abr 19 2017

O SOL, A CAFONICE E O COLONIALISMO CULTURAL – Luiz Antônio N.Guia.

Published by at 5:05 under Jornalismo

CRO_E_POE_VERDE

Alguém pode explicar por que os bancos das praças de Cabo Frio são colocados fora da área de sombra das árvores, que são poucas? Alguma explicação botânica? Talvez a necessidade de martírio numa época de aquecimento global? Será a forma que as autoridades encontraram para disseminar a vitamina D, sem investimentos na saúde pública, em profunda penúria?

Ora, ora, tudo é possível, inclusive a falta de traquejo de arquitetos e engenheiros, tão habituados em desenhar e construir shoppings e áreas de lazer fechadas em prédios para a alta classe média: na Praça Porto Rocha, no centro, erraram até nas medidas dos bancos. Não há cristão que por ali se abolete com conforto.

É só espichar o olhar pra cima e se dar conta que os conceitos arquitetônicos levam muito pouco em conta a realidade local como a incidência de sol, luminosidade, ventos e tantas outras características. Tornam a cidade mais quente e a conta de luz salgada, quando bastava respeitar a natureza, mulher cheia de sábios caprichos, a quem devemos procurar agradar sob pena de rebeliões e infortúnios.

O colonialismo cultural, percebido em todos os cantos da orla da Praia do Forte e do centro, espalha cafonice. Atrai a pretensa elite, a empinar o nariz pelos “falsos brilhantes” dos prédios com fachadas espelhadas e nomes pretensamente pomposos, com expressões em inglês e francês, embora mal saiba falar e escrever a própria língua.

TOTONHO-CHARME

 Luiz Antônio N.Guia.


No responses yet

Comments RSS

Deixe uma resposta