida exultava e os “mariaches” atacavam entusiasmados.

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Estava muito difícil fazer gol. Poucas vezes vi um jogo disputado com tanta seriedade e respeito mútuos. Mas houve um espetáculo à parte. Mané Garrincha foi o comandante. Dirigiu os cem mil espectadores. Fazendo reagirem à medida de suas jogadas. Foi ali, naquele dia, que surgiu a gíria do “Olé”, tão comumente utilizada posteriormente em nossos campos. Não porque o Botafogo tivesse dado “Olé” no River. Não. Foi um “Olé” pessoal. De Garrincha em Vairo.

Nunca assisti a coisa igual. Só a torcida mexicana com seu traquejo de touradas poderia, de forma tão sincronizada e perfeita, dar um “Olé” daquele tamanho. Toda vez que Mané parava na frente de Vairo, os espectadores mantinham-se no mais profundo silêncio. Quando Mané dava aquele seu famoso drible e deixava Vairo no chão, um coro de cem mil pessoas exclamava: “Ôôôôô”! O som do “olé” mexicano é diferente do nosso. O deles é o típico das touradas. Começa com um ô prolongado, em tom bem grave, parecendo um vento forte, em crescendo, e termina com a sílaba “lé” dita de forma rápida. Aqui é ao contrário: acentua-se mais o final “lé”: “Olééé!” – sem separar, com nitidez, as sílabas em tom aberto.

Verdadeira festa. Num dos momentos em que Vairo estava parado em frente a Garrincha, um dos clarins dos “mariaches” atacou aquele trecho da Carmem que é tocado na abertura das touradas. Quase veio abaixo o Estádio Universitário.

Numa jogada de Garrincha, Quarentinha completou com o gol vazio e fez nosso gol. O River reagiu e também fez o dele. Didi ainda fez outro, de fora da área, numa jogada que viera de um córner, mas o juiz anulou porque Paulo Valentim estava junto à baliza. Embora a bola tivesse entrado do outro lado, o árbitro considerou a posição de Paulinho ilegal. De fato, Paulinho estava “off-side”. Havia um bolo de jogadores na área, mas o árbitro estava bem ali. E Paulinho poderia estar distraindo a atenção de Carrizo.

O jogo terminou empatado. Vairo não foi até o fim. Minella tirou-o do campo, bem perto de nós no banco vizinho. Vairo saiu rindo e exclamando: “No hay nada que hacer. Imposible” – e dirigindo-se ao suplente que entrava, gozou:

– Buena suerte muchacho. Pero antes, te aconsejo que escribas algo a tu mamá.

O jogo terminou empatado e uma multidão invadiu o campo. O “Jarrito de Oro”, que só seria entregue ao “melhor do campo” no dia seguinte, depois de uma votação no café Tupinambá, foi entregue ali mesmo a Garrincha. Os torcedores agarraram-no e deram uma volta olímpica carregando Mané nos ombros. Sob ensurdecedora ovação da torcida. No dia seguinte, os jornais acharam que tínhamos vencido o jogo, considerando o tal gol como válido. Mas só dedicaram a isto poucas linhas. O resto das reportagens e crônicas foi sobre Garrincha.

As agências telegráficas enviaram longas mensagens sobre o acontecimento e deram grande destaque ao “Olé”. As notícias repercutiram bastante no Rio e a torcida carioca consagrou o “Olé”. Foi assim que surgiu este tipo de gozação popular, tão discutido, mas que representa um sentimento da multidão.

Já tentaram acabar com o “Olé”. Os árbitros de futebol, com sua inequívoca vocação para levar vaias, discutiram o assunto em congresso e resolveram adotar sanções. Mas como aplicá-las? Expulsando a torcida do estádio? Verificando o ridículo a que estavam expostos, deixam cada dia mais o assunto de lado. É melhor assim. É mais fácil derrubar um governo do que acabar com o “Olé”.

Não poderia ter havido maior justiça a um jogador que a que foi feita pelos mexicanos a Mané Garrincha. Garrincha é o próprio “Olé”.

Dentro e fora de campo, jamais vi alguém tão desconcertante, tão driblador. É impossível adivinhar-se o lado por onde Mané vai “sair” da enrascada. Foi a coisa mais justa do mundo que Garrincha tivesse sido o inspirador do “Olé”.

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ago 26 2015

TRUCULÊNCIA NÃO DEVERIA ESPANTAR

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TRUCULÊNCIA NÃO DEVERIA ESPANTAR

As perseguições sempre fizeram parte do arsenal de medidas políticas do “doutor” prefeito Alair Francisco (PP). Não é com espanto que os que têm mais estrada na vida política do município assistem as ações intimidatórias e coercitivas do governo. Essas práticas aconteceram em outros mandatos do “doutor” e os que votaram, o acompanharam e o apoiaram sabiam exatamente em quem estavam votando para administrar a cidade por mais um período.

Portanto, chega a ser engraçado o espanto de parte da mídia tradicional e de outras figuras da cidade com as demissões dos terceirizados e da jornalista, que promoveu arrecadação de alimentos para os demitidos, na área de limpeza urbana. O “doutor” prefeito e sua turma mais chegada (parentes e amigos do peito) sempre agiram com truculência contra todo aquele que ousa peitar direta ou indiretamente seus interesses.

Não é motivo para espanto.

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ago 26 2015

ALAIR E CÂMARA DO SILÊNCIO COMPROMETEM O FUTURO DE CABO FRIO

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ALAIR E CÂMARA DO SILÊNCIO COMPROMETEM O FUTURO DE CABO FRIO

Enquanto o governo do “doutor” prefeito Alair Francisco (PP) ameaça comprometer o futuro de Cabo Frio, com a realização de monumental empréstimo a um banco dos EUA, o conhecido Goldman Sachs, os vereadores permanecem calados. Os vereadores da “câmara do silêncio” talvez nunca tenham feito tanto juz ao nome, liberando a realização do empréstimo, sem maiores problemas e debate aprofundado com a sociedade civil organizada. Caso seja concluído, o empréstimo vai comprometer a vida do município por duas décadas, justamente por parte de um governo que não tem nenhuma transparência e não dá nenhuma explicação dos seus atos. Os nomes dos vereadores de Cabo Frio tem que ficar bem guardados na memória da população para que todos saibam aqueles que estão colaborando para a liquidação da cidade.

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ago 26 2015

SALINA – Antônio Ângelo Trindade Marques

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SALINA – Antônio Ângelo Trindade Marques.

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ago 26 2015

MASSAS SOB ENCOMENDA

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ago 26 2015

IRREGULARIDADE E INCOMPETÊNCIA

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IRREGULARIDADE E INCOMPETÊNCIA

São tantas as denúncias de irregularidades no governo do “Chefe”, que fica até difícil para o editor do Jornal do Totonho selecioná-las para que se possa dar curso às postagens. O governo do “Chefe” é tão ruim que, até é complicado estabelecer o que está errado de propósito e o gerado pela mais escandalosa incompetência. Pior, em determinados setores acontece à conjugação da falta de zelo e de respeito com falhas terríveis no processo político-administrativo pela falta de qualificação dos membros do governo incapazes de gerirem uma cidade tão complexa e em rápida transformação como Cabo Frio. No fundo, se pode concluir que Cabo Frio está mal das pernas com um governo, que nem parece que começou e antes não tivesse começado, porque é um desastre completo.

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ago 26 2015

VÍCIOS DE MODELO ANTIGO

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VÍCIOS DE MODELO ANTIGO

Quem conhece o prefeito carro velho já sabe de seus vícios de modelo antigo na praça. Lição número 1: ele não gosta de pagar. Lição número 2: ele tem prazer em gerar sofrimento e de ver o desespero do suplicante. Lição número 3: para receber tem que mostrar subserviência e as dores do suplício. Lição número 4: ele só paga se protestar em praça pública ou se enfartar. Lição número 5: prefeito carro velho tem de ir para o ferro velho.

 

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ago 26 2015

BÚZIOS EM PAUTA

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Pra fazer firula

O vereador José Márcio (PSC) aprovou projeto de lei, determinando que seja dada publicidade ao cardápio da merenda escolar da rede pública municipal de educação. Ora, é uma lei apenas para fazer firula para um governo, que depois de quase três anos, ainda não conseguiu entregar aos alunos o uniforme escolar. Esses projetos e indicações se tornam cada vez mais comuns na medida em que as eleições vão se aproximando.

Irregularidade e Incompetência

O governo do “doutor” André Granado (PSC) pode ser definido, especialmente no campo da educação pública, pela conjugação de irregularidade e incompetência. Após quase três anos a administração do “doutor” André parece não ter começado e sua rejeição é tamanha, que corre o risco de nas eleições municipais de 2016 não conseguir polarizar com Mirinho Braga (PDT). A herança que vai deixar para Búzios é muito pesada.

O objetivo é eleitoral

Indicações, moções de aplausos, títulos de cidadão são as tarefas, que os nobres vereadores executam com mais frequência e ao que parece com grande prazer. Na maior parte dos casos tem função única e exclusivamente eleitoral e os homenageados são escolhidos de acordo com a necessidade de votos em uma determinada família, localidade e bairro, do vereador. O resto é mesmo a mais pura conversa fiada.

Imagem melhor

A Câmara de Búzios, mesmo com a saraivada de críticas que recebe, tem uma imagem junto à sociedade civil organizada melhor que a Câmara de Vereadores de Cabo Frio, que recebeu da população o apelido de “Câmara do Silêncio”. Ora, os vereadores cabofrienses tem se mantido omissos e calados diante das profundas irregularidades que ocorrem na administração do prefeito Alair Francisco (PP).

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Pode dar Búzios!

Continua a campanha para trazer para Búzios as competições de vela olímpica. A experiência na Baia de Guanabara, realizada a semana passada, não foi boa, em função do excesso de lixo, além de um problema a mais, a necessidade de interrupção dos voos no Aeroporto Santos Dumont, durante certo período. Búzios pode ganhar à parada!

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Janio defende a vela olímpica, em Búzios.

O deputado Janio Mendes (PDT) comprou uma boa briga, no Rio de Janeiro, dentro da Assembleia Legislativa, em defesa da realização em Búzios das competições de vela, nas olimpíadas, em 2016. O deputado enfrenta o lobby da prefeitura do Rio de Janeiro, liderada pelo prefeito Eduardo Paes, que não quer abrir mão de receber todas as competições, sem exceção.

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ago 26 2015

ATELIÊ DE MODA THEREZA CECÍLIA

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ago 26 2015

RAPIDINHAS DO JORNAL DO TOTONHO.

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Os “Especialistas”

Os “especialistas” entrevistados pelas emissoras de rádio e televisão, na área de economia e das relações de trabalho são sempre ligados aos patrões. São raros aqueles que expressam os pontos de vista dos trabalhadores.

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Caravana da Esperança

A Caravana da Esperança, articulada pelo deputado Janio Mendes (PDT), teve o “pontapé inicial”, na zona rural. O deputado cabofriense pretende percorrer toda a Região dos Lagos e algumas cidades do interior fluminense onde fez campanha.

TAZ-MUREB

Referência

Depois de toda a confusão gerada pelo protesto pacífico e a prisão arbitrária da rapper Taz Mureb, a cantora virou referência de cidadania, na área cultural, não apenas em Cabo Frio, mas de toda a Região dos Lagos.

O Califa Sunita

Um determinado prefeito da Região dos Lagos comporta-se como verdadeiro sheik do petróleo ou mesmo um califa, que preza nas relações interfamiliares a religião muçulmana, de preferência de linha sunita. Bobeou e ele implanta o Estado Islâmico.

Arroz de Terceira

O professor José Américo Trindade, o Babade, referência do “partidão” (PCB), em Cabo Frio quer, mas não consegue se aposentar: o velho comunista está cansado. O Ibascaf, que deveria estar nas mãos dos servidores, está mais quebrado, que arroz de terceira.

FLASH

Aposentadoria Flash

Enquanto muitos servidores municipais querem se aposentar e não conseguem, o “Chefe” chegou a se aposentar, através de um “processo flash”, em apenas 24 horas, sem nunca ter sido servidor público. A justiça colocou as coisas em seu devido lugar e cassou a moleza.

Pensão Vitalícia

Quando o “Chefe” terminou o seu primeiro mandato como prefeito, tentou passar na câmara de vereadores o projeto de pensão vitalícia para ex-prefeito. Quase colou. Extremamente impopular, a população se rebelou e o projeto foi retirado e devidamente engavetado.

Cara Feia

O ex-prefeito Marquinho Mendes (PMDB) não fez cara boa ao pronunciamento do presidente da ALERJ e do seu partido, Jorge Piciani, que veio a São Pedro da Aldeia prestigiar a filiação do prefeito Cláudio Chumbinho ao PMDB. Picciani disse que tentou unir Janio e Marquinho, não conseguiu e vai caber ao povo escolher.

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Aliança & Obras

O prefeito aldeense há muito namorava e noivava com o PMDB de Cabral, Piciani e Pezão, a quem apoiou na eleição de 2014. A saída de Cláudio Chumbinho do PT estava sacramentada, restava saber se iria para o PDT ou o PMDB: Chumbinho apostou na continuação das obras do governo do estado, no município.

Péssima Impressão

A atuação do 25º BPM em Cabo Frio precisa ser repensada e reciclada. Os últimos acontecimentos envolvendo a corporação na repressão a movimentos sociais e a truculência no trato com os ocupantes da praça em frente à prefeitura deixaram péssima impressão.

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ago 26 2015

JORNAL NÁUTICO CONVÉS

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ago 26 2015

NOMADE ARTES GRÁFICAS

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ago 26 2015

A METAMORFOSE – Luis Fernando Veríssimo

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Luís Fernando Veríssimo

A METAMORFOSE

Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ella quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”

Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.

Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões ! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.

Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois , mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.

Kafka não significa nada para as baratas…

 

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ago 26 2015

ROYALTIES – NÃO VENDA MEU FUTURO!

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ago 26 2015

CICLO DE PALESTRAS: CABO FRIO 400 ANOS.

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ago 25 2015

ALGUÉM PODE EXPLICAR?

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ALGUÉM PODE EXPLICAR?

O “governo sereníssimo” não sabe mesmo o significado da palavra dignidade. Quem sabe algum intelectual de nossa cidade pode, com infinita paciência (o pessoal do governo é duro de entender) explicar devagar e direitinho o significado de tão augusta palavra, que tem sido usada “a torto e a direito” pelo governo, que atualmente ocupa a prefeitura municipal de Cabo Frio? Não custa nada tentar.

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ago 25 2015

BANDO DE ZUMBIS

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BANDO DE ZUMBIS

Na prática, o “governo sereníssimo” acabou, se é que chegou a começar. Os mais apressadinhos estão pulando da canoa furada. Quem vai ficar? Aqueles que não têm competência e muito menos voto: é a turma que não tem nada a oferecer no campo administrativo e no eleitoral. Com outras palavras, ninguém os quer. Ao sair do governo vão ficar por aí zanzando como um bando de zumbis.

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