mai 19 2017

ÁFRICAS 2017.

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mai 19 2017

JANIO RECEBEU O TÍTULO DE CIDADÃO ALDEENSE.

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O deputado Janio Mendes (PDT) recebeu o título de Cidadão Aldeense das mãos do vereador Ediel. A data é da maior importância, com o município de São Pedro da Aldeia comemorando 400 anos.

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“É com imensa alegria, que registro no aniversário de 400 anos de São Pedro, o meu encontro com a vereadora Claudinha. O mandato da vereadora Claudinha, é a mais legítima representação da luta por liberdade, igualdade e justiça em nossa região. Neta de João Baptista, traz em suas veias o sangue de Entertela, Jardilina, Rosa Geralda e tantas outras mulheres descendentes de Quilombos, remanescentes da Fazenda Campos Novos, que povoaram Baía Formosa, Rasa, Botafogo, São Jacinto e São Matheus e que nunca fugiram a luta. A luta política de seu avô Baptista e seu pai Gregório, que por diversas vezes tentaram uma cadeira no legislativo de Cabo Frio, se vê representada com toda a legitimidade e autoridade, através de seu mandato na Câmara de São Pedro da Aldeia. Registro no evento o entusiasmo e sorriso de Anginha e Alcina, respectivamente mãe e tia da Claudinha, com razões de sobra para orgulharem-se do mandato exercido pela vereadora. A família Baptista, o meu agradecimento pelo convívio sempre amigo e harmonioso e o incentivo que o Seu Baptista me deu para o engajamento na política, durante 25 anos de vida pública, fui a voz dos Baptistas e hoje tenho a alegria e orgulho de dizer que o mandato da Claudinha dá voz aos sonhos e ideais de uma família honrada, digna e trabalhadora que nunca fugiu a luta por justiça e liberdade.


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mai 19 2017

1ª MOSTRA QUINTAL DE TEATRO

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mai 19 2017

TEMER A EMPRESÁRIOS: ESTOU FAZENDO O QUE ME PEDIRAM. AGORA, VÃO ME LARGAR? – Leonardo Sakamoto

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TEMER

Foto: Allan Marques.

TEMER A EMPRESÁRIOS: ESTOU FAZENDO O QUE ME PEDIRAM. AGORA, VÃO ME LARGAR?

Leonardo Sakamoto

”Todo um imenso esforço de retirar o país de sua maior recessão pode se tornar inútil. E nós não podemos jogar no lixo da história tanto trabalho feito em prol do país”, disse Michel Temer, em seu pronunciamento, na tarde desta quinta (18), em que atestou que não renunciaria.

Joesley Batista, dono do JBS, apresentou gravações que provariam que Temer pediu ajuda para a compra do silêncio do ex-deputado e, hoje, homem-bomba Eduardo Cunha. Também mostram Temer conversar com ele sobre tráfico de influência e ”venda” de favores à JBS.

Foi um recado direto para uma parcela do grande empresariado nacional e do mercado, que apoiaram sua condução à Presidência da República. Portanto, também poderia ter sido dito de outra forma:

”Eu estou fazendo o que me pediram para fazer. Agora, vão me largar? Olha, que pode ser ruim comigo, mas é pior sem mim.”

A missão de Temer contou com dois objetivos claros: ”Combater a crise econômica jogando a fatura para longe do colo dos mais ricos” e ”Aproveitar a crise para reduzir o Estado – não na parte que garante subsídios, desonerações e isenções de impostos sobre lucros e dividendos, o que beneficia aos ricos, mas reduzindo a parte que atende às necessidades da xepa humilde”.

Acuado por denúncias de corrupção envolvendo a ele, sua equipe e sua base de apoio, Michel Temer colocou seus aliados para apressar as ditas reformas estruturais assim que substituiu Dilma Rousseff. Quis mostrar que podia ser útil a quem o ajudou a chegar ao poder. Patos Amarelos que não se incomodam tanto com a corrupção desde que a missão seja cumprida. Até porque, pelo que mostram as delações, tem muito Pato Amarelo com lama até o bico.

Daí, veio o show de horrores: PEC do Teto dos Gastos (impedindo o crescimento do investimento para a melhoria do serviço público por 20 anos e afetando áreas como educação e saúde), Reforma da Previdência (em que trabalhadores pobres serão afetados, seja pelo aumento do tempo de contribuição mínimo para 25 anos, seja pelo aumento na idade mínima para obter o auxílio a idosos pobres), Reforma Trabalhista (que pode reduzir a proteção à saúde e à segurança do trabalhador) e a Lei da Terceirização Ampla (precarizando trabalhadores  e impondo a eles perdas salariais e aumentos de jornadas), entre outros.

ATO

Foto: Leonardo Sakamoto.

A Constituição Federal de 1988 prevê que se busque a qualidade de vida de todos, pobres e ricos, e nada diz sobre reduzir direitos do primeiro grupo em nome de privilégios do segundo. As reformas, do jeito que estão propostas, querem exatamente reescrever a Constituição para mudar o que muitos chamam de ”erro” dos constituintes pós-ditadura.

O grupo que esperava ver o blockbuster ”Querida, encolhi o Estado”, com Michel Temer no papel que era de Rick Moranis, está se frustrando com o tamanho dos problemas que o protagonista e os coadjuvantes trouxeram para o andamento do roteiro. As gravações em áudio seriam, ao que tudo indica, a gota d’água para esse grupo social decida trocar o elenco. Sem desistir, é claro, de sua peça – afinal, apenas um governo que não foi eleito e que não pretende ser reeleito e aceita ser impopular pode fazer as mudanças que Temer faz.

Nesse cenário, o poeta da mesóclise pode estar com os dias contados. Mas é difícil imaginar que o roteiro das reformas terá um final feliz para os mais vulneráveis sem, antes, muita pressão popular. Porque está cheio de ator canastrão louco para entrar em cena e agradar aos patrocinadores.

 LEONARDO_SAKAMOTO

Leonardo Sakamoto.


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mai 19 2017

HAVANA VELHA – Lula Espírito Santo.

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mai 19 2017

QUEBRANTO – José Sette.

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mai 19 2017

ÂNGELA MARIA E AS CANÇÕES DE ROBERTO CARLOS.

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mai 19 2017

15ª SEMANA DE MUSEUS – 15/21 MAIO.

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mai 19 2017

TESTAMENTO DO BRASIL – Paulo Mendes Campos.

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Amigos da vida inteira: Fernando Sabino, Hélio Pellegrino, Paulo Mendes Campos e Otto Lara Resende.

TESTAMENTO DO BRASIL

Paulo Mendes Campos

Que já se faça a partilha.

Só de quem nada possui nada de nada terei.

Que seja aberto na praia, não na sala do notário, o testamento de todos.

Quero de Belo Horizonte esse píncaro mais áspero, onde fiquei sem consolo, mas onde floriu por milagre no recôncavo da brenha a campânula azulada.

De São João del-Rei só quero as palmeiras esculpidas na matriz de São Francisco.

Da Zona da Mata quero o Ford envolto em poeira por esse Brasil precário dos anos vinte (ou twenties), quando o trompete de jazz ruborizava a aurora cor de cinza de Chicago. Do Alto do Rio Negro quero só a solidão compacta como o cristal, quero o índio rodeando o motor do Catalina, quero a pedra onde não pude dormir à beira do rio, pensando em nós-brasileiros – entrelaçados destinos – como contas carcomidas de um rosário de martírios.

De Lagoa Santa quero o roxo da Sexta-feira, quero a treva da ladeira, os brandões da noite acesa, quero o grotão dos cajus, onde surgiu uma vez no breu da noite mineira uma alma doutro mundo.

Da porta pobre da venda de todos os povoados quero o silêncio pesado do lavrador sem trabalho, quero a quietude das mãos como se fossem de argila no balcão engordurado.

Ainda quero da vila ira que se condensa, dor imóvel e dura como um coágulo no sangue.

Da Fazenda do Rosário quero o mais árido olhar das crianças retardadas, quero o grito compulsivo dos loucos, fogo-pagô de entardecer calcinado, a névoa seca e o não, o não da névoa e o nada.

Da cidade da Bahia quero os pretos pobres todos, quero os brancos pobres todos, quero os pasmos tardos todos.

Do meu Rio São Francisco quero a dor do barranqueiro, quero as feridas do corpo, quero a verdade do rio, quero o remorso do vale, quero os leprosos famosos, escrofulosos famintos, quero roer como o rio o barro do desespero.

Dos mocambos do Recife quero as figuras mais tristes, curvadas mal nasce o dia em um inferno de lama.

Quero de Olinda as brisas, brisas leves, brisas livres, ou como se quer um sol ou a moeda de ouro quero a fome do Nordeste, toda a fome do Nordeste.

Das tardes do Brasil quero, quero o terror da quietude, quero a vaca, o boi, o burro no presépio do menino que não chegou a nascer.

Dos domingos cor de cal quero aquele som de flauta tão brasileiro, tão triste.

De Ouro Preto o que eu quero são as velhinhas beatas e a água do chafariz onde um homem se dobrou para beber e sentiu a pobreza do Brasil.

Do Sul, o homem do campo, matéria-prima da terra, o homem que se transforma em cereal, vinho e carne.
Do Rio quero as favelas, a morte que mora nelas.

De São Paulo quero apenas a banda podre da fruta, as chagas do Tietê, o livro de Carolina. Do noturno nacional quero a valsa merencórea com o céu estrelejado, quero a lua cor de prata com saudades da mulata das grandes fomes de amor.

Do litoral feito luz quero a rude paciência do pescador alugado.

Da aurora do Brasil – bezerra parida em dor – apesar de tudo, quero a violência do parto (meu vagido de esperança).


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mai 19 2017

JORNAL DO TOTONHO

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mai 18 2017

EDITORIAL – TEMER CAIU! É HORA DE ELEIÇÕES GERAIS!

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TEMER

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Ministros do governo Michel Temer - Brasília - DF 12/05/2016

TEMER CAIU! É HORA DE ELEIÇÕES GERAIS!

O Jornal do Totonho, como grande parte dos brasileiros não se surpreende com as graves denúncias, envolvendo o golpista Michel Temer, em corrupção e na sistemática tentativa de encobri-la, junto com Cunha e Aécio.

É hora de defender a democracia e a liberdade de expressão em todos os seus aspectos, sem recuar jamais nos direitos do povo brasileiro, que tem sido solapados por aqueles que traem cotidianamente a Nação.

É o momento de eleições gerais, inteiramente livres e diretas como meio para superar a crise em que o país está afundado e para que a vontade da população brasileira seja absolutamente respeitada.

Jornal do Totonho: É uma sorte para Cabo Frio e toda a Região dos Lagos, que nada desses conluios de corrupção, chantagens, grana pra lá e pra cá aconteçam por aqui. Ao que parece somos um verdadeiro oásis dentro do país. Não é? Benza Deus!


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mai 18 2017

BABÁ DO MICHELZINHO NA FOLHA DE PAGAMENTOS

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mai 18 2017

VOVÔ BIBIU – 25% NA REDUÇÃO DO PAGAMENTO DE ICMS.

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Rearrumação da casa?

A possível saída, a pedido, de Laura Barreto da secretaria de educação, em agosto, provoca uma readequação do secretariado. Alessandro Teixeira pode ser deslocado para a educação e o coordenador de projetos, Paulo Cotias para a ciência e tecnologia. A área não é fácil de ser gerida, exige muita capacidade política.

Lei de Janio: mais emprego!

JANIO-DISCURSO-ALERJ

Bares e restaurantes de todo o estado terão redução de 25% no pagamento do ICMS através de Lei aprovada por Janio Mendes (PDT), na Assembleia Legislativa. Em momento de recessão a Lei de Janio, como está sendo chamada, contribui para desoneração fiscal e aumento dos níveis de emprego.

Enxugando gelo!

Todo dia, sem exceção, a mídia impressa e digital publica que a polícia apreendeu tanta quantidade de drogas e posta àquelas tradicionais fotos, muitas vezes com os briosos soldados fazendo pose. Será que não tem ninguém para explicar, que esse processo não acaba nunca? Ou é feito para não acabar mesmo?

Que tal?

Quando alguém do governo Marquinhos Mendes (PMDB) vai se dar ao trabalho de explicar ao distinto público como funciona o sistema de cobrança e prestação de contas dos estacionamentos públicos? Podia começar pelas áreas do Peró, Conchas e Ilha do Japonês. Que tal?

Prestação de contas.

Algumas “eminências pardas” do governo Marquinhos Mendes (PMDB) parecem se julgar acima do bem e do mal quando tem que prestar contas a população. Ora, alguém no governo tem explicar a essas figuras que é obrigação e que esse papo de transparência está na Lei.

Demagogia pra lá de barata.

O deputado Paulo Ramos (PSOL) é mestre em se aproveitar de desejos emancipacionistas justificados ou não para tentar arrumar uns votinhos que ajudem a sua reeleição. Fez o mesmo trabalho em Unamar e agora desembarcou em Maria Joaquina. Esqueceu de explicar o assunto à população de Cabo Frio.

Reeleição complicada.

O problema do deputado é que a reeleição está difícil pra ele, que sempre se elegeu buscando votinhos de militares aposentados. Acontece que o espaço vem sendo ocupado por outros como Daciolo e a família Bolsonaro. Daí a “preocupação” com Maria Joaquina.

A mais pura enrolação.

Sempre que os problemas se avolumam no município os prefeitos da Região dos Lagos costumam dar um passeio em Brasília. Alegam que estão buscando recursos financeiros para suas cidades. Tiram meia dúzia de fotos com deputados, ministros e voltam pra cá do mesmo jeito que foram. Uma vergonha!

Resta o ridículo.

ALAIR-SOZINHO

Resta o ridículo de fotos com ternos de ontem e gravatas, que parecem toalhas de mesa. O totem foi o prefeito de Cabo Frio, Alair Corrêa (PP) que tirou uma foto “discursando” para o plenário inteiramente vazio da câmara de deputados federais. Esqueceram de avisar ao fotógrafo: hilário!

“Professor” e “Aluno” se completam.

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Momento semelhante viveu o “aluno” Marquinhos Mendes (PMDB), que foi ao regabofe oferecido com dinheiro público por Michel Temer (PMDB), mas no dia seguinte “esqueceu” de ir à câmara federal votar. Nem sempre “esqueceu”. Votou direitinho as “pautas bombas” de Eduardo Cunha (PMDB).


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mai 18 2017

SEMINÁRIO – ÁFRICAS 2017.

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mai 18 2017

CABO FRIO – 400 ANOS DE HISTÓRIA – 1615/2015.

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mai 18 2017

PESCADORES DO ATLÂNTICO – Antônio Ângelo Trindade Marques.

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mai 18 2017

PÔR DO SOL MUSICAL EM BARRA DE SÃO JOÃO

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IVAN_MORINI

Ivan Morini

SARAH_DHY

Sarah Dhy

RESTAURANTE

Caiçara Restaurante

PÔR DO SOL MUSICAL EM BARRA DE SÃO JOÃO

Uma alternativa para quem deseja momentos de paz e alegria. Árvores centenárias na beira do Rio São João, cenário perfeito para desfrutar da boa música e apreciar o pôr do sol deslumbrante. Impossível não se apaixonar pela paisagem envolvente e acolhedora que fica há poucos quilômetros de Búzios e Cabo Frio. O Pôr do Sol Musical acontece neste sábado, dia 20 de maio, a partir das 15h30, à Beira Rio, com o pianista Ivan Morini e a cantora e musicista Sarah Dhy. O projeto, aberto ao público, é realizado pelo Caiçara Restaurante, as margens do Rio São João em Barra de São João (Distrito de Casimiro de Abreu). Amantes da natureza e apreciadores da boa gastronomia caiçara se reúnem para saudar o pôr do sol. Da Beira Rio é possível avistar o imponente Morro São João, com 800 metros de altitude. Um extinto vulcão com matas, grutas, e cachoeiras, e que abriga diversas espécies da fauna e da flora típicas da Mata Atlântica. ​ O Restaurante está instalado em um casario antigo e oferece pratos a base de peixes, frutos do mar, crustáceos, além de petiscos e drinks especiais. Rua Andrade e Silva 1.316, tel. tel. (22) 2774-5248.


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mai 18 2017

CADERNO DE BÚZIOS

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BBB

Muniz fazendo escola?

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Carlos Alberto Muniz está fazendo escola. Henrique Gomes anda meio cabisbaixo. Sem voz de comando no governo, tem sido o assunto predileto dos assessores de Andre Granado, pois a ordem geral é analisar, com muito critério, todos os pedidos vindo do gabinete do vice prefeito.

Arrumação para ganhar a eleição.

Durante o primeiro mandato de André Granado a relação com o vice-prefeito Muniz foi tão ruim, que caracterizou uma completa dissociação política e também pessoal. Foi apenas uma arrumação para ganhar a eleição e nada mais.

Difícil relação com os secretários.

HENRIQUE_GOMES_2

Gomes que estava acostumado a participar das principais decisões no Município, tem enfrentado dificuldades no ninho que ele criou. Não consegue resolver quase nada, raramente, consegue ser atendido pelos secretários.

Ganhou a eleição, mas perdeu o poder.

Constrangidos, os amigos estão comentando que Gomes virou figura decorativa dentro do governo. Ainda esta participando das reuniões feitas nas grandes mesas, mas já foi excluído, faz tempo, daquelas feitas em pequenos lugares, com pessoas escolhidas a dedo pelo Granado. Ou seja: ganhou a eleição e perdeu o poder.

A água está fervendo.

O vice-prefeito Henrique Gomes, o representante do vice-governador Francisco Dornelles (PP), na Região dos Lagos, não é homem de ficar calado e ver seu espaço político diminuir. Vai estrilar na hora que considerar certa.

Reeleição difícil

O deputado Paulo Ramos (PSOL) está investindo pesado na ideia de anexação de Maria Joaquina a Búzios. O deputado tenta caçar na região os votos, que anda perdendo para a Família Bolsonaro e para o bombeiro Daciollo. A reeleição é muito difícil para o deputado.

Defesa de direitos

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Mirinho Braga (PDT) é o único político de Búzios a fazer defesa incisiva dos direitos dos trabalhadores na questão das reformas da previdência e trabalhista. Se fosse ano eleitoral teria muita gente fazendo discurso e “correndo para a galera”. É preciso ter responsabilidade.

 


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mai 18 2017

CAFETERIA PIAZZA NAVONA RECEBE PRÊMIO ÊXITO 2016.

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CAFETERIA PIAZZA NAVONA RECEBE PRÊMIO ÊXITO 2016.

Nesta quinta (18/5), às 19h30, empresas que se destacaram em seus segmentos serão homenageadas no Teatro Municipal Dr. Átila Costa e receberão o Prêmio Êxito São Pedro da Aldeia 400 Anos. A Cafeteria Piazza Navona foi escolhida pelo público através de pesquisa realizada no período de 13 a 24 de novembro de 2016. A pesquisa quantitativa teve o objetivo de avaliar os serviços oferecidos à população. Foram ouvidas 890 pessoas em entrevistas feitas pela equipe de campo do Instituto Êxito, que utilizaram questionários estruturados e padronizados. Mais que uma premiação é um reconhecimento que contribuiu com a melhoria contínua na gestão das micro e pequenas empresas da cidade. Os quesitos avaliados foram: qualidade, atendimento, marketing, tradição, preço e custo-benefício do produto ou trabalho oferecido.

O nome da Cafeteria remete ao glamour e a efervescência cultural de uma das mais famosas praças de Roma, a Piazza Navona. A Cafeteria Piazza Navona fica em Cabo Frio (no Shopping Park Lagos) e em São Pedro da Aldeia (na Loja Havan).


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mai 18 2017

PREVIDÊNCIA: COM A FÉ EM DEUS E O PÉ NA COVA. Mauro Santayana

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Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul): colunista político do Jornal do Brasil, jornalista Mauro Santayana durante debate sobre debate os desafios e perspectivas para a América do Sul, relacionados a crise, estado e desenvolvimen

Com a substituição da CLT pela CPPT – a Consolidação dos Privilégios de Previdência e Trabalho, o Brasil vai cumprindo, pouco a pouco, o ideal clássico e fascista de sua transformação em uma pseudo Nova Roma.

A invasão do parlamento por carcereiros, mostra o empenho de certos estratos da plutocracia de não ficar de fora do trem da alegria previdenciário que, covardemente, o sistema assegura aos servidores armados do estado e aos ligados ao poder de “justiça”, ambos já beneficiados por altíssimos salários e toda classe de benesses, e continuará negando cada vez mais aos cidadãos comuns, de segunda classe, aprofundando a falta de isonomia e a desiguladade de destino que caracteriza, desde o nascimento, a sociedade brasileira.

Daqui pra frente, estaremos cada vez mais divididos, quanto ao futuro e às condições de vida, entre os centuriões, os acusadores e os juízes, a plebe e os servos feudais dos sonhos do Deputado Nilson Leitão, do PSDB do Mato Grosso, que, trabalhando por até 12 horas por 24, 18 dias ininterruptos, em troca apenas de teto e comida, serão rapidamente reduzidos à condição de escravos, sendo expulsos dos limites da propriedade quando seus braços já não aguentarem o batente, rumo à miséria ou ao cemitério.

CAVEIRA

Se tivessem um mínimo de corência e vergonha, os deputados e senadores que estão aprovando essa reforma deveriam renunciar às suas aposentadorias, abraçando e adotando, para si mesmos, o modelo que pretendem impor à maioria dos brasileiros, que poderíamos chamar, “tout court”, de FÉ EM DEUS E PÉ NA COVA.

Enquanto isso, a mídia que serve ao governo, bate, “didaticamente”, ao modo do professsor Goebbels, e dos técnicos do Ministério da Verdade de “1984″, nos dados do déficit da Previdência, negando-se deliberamente a informar à população que a maior parte da sangria do orçamento público é causada pelos juros mais altos do mundo, pagos a bancos particulares que lucram bilhões de reais – confiram os balanços e os jurômetros – por trimestre, em um país mergulhado no caos institucional, na paralisia e sucateamento – quando não na simples entrega aos estrangeiros, a preço de banana, – de obras e projetos importantíssimos, e no desemprego.


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mai 18 2017

MENSAGENS A FERNANDO SABINO – Hélio Pellegrino.

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Amigos da vida inteira: Fernando Sabino, Hélio Pellegrino, Paulo Mendes Campos e Otto Lara Resende.

MENSAGENS A FERNANDO SABINO

Hélio Pellegrino

Na juventude, já grande amigo do escritor Fernando Sabino, Hélio Pellegrino lhe escreveu a seguinte mensagem:

“O homem, quando jovem, é só, apesar de suas múltiplas experiências. Ele pretende, nessa época, conformar a realidade com suas mãos, servindo-se dela, pois acredita que, ganhando o mundo, conseguirá ganhar a si próprio. Acontece, entretanto, que nascemos para o encontro com o outro, e não o seu domínio. Encontrá-lo é perdê-lo, é contemplá-lo em sua liberrérima existência, é respeitá-lo e amá-lo na sua total e gratuita inutilidade. O começo da sabedoria consiste em perceber que temos e teremos as mãos vazias, na medida em que tenhamos ganho ou pretendamos ganhar o mundo. Neste momento, a solidão nos atravessa como um dardo. É meio-dia em nossa vida, e a face do outro nos contempla como um enigma. Feliz daquele que, ao meio-dia, se percebe em plena treva, pobre e nu. Este é o preço do encontro, do possível encontro com o outro. A construção de tal possibilidade passa a ser, desde então, o trabalho do homem que merece seu nome.”

Muitos anos depois, quando completava 60 anos, Hélio reformulou o que havia escrito para Sabino, com muito humor:

“Quando você faz 20 anos está de manhã olhando o sol do meio dia. Aos 60 são seis e meia da tarde e você olha a boca da noite. Mas a noite também tem seus direitos. Esses 60 anos valeram a pena. Investi na amizade, no capital erótico, e não me arrependo. A salvação está em você se dar, se aplicar aos outros. A única coisa não perdoável é não fazer. É preciso vencer esse encaramujamento narcísico, essa tendência à uteração, ao suicídio. Ser curioso. Você só se conhece conhecendo o mundo. Somos um fio nesse imenso tapete cósmico. Mas haja saco!”


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mai 18 2017

15ª SEMANA DE MUSEUS

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mai 18 2017

JORNAL DO TOTONHO

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mai 17 2017

EDITORIAL – SOBRE O CANSAÇO.

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O exercício de produzir diariamente o Jornal do Totonho, mais um blog em meio a tantos milhões de outros, que nasceram dessas novas ferramentas do mundo digital, é mesmo assim exaustivo. Alguns dias mais um pouco. Esse é um deles.

Os leitores me perdoem a incúria e aqui e ali os esparadrapos e remendos nos textos. São, entretanto, os meios que encontrei no emaranhado de ideias pouco claras e sonolentas, para expressar a incapacidade de elaborar algo mais precioso ou interessante para o editorial.

Acredito que parte do cansaço se deve o repetir, quase como um mantra, as mazelas do dia-a-dia do cotidiano político cabofriense. Contribui também a falta de talento que obriga a esforço redobrado para que os escritos saiam com o respeito que o leitor merece.

Grande e fraternal abraço!

 


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mai 17 2017

ACEITO PERMUTA!

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mai 17 2017

VOVÔ BIBIU – ALAIRZISTAS COLOCANDO A CABEÇA DE FORA.

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Maconheiro velho

A Folha dos Lagos trás a notícia que um homem, no bairro da Boca do Mato, foi autuado pela quinta vez vendendo maconha: esse deve ser das antigas. Nem os “maconheiros velhos” tem mais sossego, em Cabo Frio. Imagina na época das latas, que apareceram no mar.

Transparência

O site da Folha dos Lagos também diz que o governo federal deu nota zero em transparência para Cabo Frio. Ainda bem que esclareceu que a referência foi ao governo passado, do inoxidável Alair Corrêa (PP). Suspiramos todos aliviados. Não é?

Consciência & Fiscalização

O serviço de táxis em Cabo Frio apresenta inúmeros problemas, o que requer consciência dos taxistas e fiscalização da prefeitura, mas também tem sua “ilha de excelência”, que é a cooperativa ‘rádio táxi, que se destaca pelo bom atendimento ao público.

Janio no Filosoface

JANIO-FOTO   

O deputado Janio Mendes (PDT) vai ser o entrevistado do Programa Filosoface, dirigido pelo professor Moisés Oliveira. A entrevista acontece dia 22. O deputado vai explicar sua atuação na Assembleia Legislativa, falando sobre seus principais projetos e como eles beneficiam a comunidade.

Alairzistas colocando a cabeça de fora.

Os “alairzistas” estão colocando a cabeça de fora e fazendo críticas ao governo de Marquinhos. Os dois, Alair e Marquinhos, tem medo que a população finalmente perceba que a oposição ao modelo estabelecido, em 1996, não possa vir de dentro dele e de seus filhotes.

Troca-troca para nada mudar.

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O que os dois, Alair e Marquinhos querem é manter a política na cidade sob controle. Enquanto um está no governo o outro fica na oposição e vão se revezando, sem mudar nada na essência, chamando o povo de otário.

Adriano, oposição frontal?

Liberaram a candidatura de Adriano Moreno (REDE) como se fosse oposição frontal a Alair com o objetivo de impedir o crescimento da candidatura de Janio e conseguiram com tanto sucesso, que ficaram em 2º lugar. Foram ajudados, é claro, pelos erros cometidos pelo candidato do PDT, na formatação das alianças.

Portanto ….

O candidato da Rede foi eleito vereador pelo PP e tem história, inclusive familiar, de longa relação com Alair. Nomeou muita gente no governo, inclusive o secretário de saúde e a sua vice foi colocada pelo próprio Alair. Todos os apoiadores mais importantes e imediatos foram secretários e ocuparam altos cargos comissionados no governo de Alair. Portanto …

Oposição de araque.

ADRIANO-ALAIR

O próprio candidato enquanto vereador não fez nenhuma oposição de monta, votando direitinho como o “patrão” ou “chefe” mandava. Teve a coragem de votar pela redução dos orçamentos da educação e saúde públicas. Com um currículo desses, como se apresentar como oposição? Só em Cabo Frio mesmo.

Surfou na rejeição aos políticos.

Aproveitando a onda do repúdio aos políticos se apresentou espertamente como “não político” e surfou na onda da rejeição. Como se apresentar como “não político” se era vereador, participou do governo de Alair e se apresentou como candidato a prefeito?


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mai 17 2017

CORES DO NASCENTE – Antônio José Christovão Pinto.

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CORES

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mai 17 2017

AO RESPONDER A LULA O MP CONTINUA FAZENDO, ÓBVIA E DESPUDORADAMENTE, POLÍTICA. – Mauro Santayana.

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Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul): colunista político do Jornal do Brasil, jornalista Mauro Santayana durante debate sobre debate os desafios e perspectivas para a América do Sul, relacionados a crise, estado e desenvolvimen

Homem que construiu sua trajetória com a retórica necessária a falar, desde os tempos de liderança sindical, a multidões, Lula voltou a fazer uso de seu particular estilo oratório em um encontro partidário em São Paulo, na presença de várias lideranças do PT e do ex-presidente uruguaio, Pepe Mujica.

LULA-MUJICA

Em um país em que – pelo menos por enquanto, existe – teoricamente -liberdade de expressão, e a mentira e a calúnia grassam impune e grosseiramente na internet, pelo menos desde 2013, engordando o crescente ódio e a hipocrisia nacionais, sem resposta à altura – nem política, nem jurídica – de seu próprio partido e de sua militância – vide a ausência de defesa de Lula nas redes sociais contra os ataques que tem recebido com relação ao tema de que trata este artigo – o ex-presidente da República fez uso amplo de suas costumeiras expressões e trejeitos.

Chamou a atenção para a inexistência de provas cabíveis contra ele, e para a sucessão de tentativas de incriminá-lo, como forma de impedir que venha a se candidatar em 2018, e lembrou que poderia “mandar” prender quem o está acusando injustamente agora, no futuro, obviamente referindo-se à possibilidade que – também teoricamente – está assegurada por lei, de caluniados processarem seus caluniadores.

A fala de Lula ocorre no mesmo momento em que, com maciça divulgação de certa parcela da mídia, pela enésima vez se apresenta mais uma acusação contra ele, desta vez feita por um gigante moral da estatura do ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, na base do disse que me disse, de que se teria pedido 133 milhões de dólares para o PT em negociatas envolvendo a Sete Brasil.

Ora, não seria o caso de se perguntar – se Duque tinha essa informação – por que não a repassou antes, e preferiu ficar o tempo que passou na cadeia e aceitar ser condenado a 57 anos de prisão quando poderia ter feito essa denúncia logo que foi preso, e resolver de início o imbróglio político-jurídico em que está metido?

Por que – como ocorre costumeiramente com a Lava Jato – as provas que Duque diz possuir, não foram apresentadas no ato da própria denúncia desta semana – no âmbito do que se está chamando, ultimamente, no dicionário político, segundo novo termo cunhado por velha raposa paulista, de “extorsão premiada”?

Ainda que comprovada a denúncia, como assegurar que o nome do presidente da República não foi usado por quem pediu o dinheiro sem o seu consentimento?

Todo mundo sabe que em esquema de corrupção, quem pede a propina quase sempre fala que o pedido do dinheiro partiu de cima, normalmente de alguém a quem o corruptor não tem acesso diretamente, e que a primeira atitude de quem está fazendo a extorsão faz é exagerar o grau de intimidade com a “otoridade” que supostamente está pedindo o “favor”, para reforçar e valorizar a chantagem.

Se Lula recebeu dezenas de milhões de dólares, e aconselhou o próprio Duque, em outra ocasião, a não abrir contas no exterior – como, convenientemente, para sua narrativa, diz o próprio Duque – onde estão os recursos de que fala o narrador da vez, a quem cabe estar em destaque, nesta semana, nos meios de comunicação?

Afinal, de que vale, para um suposto corrupto, se apropriar de uma quantia como essa se não vai ou não poderá gastar esse dinheiro?

Não parece estar claro, mais uma vez, que se tentará colar no ex-presidente a mal aplicada tese, no Brasil, da Teoria do Domínio do fato, para outra condenação sem provas, o que escancararia, no caso de um pré-candidato que está à frente na maioria das pesquisas para as eleições presidenciais do ano que vem, o descarado uso de “lawfare” pela justiça brasileira?

É preciso lembrar que a Lava Jato costuma dizer que provas serão apresentadas em sequência para corroborar denúncias e depoimentos, e que, em muitos casos depois se aparece – principalmente no caso de Lula – com mirabolantes apresentações em power-point e dois ou três tickets de pedágio.

Se Lula pegou dinheiro para si mesmo, como fizeram outros acusados, como Eduardo Cunha e Sérgio Cabral, por que não adotou estilo de vida semelhante, viajando para Paris e Dubai, hospedando-se em caríssimos hotéis, gastando centenas de dólares em garrafas de vinho, pagando exclusivas aulas de tênis para Dona Marisa Letícia, comprando ou “ganhando” para ela, anéis de centenas de milhares de reais, e está sendo acusado de ter tentado comprar um triplex e possuir indiretamente um sítio mambembe – para os padrões dessa turma – em Atibaia, cheio de puxadinhos, nos dois casos propriedades que ridicularizariam o ostentatório, perdulário e mafioso cotidiano de bandidos que, em muitos casos já estão, na prática, soltos, ou só têm suas penas comutadas depois que acusam e delatam justamente Lula?

Muitos podem dizer que, passando pelo delicado momento que está vivendo, o ex-presidente deveria medir melhor suas palavras, e evitar falar de improviso, o que não é, definitivamente, seu estilo.

Seus adversários podem até discordar de suas posições, mas não podem negar que ele está fazendo o que se espera dele, considerando-se suas características pessoais e sua posição – vide novamente as pesquisas – de uma das principais lideranças políticas do país.

Assim como não se pode negar que, ao responder, por meio de um procurador, de forma pública, ao discurso feito por um dirigente partidário, pré-candidato à Presidência da República, falando em um encontro de seu partido, com a presença de convidados internacionais, o Ministério Público, ou a parte dele que está encarregada da Operação Lava Jato, prova o que até as pedras – portuguesas – dos calçadões litorâneos da orla da Zona Sul carioca e o resto do mundo, incluída a opinião pública internacional, já sabem: em certos casos, o que o MP brasileiro está fazendo nos últimos anos – contra o que determina a lei – não é justiça.

É, obvia, despudorada e rigorosamente… política.


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mai 17 2017

O ELO PARTIDO – Otto Lara Resende.

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OS-QUATRO

Amigos da vida inteira: Fernando Sabino, Hélio Pellegrino, Paulo Mendes Campos e Otto Lara Resende.

O ELO PARTIDO

Otto Lara Resende

Subitamente, não sabia mais como se ata o nó da gravata. Era como se enfrentasse uma tarefa desconhecida, com que nunca tinha tido qualquer familiaridade. Recomeçou do princípio. Uma vez, outra vez — e nada. Suspirou com desânimo e olhou atento aquele pedaço de pano dependurado no seu pescoço. Vagarosamente, tentou dar a primeira volta — e de novo parou, o gesto sem seqüência. Viu-se no espelho, rugas e suor na testa: a mão esquerda era a direita, a mão direita era a esquerda.

— Vou descendo — anunciou a mulher, impaciente.

— Escuta — disse ele forçando o tom de brincadeira. — Como é que se dá mesmo nó em gravata?

— Engraçadinho — e a mulher saiu sem olhá-lo.

Quanto tempo durou aquela hesitação? Essa coisa familiar, corriqueira, cotidiana — dar o nó na gravata. Uns poucos segundos, um minuto, dois minutos ou mais? O tempo da ansiedade, não o do relógio. Não fazia calor, e nas costas das suas mãos começou a porejar um suor incômodo. Assim como surgiu, na mesma vertigem, passou: logo suas mãos inconscientes se organizaram e, independentes, sem comando, ataram a gravata e o puseram em condições de, irrepreensivelmente vestido, sair de casa. Ia a um jantar.

Estimulado pelo uísque, desejoso de atrair a atenção dos circunstantes, ocorreu-lhe, no meio da conversa, contar o pequeno incidente pitoresco:

— Agora mesmo, em casa. Ao me vestir. Esqueci como é que se dá o nó da gravata.

E antes que despertasse qualquer curiosidade, uma chave se torceu dentro dele. O fato insignificante deixou de ser engraçado. Uma aflição mordeu-o no íntimo. Como uma luz que se apaga. Uma advertência. Um sinal que anuncia, que espreita e ameaça.

— Essa é boa — curioso ou simplesmente gentil, um dos ouvintes procurou estimulá-lo.

Mas o ter esquecido como se dá o nó da gravata já não era apenas um incidente pitoresco. Disfarçou o próprio desconforto e, grave, interditado, sentiu a língua travada, como se esquecer como é que se ata a gravata fosse logicamente sucedido da incapacidade de contar.

Apenas um lapso, que pode acontecer com qualquer um. Tolice sem importância. E nem se lembrou mais, até que dias depois, achando graça, a mulher tirou-o da dificuldade: atou por ele a gravata desfeita na sua mão. Uma terceira vez ocorreu dois dias depois. “Estou ficando gagá”, pensou, entre divertido e irritado. Retirou-se do espelho e procurou com calma recuperar a inocência perdida. Pois era como ter perdido a inocência, de súbito autoconsciente.

Mas logo esqueceu e saiu para a rua, como todo dia. Pegou o carro e, autômato, foi até o edifício do escritório. Estava na fila do elevador, quando deu acordo de si. Era o terceiro da fila. Bem disposto, recém-banhado, cheirando à nova loção de barba, o estômago nutrido pelo recente café da manhã, olhava com magnanimidade o dia que o esperava, o mundo em torno. Pulsava nas suas veias sãs uma suculenta harmonia. Presente tranqüilo, futuro próspero. Confiava em si, confiava na vida.

Só o elevador demorava mais do que de costume, pequeno borrão na manhã alegre e amiga. Não fazia sentido aquela demora que, de repente, perturbou-o como um cisco no olho. Agarrado à pasta como se temesse perdê-la, verificou que o elevador continuava parado no sétimo andar, exatamente o do seu escritório. Queria não pensar em nada, apenas esperar como todo mundo, mas via com nitidez, como se estivesse de corpo presente no sétimo andar, um contínuo fardado a segurar a porta do elevador que se abria e se fechava por meio de uma célula fotoelétrica. Dois homens tentavam a custo enfiar dentro do carro uma mesa de escritório. Era a sua mesa, mas muito maior. Seus papéis pessoais, sua caneta, as gavetas devassadas.

Fechou os olhos, meio tonto, reabriu-os. A fila crescia, ninguém conhecido. Olhou a nuca do homem à sua frente: toutiço sólido, de cinqüentão próspero. Jurava que agora o elevador vinha descendo. Quis certificar-se e deu com a luzinha sempre acesa no sétimo andar. Outra vez, como se a tudo assistisse, viu o contínuo segurando a porta do elevador e dois homens de macacão tentando irritadamente encaixar lá dentro a mesa enorme. Na fila, ninguém dava mostra de impaciência. A rua ao sol lá fora — gente e carros passando — movimentava-se como todo dia. Pouco adiante, matinal, recém-florido, aparecia um trecho do jardim.

Mas o elevador continuava parado no sétimo andar. Retirou o lenço do bolso e, a pasta debaixo do braço, enxugou a fronte e o pescoço. Vinha-lhe de longe um desconforto a princípio moral — como se tivesse cometido uma falta grave que ali mesmo ia ser descoberta. Depois um mal-estar físico, como se tivesse perdido a carteira, alguma coisa que o diminuísse, uma vez desaparecida. Olhou o relógio de pulso, procurou conformar-se, esquecer que esperava. Há quanto tempo esperava o elevador? No sétimo andar, a mesa, a sua mesa, era grande demais para passar pelas portas que o contínuo continuava a imobilizar.

Dentro dele, um desejo minucioso de examinar-se. Como costumava fazer quando ia viajar. Arrumar a mala sem esquecer nada, um lenço sequer. Começava pela cabeça: pente, escova, loção. O aparelho de barba. As gravatas, as camisas, as cuecas. Peça por peça, ia passando tudo em revista. Mas naquele momento era como se tivesse esquecido qualquer coisa que não identificava. Que o condenava aos olhos da fila cada vez mais numerosa.

Quando a revisão a que se submetia chegou aos pés, ocorreu-lhe que tinha se esquecido de calçar as meias. Tentou sorrir da dúvida disparatada. E queria lembrar-se, ter certeza das suas meias, do momento em que as calçara. Recompunha cada detalhe de tudo que tinha feito desde o momento em que acordara. A barba, o banho de chuveiro, todos os atos, que, automáticos, inauguravam um novo dia, um homem novo. Usava habitualmente só meias cinzas, azuis e pretas.

De que cor eram, naquele momento, as suas meias? Um desejo ardente de esticar uma perna, depois a outra, arregaçar as calças e olhar, comprovar. Mas o medo irracional do ridículo, como se toda a fila acompanhasse a sua preocupação e esperasse apenas um gesto de sua parte para vaiá-lo. Sorriu sem sorrir, o sangue estremeceu pela altura do peito até o pescoço. Lá em cima, no sétimo andar, interminável, continuava a luta para meter a imensa mesa no elevador — e era como se estivesse presente, a tudo assistia.

A obsessão agarrou-o: de que cor eram as meias, de que cor? As suas meias, as que usava naquele exato momento. De que cor eram? Procurou se lembrar das circunstâncias com que em casa se vestiu, sua rotina, uma cadeia de gestos repetidos inconscientemente. Mas agora precisava lembrar-se: as meias? Tinha vontade de suspender a calça e olhar, mas se continha. Nada o denunciava, um cidadão como outro qualquer, um cavalheiro, impecável, à espera do elevador, que todavia não se deslocava do sétimo andar — a luzinha continuava acesa. E ninguém, na fila aumentando, se impacientava. Como se só a ele coubesse quebrar o silêncio. Todos o observavam.

Até que foi invadido pela certeza cruel de que usava meias vermelhas, um grito de sangue na sua indumentária azul. A gravata era azul, podia ver. A camisa era branca. O terno era azul. Mas as meias. As meias berrantemente vermelhas tornavam os seus pés alheios, episcopais. Estava de pé sobre pés estranhos, sapatos quem sabe de fivela e meias cardinalícias. Seriam rubras, eram, podiam ser?

Enxugou o suor no rosto, agarrou-se aflito à pasta como se, para existir, para continuar na fila, precisasse dela. A fila silenciosa, irritantemente tranqüila, aguardava um sinal para protestar, começar o motim. A manhã perfeita, luminosa. Lá fora, os carros e as pessoas passando. Mas as meias eram inabsorvíveis. Onde é que fora arranjar aquele par de meias, santo Deus? Ocultas ainda sob as calças, ameaçavam vir a público, denunciá-lo. Agora tinha definitivamente certeza: um escândalo, ridículo, um vermelho-vivo como o sangue fresco de um touro.

Súbito, como se tivesse estado distraído, ou dormindo, o elevador escancarou a porta no andar térreo. Sentiu-se paralisado, preso ao chão, incapaz de locomover-se como as pessoas à sua frente, como os que se postavam às suas costas. Procurava, pasmo, os dois homens de macacão, o contínuo uniformizado — e a mesa, a sua mesa. Mas só via o elevador, como sempre, como todos os dias. Foi preciso quase que o empurrassem, as grotescas meias vermelhas, para que ele, morto de vergonha, sem poder olhar os próprios pés, se animasse a entrar no elevador.

Saltou no sétimo andar e, por um triz, ia deixando cair a pasta. Trancou-se na sua sala. A mesa, devolvida às dimensões normais, continuava lá, imóvel. Finalmente tomou coragem para verificar. Suspendeu as calças, fixou com espanto as próprias pernas: agora de novo as suas meias eram azuis. E os sapatos voltavam a ser os seus sapatos. Movia-se outra vez com os próprios pés. O telefone o chamava. Foi falar ao telefone. E o dia prosseguiu, na sua confortável rotina. Nem de longe podia pensar em contar para alguém. Não havia o que contar.

O tempo passou. Nada fora do comum aconteceu nas semanas seguintes. A não ser um pequeno desmaio da memória: esquecera o nome de um amigo de infância. Teimoso, idéia fixa, passou horas tentando lembrar. Não podia dormir sem que lhe viesse o nome que escapava. Uma falha na cadeia lógica e vulgar das lembranças que cercavam aquele antigo colega de ginásio. Puxando pela memória, reavivou pormenores há muito sepultados pelo tempo. Mas o nome. O nome não lhe ocorria. Sob a língua. Ou na ponta da língua, mas inarticulado, desfeito. Como a gravata, trapo inútil incapaz de organizar-se no nó. Tinha de esquecer que esquecera, para então recuperar, espontâneo, o que com esforço não conseguia arrancar de dentro de si mesmo. Tudo perfeito, alerta, mas um pequeno colapso insistente, inexplicável. Via a cara do companheiro, ouvia-lhe a voz, podia descrevê-lo traço por traço. Mas o nome. O nome por atar. Dormiu frustrado, mais aborrecido do que seria natural diante de lapso tão inexpressivo.

— Gumercindo — no meio da noite acordou assustado e tinha na boca, de graça, atado, o nome que em vão perseguira antes de dormir.

Amnésias assim, sabia, acontecem a todo mundo. Não chegam a ser tema de conversa. Deu de ombros, não comentou nem com a mulher. Dois ou três dias depois, porém. Numa noite em que se recolheu mais cedo, morto de sono. Fisicamente exausto, atirou-se pesadamente à cama e não conseguia deitar-se a cômodo, como toda noite.

— Como é mesmo que eu durmo? — queria saber qual a posição que habitualmente tomava para dormir. A postura que usava no sono, insabida. Probleminha idiota, mas que o desorganizava mentalmente e súbito o lançava numa aflita perplexidade física. Deste lado: não era. Virou-se do outro lado: também não era. Estendeu-se de costas: as mãos sobravam, os braços não se incorporavam à rotina. Como distribuir o corpo na cama? Cruzou os braços no peito e sentiu-se estranho, ridículo. Cruzou as mãos e pareceu sinistro, fúnebre. Era como se antecipasse o defunto que não queria ser. Angustiante idéia da morte.

Até que associou o mal-estar com a primeira vez que não soubera dar o nó na gravata. Alguma coisa de comum, um escondido traço unia um episódio ao outro. Nada de particularmente alarmante, só uma ponta de grotesco. Vexame. Ajeitou o travesseiro, a cabeça alta demais. Afastou o travesseiro e enfiou a cara no colchão como se procurasse com alívio uma forma de sufocação. Insustentável, esticou as pernas e dividiu-se em dois. Recolheu as pernas, dobrou os joelhos, mas ainda assim não conseguiu retomar a naturalidade. Buscava um ponto de equilíbrio e não o achava. Seu corpo exigia um prumo inencontrável. De barriga para baixo, a cabeça sobrava, pesava, descomprometida. Não era assim. Nunca foi assim. E o tempo passava; o sono não vinha. Sentado na cama, passou a mão pelos cabelos ralos e procurou controlar-se. Que é que estava acontecendo? Ansiedade sem sentido, tolice. Decidiu recomeçar do princípio e ainda sorriu do próprio embaraço. Tinha a sua graça. Um cidadão morto de sono esquecer como é que costuma dormir. Virou a cabeça para a esquerda. Para a direita. Para a esquerda. Para a direita. A cabeça sobejava mesmo. Num princípio de tonteira, a cabeça cresceu de volume e desprendeu-se do corpo, que agora lhe parecia estranho, como se não fosse dele. Outra vez esticado, recolheu as pernas, dobrou os joelhos na altura da barriga. Enfiou as mãos entre os joelhos, enroscado em si mesmo, fetal. Suportou aquela disciplina por alguns minutos; resistindo ao desejo de se levantar, fugir da cama, do sono, de si mesmo. Vontade de esquecer-se, abandonar o próprio corpo, com que já não se sentia solidário.

— Como é mesmo que eu durmo? Como é raios que eu sempre dormi em toda a minha vida? — e não se sentia anatomicamente confortável, como se tivesse perdido uma chave sem qualquer importância — até perdê-la.

Como todas as noites, serena, abandonada, sem arquitetura, a mulher dormia ao seu lado. Impensável acordá-la para perguntar como é que ele dormia. Ficaria uma fera com a brincadeira sem graça. Ou ia pensar que estava louco. Pé ante pé, levantou-se no escuro e foi até a copa. Tudo rigorosamente normal. De pé, seu corpo era do tamanho de sempre, articulado. Abriu a geladeira — a luz da geladeira rasgou um cone de claridade na copa — e bebeu sem sede um copo d’água. Só percebeu que estava descalço quando pisou nos ladrilhos do banheiro social. Sem acender a luz, o medo de não se ver no espelho. O medo de não se reconhecer arrepiou-o. Outra cara, infamiliar, ou quem sabe sem cara. Acendeu a luz: afinal era ele mesmo, banalmente. Com alívio, reapertou a calça frouxa do pijama. Saiu do toalete sem apagar a luz e, outra vez na copa, tomou um comprimido para dormir e, com a mão trêmula, levou um copo d’água para o quarto. A mulher dormia tranqüila. Todo mundo dormia. Devagarinho, sem alterar a respiração, meteu-se debaixo dos lençóis, de costas, os olhos fechados.

E começou a flutuar no espaço. Abria os olhos, continuava a boiar, mais baixo, mais baixo, até chegar ao nível da cama. Fechava os olhos e o jogo recomeçava. Ora só o corpo, girando circularmente, subindo, descendo. Ora o corpo e com o corpo a cama, rodando depressa, mais depressa. Abria os olhos, parava. Mudou de posição: de bruços, como no seu tempo de criança. A mãe lhe trazia o xarope no meio da noite e lhe recomendava que se deitasse de bruços, para vencer o acesso de tosse. Antigamente. Mas agora o sono não vinha. A ponta do sono, inagarrável. O sono desfeito como um novelo amontoado, sem começo nem fim. Sem nó.

Pacientemente, deitou-se do lado direito. Depois do lado esquerdo. Não insistiu na postura: encolheu as pernas, esticou os braços. Um braço recolhido e o outro estendido ao longo do corpo. Não reencontrava a perdida intimidade consigo mesmo. Não sabia mais deitar-se e dormir. Ficou quieto, tentando esquecer, sem pensar. Deflagrada, a insônia recusava-se a apagar dentro dele a sua luz amarela. Desejo de absorver-se, reorganizar-se, pedaço por pedaço. Membro por membro. Reintegrar-se. Esquecer-se para dormir. Recostado contra o travesseiro, meio sentado, a noite tinha ancorado para sempre num porto de fadiga e torpor. Noite longa, lenta, oleosa, de silêncio e vácuo.

Um chinelo pendendo do pé. Cochilou na cadeira de balanço, como um agonizante, afinal entregue, que sem convicção espera o amanhecer. Despertou com o corpo dolorido, os pés inchados — na árvore da rua a algazarra dos pardais despertos. O dia clareando, libertou-se da insônia e se meteu na cama até a hora do costume.

Dia estafante, devolvido à rotina como se nada demais tivesse acontecido. Só à noite contou o caso, a insônia, para a mulher, que ouviu calada, irrelevante. Mas não contou o que agora lhe parecia absurdo: esquecer-se, como quem perde uma chave, de como deitar-se para dormir. Era um segredo e uma ameaça. E à distância de algumas horas, remoto como uma experiência alheia.
Naquela mesma noite levou para o quarto e para a cama o temor de que tudo ia se repetir. Pegou um livro, mas não conseguia prestar atenção à leitura. Ligou o rádio. Demorou-se no banheiro. Entrou e saiu do quarto, cortou aplicadamente as unhas dos pés. Ao espelho, observou as rugas nos cantos dos olhos, o cabelo ralo. Com uma pinça, tirou uns fios mais espessos das sobrancelhas. Espremeu os cravos do nariz e arrancou dois ou três cabelos encravados da barba. Queria afastar a lembrança da véspera. Distrair-se.

E dormiu naturalmente, como todo dia. O cotidiano refeito, as noites tranqüilas, repousantes. Até que uma semana depois:

— Esqueci como é que eu durmo — disse ansioso à mulher.

— Bobagem — ela resmungou, morta de sono.

— Minha posição na cama.

— Deita e dorme — disse a mulher imperativa, sem olhá-lo.

Foi a primeira insônia completa de sua vida. Noite branca, hora a hora, minuto após minuto, segundo por segundo. Virava e revirava-se na cama, esbarrava no mesmo desconforto. A vida deixava de fluir. Uma parada, um branco, uma ausência. A falta de uma ponte. Um elo perdido. Levantava-se, procurava esquecer, desligar-se daquele segredo comprometedor. Ligar as duas pontas do que sempre fora ao que devia continuar sendo, sem interrupção. Fumou cigarro atrás de cigarro. Porque não queria fumar fumava mais. Andava pela casa. Olhava pela janela a rua — a calçada vazia, a árvore, as lâmpadas acesas. Pensou, lembrou, repensou, relembrou. Cruel, a noite vagarosa, a interminável noite ancorada. E a sua pequena desprotegida solidão, palpável, aborrecido plantão para nada. Estar só e acordado o fazia mais só, mais acordado. Velava a si mesmo. Tentou dormir no sofá da sala, mas nem o sofá nem a cama acolhiam naturalmente o seu corpo, o seu sono. Dormir era perder a própria companhia.

O dia claro, alto sol, a casa restituída à sua visão familiar, a cozinha e a copa recendendo ao café fresco, fez a barba, tomou banho e saiu. Foi trabalhar — a incomunicável insônia, de que à luz do sol se envergonhava. Era inverossímil. E era preciso guardar o segredo. Como se escondesse um malfeito infantil, sua culpa.

— Que é que há com você? — a mulher deu enfim sinal de perceber.

— Nada.

— Então dorme.

O horror de ir para a cama. E a impossibilidade de contar, partilhar sua vergonha. Ficou mais sozinho. Já não era igual a todo mundo. Tinha medo e orgulho — um homem diferente. Sua singularidade ameaçava, mas consolava também. Sentia-se mais próximo de si mesmo.

— Por que você não consulta um médico? — a mulher desconfiava.

Pequenos derrames imperceptíveis — leu numa revista vagas informações sobre problemas que os neurologistas estudam. Falhas de memória, hiatos convulsivos. Pensou em consultar mesmo um clínico: medir a pressão, o sangue. Mas não gostava de médico e confiava na saúde de ferro. Deixou de preocupar-se com o nó da gravata. Esqueceu a insônia. Ridículo contar a sério que, na hora de dormir, já não sabia como se deitar. Não tinha importância.

Uma tarde, ao falar pelo telefone. Era com o sócio, com quem se dava bem, prosperavam. A princípio apenas um mal-estar indefinido. Depois não conseguia se lembrar da cara do sócio. A voz conhecida, a conversa nítida, o riso de sempre, os mesmos cacoetes — mas como era mesmo a sua fisionomia? Desligou o telefone e teve a impressão de que estava pálido. Apertou a cabeça entre as mãos. Fechou e abriu os olhos, pontinhos volantes. Como é a cara dele? Transpirava como se estivesse numa sauna. E aquele vazio: a cara, como era a cara? A cara sonegada, escamoteada como num passe de mágica. Tudo o mais era como de costume, mas a penetrante sensação de aviso o ameaçava. Ansioso sinal, plano inclinado.

Trancou-se no banheiro e lavou várias vezes o rosto. Precisava refrescar-se, afogueado. Um frio fogo o queimava. No entanto, refletida no espelho, sua cara normal, até favorecida. Menos rugas, as entradas da testa menos cavadas. Seu definido perfil: era ele mesmo, sem qualquer alteração. Como todo mundo, tinha uma fisionomia pessoal e intransferível. Mas o sócio — como era o sócio? Estúpido vazio. Sabia-se despojado de qualquer coisa essencial e, pela primeira vez, frágil, desprotegido contra o que podia acontecer, teve medo, tremeu de medo. Era um compromisso que não queria aceitar, mas de que não conseguia desvencilhar-se. Precisava apelar para alguém, pedir socorro. Recuar do abismo, mudar de rumo, rejeitar o que podia vir, o que sobrevinha, iminente, incontornável — e não tinha nome, nem configuração.

Desligado de tudo, sem interesse pelo trabalho, foi para casa mais cedo. A casa podia protegê-lo. Leu sem pressa o jornal e ligou a televisão. Era um homem normal, um homem como qualquer outro, mas, por trás dos seus gestos, de sua normalidade, um vazio o convocava. Telefonou para a casa do sócio, não o encontrou. Desejo de sair para a rua, ver gente, cada qual com seu perfil. Ver o sócio, recuperá-lo — o que só foi possível no dia seguinte, quando se avistaram no escritório.

— Nunca me viu? — por um momento o sócio pareceu estranhar a maneira como ele o fixava.

Queria e já não podia contar. E não poder contar o isolava definitivamente, como se, a partir dali, tivesse mudado de lado, passado para a outra margem. Dava adeus ao que vinha sendo, a tudo que era — ao dia-a-dia, aos negócios, ao confortável cotidiano. Mas lutava. Para qualquer nova emergência, não seria apanhado desprevenido. Obsessivamente, arquivava, armazenava traço por traço do sócio, seu rosto de sempre, inesquecível, doravante inescamoteável.

Uma tarde muito quente, no escritório, o ar-condicionado ronronando, vinha da rua exaltado, feliz com o resultado de um negócio que há semanas se arrastava, quando precisou telefonar para a mulher. Ao discar — lembrava-se do número, claro — deu por falta de alguma coisa. Um pássaro que de repente levanta vôo, uma paisagem que se oculta por trás de um obstáculo, um perfume que se esvai. Algo que se interrompe, curto-circuito na corrente elétrica. Uma ficha que desaparece. Ao alcance da mão, habitual, mecânico, um objeto que se subtrai — uma caneta, um par de óculos, uma anotação. Do outro lado da linha, na sua casa, o telefone chamava.

— Alô — disse ela.

Uma leve tonteira, como se levitasse, arrebatou-o. Perplexo, não aceitava o próprio silêncio e, para libertar-se, desligou. Sua mulher, não se lembrava da própria mulher. Seu nome, seu rosto — tudo permanecia a uma distância inatingível. Lá longe existia, não mais ao seu alcance. Entre ele e o que naturalmente sabia, seu patrimônio, um elo partiu-se, treva opaca, ausência. Mecanicamente, tirou a gravata e de pé, como num teste decisivo, refez o laço. Perfeito. Mas sua mulher. Às pressas, sem despedir-se, saiu imediatamente para casa.

— Chegou cedo — disse ela. — Alguma coisa?

— Dor de cabeça — ele disfarçou e, ao olhá-la, se convenceu do absurdo que era ter esquecido. Sua mulher. Ali estava inteira, com seu rosto, seu nome.

Trancou-se no quarto, espichou-se de costas na cama e leu de cabo a rabo o jornal da tarde. Uma incômoda sonolência fechou-lhe os olhos. A noite caiu sem que percebesse. Acendeu a luz da cabeceira e retomou o jornal como se o lesse pela primeira vez. Voltou à primeira página. Lia e relia o mesmo texto, palavra por palavra. Chegava ao fim e era como se não tivesse lido. Lia sem ler, desligado. Queria estranhar, alarmar-se, mas era como se tivesse sido sempre assim. E a certeza de que assim seria sempre, sem volta possível. Deixou cair o jornal no chão e, esticado na cama, sem qualquer protesto, acompanhava com os olhos uma pequena bruxa a cabecear tonta contra o teto.

— Que é que você tem? — até que enfim a mulher veio chamá-lo.

— Nada — respondeu, e estava perfeitamente em paz, resignado.

Brancas paredes despojadas, largo silêncio sem ecos. Desprendera-se de tudo. A longa viagem ia começar, sem rumo, sem susto, para levar a lugar nenhum. Uma mulher acabou de entrar.

— Quem sou eu? — ele perguntou num último esforço. E, para sempre dócil, conquistado, nem ao menos quis saber seu nome.


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mai 17 2017

JORNAL DO TOTONHO

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mai 16 2017

EDITORIAL – VITÓRIA POLÍTICA DO SEPE LAGOS.

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PROFESSORES2

PROFESSORES3

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O que aconteceu no final da tarde de ontem representa dura lição para aqueles que se entregaram apressadamente as delícias da proximidade com o poder e abandonaram a luta. O governo de Marquinhos Mendes (PMDB), havia rompido os acordos estabelecidos com o Sepe Lagos, entidade representativa dos profissionais da educação em Cabo Frio.

A rápida articulação política do movimento, com divulgação através das redes sociais, realização de assembleia, paralisação de 24 horas e realização de ato na praça em frente ao Palácio Tiradentes, sede da prefeitura, fez com que o prefeito cedesse.

A força da união da categoria chamou a audiência e o diálogo com o prefeito e os secretários de educação, administração e fazenda, caracterizando que as vitórias políticas da preservação e conquista dos direitos só se dão com organização e luta.

O prefeito garantiu que o pagamento de abril sai hoje e que a partir de agora vai ter transparência na folha salarial da Educação.

Estamos de olho!

 

 

 

 


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mai 16 2017

O SERVIÇO DE TÁXIS PRECISA MELHORAR MUITO.

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NOTICIAS

Táxis – 1

O sistema de táxis de Cabo Frio merece ao mesmo tempo reestudo, atualização e intensa fiscalização. O serviço está se deteriorando com grande rapidez, incorporando vícios das grandes cidades, sempre em prejuízo do cidadão-contribuinte, ou seja, do consumidor.

Táxis – 2

É cada vez mais comum taxistas recusarem passageiros por conta de corridas, que consideram pequenas e inventarem defeitos nos taxímetros (Rodoviária Aléxis Novellino) para cobrarem no “tiro”. Os turistas ficam sem ter a quem apelar, jogados a própria sorte. Tratados como qualquer coisa, menos como consumidores.

Táxis – 3

Para uma categoria que tem uma série de benefícios em nível nacional e que em Cabo Frio tem 13º (dezembro), 14º (janeiro) e 15º (fevereiro), sob a forma de Bandeira 2, vantagem que nenhuma outra categoria profissional possui, os serviços apresentados estão muito longe do esperado.

 

 


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mai 16 2017

VOVÔ BIBIU DE OLHO NA TURMA DO JABACULÊ!!!!!!!!

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VELHO1

É duro! – 1

Deve ser muito duro para os professores que negociam com a prefeitura ouvir o prefeito dizer que não tem dinheiro em caixa e ao mesmo tempo ver a prefeitura pagar milhões as empresas com quem fez os contratos emergenciais.

É duro! – 2

Como a prefeitura explica aos professores que não tem grana para pagar os atrasados que deve aos funcionários e ao mesmo tempo continua colocando pra dentro cabos eleitorais dos prefeitos e vereadores da bancada governista.

Os oportunistas vão voltar?

Nunca é tarde para continuar cobrando daquela turma que usou o movimento dos servidores e em especial dos professores apenas como meio de combater Alair e propagar o nome do atual prefeito. Depois da vitória eleitoral de Marquinhos saíram de fininho, esvaziaram assembleias e passeatas. E agora? Os oportunistas vão voltar?

TETAS

A Turma do Jabaculê.

Quer encontrar com esse pessoal? É só percorrer os prédios públicos municipais. Ler o “Noticiário dos Lagos” e ver as nomeações para cargos comissionados, contratos e outros jabaculês. O modelo político-administrativo que governa Cabo Frio tem 20 anos abraça e é abraçado por esse tipo de gente. Por favor, não vale reclamar e fazer discurso.

Arrumando uma “boca”

Todo dia se encontra alguém que diz ter apoiado Marquinhos Mendes (PMDB) ou o vereador “fulano de tal”, que acaba de arrumar uma “boca” no governo: cargos comissionados, as famosas “portarias”. Essa turma tem horror a concurso público e se pudesse mandava prender quem inventou tal instituição.

No “centrão” ….

No chamado “centrão”, da Passagem a Vila do Sol, as “portarias”, geralmente são entregues a membros das famílias tradicionais empobrecidas. Essas pessoas trabalhavam para Alair Corrêa (PP) rangendo os dentes, mas consideram Marquinhos Mendes (PMDB) e sua família, “iguais”: e conseguem ser felizes!

Que ética!

De modo geral esse grupo de pessoas, que não é pequeno, fala muito mal do poder público, mas só consegue sobreviver dentro dele e não por direito, mas por “compadrio”: raros conseguem estudar e passar em concursos. Vivem dos chamados “pistolões” e nas ruas condenam os pobres que “vendem votos” por telhas e tijolos. Que ética!

Engraçadinhos!

Alairzistas e neoalairzistas, os últimos mais conhecidos como “andorinhas” tem se destacado nas redes sociais como juízes implacáveis contra a corrupção e defensores da moral e dos bons costumes.

Indignação seletiva!

Boa parte dessa turma participou do governo de Alair Corrêa (PP) com gordos cargos comissionados, inclusive secretários, superintendentes e coordenadores e na época não abria o “bico” contra os notórios desmandos do “velho morubixaba”. É a famosa indignação seletiva!

2

Extrema direita.

É interessante perceber como entre os “alairzistas” e “andorinhas” é grande a penetração da candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSC) a presidência da república. O apoio é grande também para soluções antidemocráticas tipo intervenção militar.


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mai 16 2017

FALTA CUIDADO COM AS CRIANÇAS

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PARQUE_1

PARQUE_2

PARQUE_4

PARQUE-3

Fotos – Professor Moisés Oliveira.

A crise financeira se transformou em desculpa para tudo, principalmente para falta de cuidado com as crianças e jovens. É uma realidade facilmente perceptível para quem tem sensibilidade. Basta olhar para as fotos acima, no Parque das Crianças, na Praça de São Cristovão: os governos de Alair Corrêa (PP) e Marquinhos Mendes (PMDB) cada vez se assemelham mais.


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mai 16 2017

É MUITA CARA DE PAU!!!!!!

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TENINHO-ALESSANDRACODEÇO

O caminhão da Guarda Municipal de Cabo Frio, que deveria estar trabalhando e rebocando veículos em situação irregular é usado para o transporte de material de construção (telhas). A quem pertence o imóvel, localizado no bairro da Gamboa? Ganha um doce aqui do Jornal do Totonho quem adivinhar.


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mai 16 2017

SAQUES 24 HORAS!

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HUMOR_CINZA

CHARGE-REPUBLICA

CHARGE-REVISTAS


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mai 16 2017

CONHEÇA O PODER DA COCRIAÇÃO E TRANSFORME SUA REALIDADE.

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COCRIACAO

Em Cabo Frio, o espaçoCereall Gourmetoferece no dia 16 de maio, às 18h30, a “Vivência de Meditação e Autoconhecimento: Conheça o poder da Cocriação e transforme sua realidade” com Gabriela S. Kapp, que pratica a alquimia da consciência. Nesta vivência ela vai abordar ferramentas simples e poderosas para transformar qualquer aspecto da vida através dos pensamentos e sentimentos. A participação é gratuita, pede-se a contribuição de um quilo de ração (para cão ou gato). Todo material arrecadado será doado para a Superintendência de Proteção dos Animais de Cabo Frio, que mantém diversos projetos sociais. Mas afinal, o que é a Cocriação e como ela influencia nosso caminho? Ao sentir ou pensar criamos nossa realidade de forma deliberada, com intenção ou por omissão. Literalmente, cada pensamento gera determinada criação. Os pensamentos que vivenciamos com grande emoção são os mais poderosos. Ou seja, todo e qualquer pensamento cria, e quanto mais emoção estiver presente, mais rápida será a concretização do que foi idealizado. O que você está criando em sua vida? A instrutora Gabriela Kapp é terapeuta corporal, estudou Biopsicologia no Instituto Visão Futuro com Susan Andrews, Yoganidra no Instituto Dharmabindu e fez a sua formação em terapia vibracional Reikiana na escola Reiki Luz. Estudou a Cabala, o Tarô e a Psicologia Junguiana com Rosanne Sabbag Watkins, no Núcleo Junguiano de Florianópolis. O espaço de eventos do Cereall fica à Rua José Bonifácio, 28, Centro, Cabo Frio.


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mai 16 2017

OS PECADOS DE LULA E AS OBSESSÕES DA “LAWFARE” – Mauro Santayana.

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ARTIGOS_CINZA

Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul): colunista político do Jornal do Brasil, jornalista Mauro Santayana durante debate sobre debate os desafios e perspectivas para a América do Sul, relacionados a crise, estado e desenvolvimen

Esta semana vamos priorizar os artigos desse grande brasileiro MAURO SANTAYANA. É com muito orgulho que o publicamos.

OS PECADOS DE LULA E AS OBSESSÕES DA “LAWFARE”

LULA-MORO

No encontro de Lula com o Juiz Sérgio Moro, quarta-feira, o tema principal do cardápio serão o triplex e o armazenamento de documentos da época em que foi presidente, mas poderiam ser as mais recentes delações, feitas por cidadãos impolutos, acima de qualquer suspeita, como o Sr. Renato Duque, sobre supostos repasses ao PT, ou as palestras realizadas no âmbito da LILS ou do Instituto Lula, porque, embora não seja um ovino, as acusações se acumulam e variam, contra o ex-presidente, à medida em que vão sendo contestadas, como as do lobo contra o cordeiro na Fábula de La Fontaine. No exclusivo e reduzido universo de ex-presidentes, Bill Clinton e sua mulher, Hillary, faturaram, depois que deixaram a Casa Branca, 230 milhões de dólares com livros, consultorias e palestras, ganhando, em apenas 12 meses, em média, mais do que tudo que Lula está sendo acusado, sem provas, de supostamente ter recebido nos últimos anos.

Fernando Henrique Cardoso faturou, apenas no primeiro ano depois que saiu do Palácio do Planalto, 3 milhões de reais com palestras, sendo incensado, por isso, pela mesma mídia que agora execra Lula, como se pode ver por este trecho, publicado à época, de matéria de capa de conhecida revista semanal, com o título de “A doce vida de FHC”:

“o ex-professor, senador, ministro e presidente da República Fernando Henrique Cardoso agora é uma celebridade. Desde que deixou o Palácio do Planalto, no ano passado, FHC já faturou cerca de R$ 3 milhões dando palestras para empresários e intelectuais, no Brasil e no exterior. Está escrevendo um livro sobre seu governo, que deverá ser publicado ainda neste ano. Sua próxima grande tacada será o lançamento do Instituto Fernando Henrique Cardoso, no dia 22, em São Paulo. Montado com luxo, mas sem ostentação, o lugar foi criado para preservar na História a memória de seu governo e de sua obra acadêmica. Aos 72 anos, depois de oito anos das delícias e pesadelos da Presidência, Fernando Henrique está levando um vidão. Transforma fama em dinheiro, faz política quando bem entende e viaja duas vezes por mês para o exterior para exercitar seus dotes intelectuais. E prova que não sonha em voltar à Presidência da República.

Até agora se sabia apenas vagamente das atividades de FHC fora do governo. Ele só aparece viajando e, de vez em quando, falando de política. A novidade é que longe do público o ex-presidente virou atração no mundo empresarial e já é um dos conferencistas mais bem pagos do mundo.

Cobra US$ 50 mil (cerca de R$ 150 mil no Brasil) – preço livre de impostos, hospedagem e passagem aérea, gastos que ficam por conta do cliente. No Brasil, ninguém cobra mais caro. “O critério foi pedir metade do que Bill Clinton (ex-presidente dos Estados Unidos) cobra”, diz George Legmann, o agente que cuida das palestras e dos direitos autorais dos livros de Fernando Henrique. Da metade do ano passado para cá, foram 22 conferências, seis delas em outros países. Contrataram os serviços do ex-presidente a AmBev, a Medial Saúde, os bancos Pátria e Santander (este em Madri), a ACNielsen e o Banco Central do México, entre outros.

FHC exige uma conversa pessoal com o cliente antes da conferência. São encontros de meia hora, apenas para combinar o tema. O ex-presidente tem falado sobre globalização, ética e educação.

Além dos eventos de empresas, seu mercado abrange também as universidades. No exterior elas pagam honorários fixos, entre US$ 10 mil e US$ 20 mil.”

Alguma diferença com Lula?

Poucas.

Ambos institutos, o de Lula e o de FHC, receberam, entre muitas outras empresas, vários pagamentos da Odebrecht, por exemplo.

Lula está sendo acusado de ter ganho de uma empresa um terreno para o Instituto Lula.

FHC comprou a sede de seu instituto, um andar de 1.600 metros quadrados no prédio do Automóvel Club de São Paulo, com a contribuição de 12 empresários. Lula está sendo acusado de ter encomendado, e depois, desistido de comprar, um triplex no Guarujá.

Segundo alguns sites, como o Blog do Rovai, FHC comprou – ou teria ajudado a comprar – de papel passado, recentemente, para sua nova esposa, um apartamento em Higienópolis, uma das áreas mais valorizadas do país, de 450 metros quadrados – perto do qual o triplex supostamente encomendado por Lula não passa de um casebre – pela generosíssima pechincha, paga com cheque administrativo, de 950.000,00 reais.

Tem gente que diz que é um absurdo Lula ter ganho, em alguns casos, mais que FHC por palestra, já que, segundo eles, Fernando Henrique é um famoso acadêmico e intelectual, e Lula, uma “anta analfabeta sem diploma”, como este humilde escriba que digita, neste momento, o texto que lerão em alguns minutos vossas senhorias.

Sim, mas outros poderiam alegar que Lula ganhou praticamente o mesmo número de titulos de Doutor Honoris Causa que FHC, apesar de ter saído 8 anos depois do governo .

Ou que ele, por isso, deveria cobrar mais por palestra do que o Doutor Cardoso, pelo menos quando o tema fosse ligado à economia, já que o PIB e a renda per capita cresceram em dólares nos anos Lula e decresceram, segundo o Banco Mundial, nos anos FHC e a dívida pública e a líquida – também com relação ao PIB – caíram nos anos Lula e quase duplicaram com FHC.

Isso, além de Lula ter pago a dívida deixada pelo seu antecessor com o FMI, de 40 bilhões de dólares, em 2005, e, ainda por cima ter economizado mais 370 bilhões de dólares em reservas internacionais – ou mais de um trilhão de reais – em seu governo, 250 bilhões desses recursos em moeda estrangeira hoje emprestados com os EUA, o que nos torna o quarto maior credor individual externo dos Estados Unidos.

Estarão errados Lula e FHC?

Não necessariamente.

Ex-presidentes da República, como vimos no caso dos Clinton, não deixam de existir quando saem do poder.

Eles acumulam, ao longo de seus mandatos, experiências e contatos preciosos que podem beneficiar empresas e países cujos interesses estão defendendo, e, muitas vezes, tanto empresas quanto países, ao mesmo tempo, como no caso da exportação de serviços, obras, equipamentos e insumos para outras nações, com a geração de milhares de empregos dentro do Brasil, “crime” pelo qual Lula está sendo agora covarde e estupidamente atacado, dentro e fora das redes sociais, por fascistas ignorantes que acreditam em fantasmas bolovarianos, bichos papões comunistas daqueles que se vê na animação Monstros S.A, e em fantasias como a tão famosa, quanto ridícula, “caixa preta” do BNDES.

O grande pecado de Lula, nesse aspecto, foi não ter deixado claro, da forma mais transparente possível, para a população, quando saiu do poder com uma aprovação de 87%, que iria se dedicar a fazer palestras, também com a intenção de defender seu governo, sua filosofia política e suas conquistas, e os benefícios que eventualmente obteve, para o país, com sua atuação internacional, depois que deixou a presidência, exatamente como fazem o próprio Clinton e outras lideranças estrangeiras, em paises como os EUA, em que o “lawfare” é rapidamente denunciado e a justiça sabe distinguir muito bem entre o que é lobby, financiamento a partidos e corrupção pessoal.

No Brasil, sociólogo não precisa explicar que vai fazer palestras.

Operário, sim.

Isso teria ajudado a atrapalhar um pouco a argumentação daqueles que o acusam hoje de ser um reles ladrão, apesar de, em seu governo, o Brasil ter saído da décima-quarta para a sexta posição entre as maiores economias do mundo, e o PIB nominal brasileiro ter passado, segundo o Banco Mundial, de 600 bilhões para 2.4 trilhões de dólares entre 2003 e 2014.

O que assusta, espanta e indigna, não é o fato de FHC e Lula, como outros ex-presidentes fazem, terem “faturado”, por meio de seus respectivos institutos, o que “faturaram” depois que saíram do Palácio do Planalto.

Mas a absoluta desproporção e ausência de isonomia no trato que recebem da justiça, de uma opinião pública hipócrita e manipulada e da grande mídia nacional, que servem para ilustrar com a sutileza de um paquiderme saltando de um bungee jump, o que realmente está ocorrendo no Brasil, por trás de fatos como a inquirição de Lula em Curitiba, neste momento.


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mai 16 2017

CABO FRIO – 400 ANOS DE HISTÓRIA – (1615 – 2015)

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mai 16 2017

COMO COMECEI A ESCREVER – Fernando Sabino.

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OS-QUATRO

Fernando Sabino, Hélio Pellegrino, Paulo Mendes Campos e Otto Lara Resende.

COMO COMECEI A ESCREVER

Fernando Sabino

Quando eu tinha 10 anos, ao narrar a um amigo uma história que havia lido, inventei para ela um fim diferente, que me parecia melhor. Resolvi então escrever as minhas próprias histórias.

Durante o meu curso de ginásio, fui estimulado pelo fato de ser sempre dos melhores em português e dos piores em matemática – o que, para mim, significava que eu tinha jeito para escritor.

Naquela época os programas de rádio faziam tanto sucesso quanto os de televisão hoje em dia, e uma revista semanal do Rio, especializada em rádio, mantinha um concurso permanente de crônicas sob o titulo “O Que Pensam Os Rádio-Ouvintes”. Eu tinha 12, 13 anos, e não pensava grande coisa, mas minha irmã Berenice me animava a concorrer, passando à máquina as minhas crônicas e mandando-as para o concurso. Mandava várias por semana, e era natural que volta e meia uma fosse premiada.

Passei a escrever contos policiais, influenciado pelas minhas leituras do gênero. Meu autor predileto era Edgar Wallace. Pouco depois passaria a viver sob a influência do livro mais sensacional que já li na minha vida, que foi o Winnetou de Karl May, cujas aventuras procurava imitar nos meus escritos.

A partir dos 14 anos comecei a escrever histórias “mais sérias”, com pretensão literária. Muito me ajudou, neste início de carreira,ter aprendido datilografia na velha máquina Remington do escritório de meu pai. E a mania que passei a ter de estudar gramática e conhecer bem a língua me foi bastante útil.

Mas nada se pode comparar à ajuda que recebi nesta primeira fase dos escritores de minha terra Guilhermino César, João Etienne filho e Murilo Rubião — e, um pouco mais tarde, de Marques Rebelo e Mário de Andrade, por ocasião da publicação do meu primeiro livro, aos 18 anos.

De tudo, o mais precioso à minha formação, todavia, talvez tenha sido a amizade que me ligou desde então e pela vida afora a Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos, tendo como inspiração comum o culto à Literatura.


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mai 16 2017

JORNAL DO TOTONHO

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mai 15 2017

EDITORIAL – O DESMONTE DOS QUE DESMONTARAM A CIDADE.

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CHARGE-O-REI-ESTA-NU

Começamos a semana com o governo de Cabo Frio nadando contra a corrente e tentando espantar a crise. Pra valer, amontoado delas, que se conjuga numa só: o desmonte do modelo alimentado pelos adiposos royalties do petróleo e consumido pela irresponsabilidade dos dois prefeitos que tiveram o poder nas mãos durante os últimos vinte anos.

Passaram os últimos anos empurrando com as respectivas barrigas, responsabilidades e culpas, um para o outro, mas nunca quiseram apurar nada. Qualquer investigação séria promoveria a destruição política de ambos. Portanto, as acusações, xingamentos e brigas apenas estão aí para chamar o povo de otário e esconder os encontros e acordos, que fizeram ao longo dos anos.

É uma “teoria da conspiração”? Por que então a câmara de vereadores, onde sempre tiveram maioria folgada, não instituiu Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs)? Por que nunca fizeram auditorias independentes para a Procaf, Secaf e Comsercaf? E o Ibascaf?

A resposta é uma só e está na ponta da língua da população, que cada vez mais desacredita nessa turma de Alair/Marquinhos/Marquinhos/Alair. Eles não tem coragem. Não tem como fazer. E nunca vão fazer, porque “alairzistas”, “neoalairzistas” ou “andorinhas” e os amigos de Marquinhos, pertencem, com irrelevantes diferenças, a uma turma só, que há vinte anos conseguiu transformar Cabo Frio em balneário da zona metropolitana do Rio de Janeiro.


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mai 15 2017

VOVÔ BIBIU – UNS MANDAM, OUTROS FINGEM QUE MANDAM!

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VELHO1

Sorteio

Os servidores da prefeitura de Cabo Frio enfrentam com Marquinhos Mendes (PMDB) problema semelhante ao governo de Alair Corrêa (PP): uns recebem, outros não. Parece que o governo faz um sorteio de salários. Uma vergonha!

PARALISACAO

Educação: paralisação, concentração e audiência.

O pessoal da Educação faz paralisação hoje, segunda-feira, com concentração em frente ao Palácio Tiradentes, sede da prefeitura de Cabo Frio. Será que o prefeito do lema “farinha pouca meu pirão primeiro” receberá os professores?

Qual será a postura?

Vai ser interessante observar a postura ética de professores, que iam as assembleias, faziam paralisações e caminhadas quando o prefeito era Alair Corrêa (PP) e perderam o ímpeto reivindicatório após a vitória de Marquinhos (PMDB). Será que a turma continua combativa ou vai se esconder atrás das árvores da praça?

Quem vai julgar os contratos emergenciais?

A mídia local continua escondida e calada quando se trata de noticiar e debater os contratos emergenciais feitos no início do governo de Marquinhos Mendes (PMDB). Quem vai julgar os contratos emergenciais? Os conselheiros do TCE? Só rindo!

Uns mandam, outros fingem que mandam.

O rápido exame do secretariado do governo Marquinhos Mendes (PMDB) permite dizer que alguns têm espaço e autoridade política e administrativa. Outros, porém, ocupam cargos representando o verdadeiro poder, que não quer ou não interessa aparecer.

Indignação não pode ser seletiva.

As “bocas de lobo” continuam jorrando esgoto “in natura” no Canal do Itajuru. Em frente à “casa do príncipe”, que após reforma se transformou em pousada, tem uma “boca de lobo” vergonhosa, que fica muito evidente com a maré baixa. A indignação não pode ser seletiva.

JANIO-ARRAIAL

Janio em Arraial do Cabo.

O deputado Janio Mendes (PDT) esteve mais uma fez no Arraial do Cabo, dessa vez acompanhando a operação “tapa buracos”, conseguida pelo deputado em ação junto ao DER. O deputado trabalhista está atuando em toda a Região dos Lagos.

Falta agressividade política.

Os trabalhistas do deputado Janio Mendes (PDT) não ocupam as redes sociais com agressividade política necessária para delimitar espaço político-ideológico. Esse papel tem sido desenvolvido com mais intensidade pelos “alairzistas” e “neoalairzistas”, que saíram queimados do último governo.

“Alairzistas” e “Neoalairzistas”

O governo de Marquinhos Mendes (PMDB) é tão claudicante que os “alairzistas” e os “neoalairzistas” (“andorinhas”) saíram da toca. Resolveram colocar a prudência de lado e resolveram esculhambar o prefeito. O facebook cada vez se assemelha mais a um boteco de 5ª categoria.

Escrotidão

Não existe outro nome para adjetivar a propaganda que redes de televisão aberta estão fazendo para convencer a população a apoiar as reformas trabalhista e da previdência. A propaganda, tipicamente nazifascista tenta espalhar o terror na população.


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mai 15 2017

QUEBRANTO – José Sette de Barros.

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QUEBRANTO

QUEBRANTO-1

BREVE NOS CINEMAS!


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mai 15 2017

REUNIÃO DE PAUTA NA GLOBO.

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HUMOR_CINZA

CHARGE-GLOBO

CHARGE-MORO

CHARGE-MOROLULA


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