abr 21 2017

PLANO DE ARBORIZAÇÃO URBANA – PDAU – Mario Flavio Moreira.

Published by at 5:10 under Jornalismo

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PLANO DE ARBORIZAÇÃO URBANA – PDAU

Mario Flavio Moreira (*)

As árvores urbanas e as vegetações associadas têm inúmeros usos e funções no ambiente urbano. Além do uso estético e arquitetônico, a vegetação urbana desempenha várias funções de engenharia.

As árvores urbanas são importantes para sociedade, pois a maioria da população vive em áreas urbanas. As árvores ajudam na melhoria da qualidade de vida das pessoas, contribuem para o lazer, conforto e bem – estar das pessoas.

Entende-se por arborização urbana toda cobertura vegetal de porte arbóreo existente nas cidades. Essa vegetação ocupa, basicamente, três espaços distintos, as áreas livres de uso público e potencialmente coletivas, as áreas livres particulares e as áreas acompanhando o sistema viário.

As árvores nas calçadas dão cor, frescor, beleza e são importantes para a reciclagem do ar. Porém nem todas as árvores são exatamente adequadas para as calçadas. Algumas devido às suas raízes grandes ou superficiais, por seus frutos pesados ou lenho frágeis, que podem danificar a calçada ou causar danos às casas, pessoas, veículos, etc. Mas para você não errar, pesquise sobre algumas dicas e espécies indicadas para o plantio urbano.

AVENIDA-ASSUNCAO

Exemplo ruim de arborização – Avenida Nossa Senhora da Assunção, Centro, Cabo Frio – RJ.

A Cidade de Cabo Frio como outras da região, veem ao longo dos anos perdendo consideravelmente sua arborização urbana, tornando-se cidades áridas em suas principais ruas e avenidas.

Para reverter esse quadro, os municípios devem elaborar os seus “Planos de Arborização Urbana” instrumento de planejamento municipal para a implantação da política de plantio, preservação, manejo e expansão da arborização da área urbana do município.

AVENIDA-GOIANIA

Exemplo bom de arborização – Avenida em Goiânia – GO.

O referido plano deve apontar diretrizes quanto ao planejamento, manutenção e manejo da arborização, estabelecendo um “Programa de Arborização”, considerando as características de cada região da área urbana do município, respeitando o planejamento viário previsto da área urbana e planejando a arborização conjuntamente com os projetos de implantação de infraestrutura urbana.

Os Municípios devem condicionar a aprovação dos projetos de loteamentos urbanos à aprovação do respectivo “Projeto de Arborização Urbana”, que deverá ser realizado por profissional legalmente habilitado e submetido à análise da Secretaria Municipal do Ambiente.

Antes de escolher a melhor espécie, vale a pena se atentar às leis ou regras definidas pelo seu município, ou entrar em contato com a prefeitura local para saber mais e ou solicitar o plantio.

As Secretarias municipais de Meio Ambiente geralmente dispõe em seu quadro profissionais da área, como biólogos ou eng. Florestais, para dar orientações e regras para evitar o crescimento de árvores que possam causar danos às calçadas ou ao tráfego de pessoas.

No Brasil as espécies recomendadas e mais utilizadas na arborização urbana são: Acacia podaliriaefolia – nome popular: Acácia mimosa; Licania tomentosa – nome popular: Oiti; Bauhinia variegata L. – nome popular: Unha-de-vaca, Casco-de-vaca; Brunfelsia uniflora – nome popular: Manacá de jardim; Caesalpinia echinata – nome popular: Pau-brasil; Caesalpinia férrea var. leiostachya – nome popular: Pau-ferro; Caesalpinia peltophoroides – nome popular: Sibipiruna; Caesalpinia pulcherrima – nome popular: Flamboyanzinho ou Flor-de-pavão; Caesalpinia tinctoria – nome popular: Falso-pau-brasil; Calycophyllum spruceanum – nome popular: Pau-mulato; Cassia cana – nome popular: Cássia dourada ou cana; Cassia excelsa -nome popular: Cássia excelsa; Cassia ferrugínea – nome popular: Chuva-de-ouro, Cássia imperial; Cassia fistula – nome popular: Canafístula ou Cássia fístula; Cassia grandis – nome popular: Cássia rosa ou Cássia grande; Delonix regia – nome popular: Flamboyant; Grevillea forsteri- nome popular: Grevílea de jardim; Hibiscus pernambucensis Nome popular: Algodão da praia; Hibiscus rosa-sinense – nome popular: Hibisco; Holocalix glaziovii – nome popular: Alecrim de Campinas; Jacaranda brasiliana – nome popular: Jacarandá de jardim; Lagerstroemia indica – nome popular: Resedá, Extremosa ou Julieta; Laurus nobilis – nome popular: Louro; Lecythis pisonis – nome popular: sapucaia; Michelia champaca – nome popular: Magnólia amarela; Murraya exótica – nome popular: Falsa-murta; Plumeria rubra – nome popular: Jasmim-manga; Stenolobium stans – nome popular: Ipê-de-jardim ou Caroba amarela; Sweetia elegans – nome popular: Perobinha-do-campo; Tabebuia alba – nome popular: ipê-da-serra; Tabebuia avellanedae – nome popular: Ipê roxo da casca lisa; Tabebuia chrysotricha – nome popular: Ipê-amarelo-cascudo; Tabebuia heptaphylla – nome popular: Ipê-roxo-sete-folhas; Tabebuia impetiginosa – nome popular: Ipê-roxo; Tabebuia roseo-alba – nome popular: ipê-branco; Tabernaemontana elegans – nome popular: Jasmim do cerrado; Tecoma stans – nome popular: Ipê-mirim; Tibouchina granulosa – nome popular: Quaresmeira rosa.

Na arborização urbana são várias as condições exigidas de uma árvore, a fim de que possa ser utilizada sem acarretar inconvenientes, sendo que, entre as características desejáveis, destacam-se a resistência a pragas e doenças, evitando o uso de produtos fitossanitários muitas vezes desaconselhados em vias públicas, e a velocidade de desenvolvimento média para rápida para que a árvore possa fugir o mais rapidamente possível da sanha dos predadores e também para se recuperar de um acidente em que a poda drástica tenha sido a única opção técnica exigida.

Não se recomenda arborizar as ruas estreitas, ou seja, aquelas com menos de 7m de largura. Quando estas forem largas, deve-se considerar ainda a largura das calçadas de forma a definir o porte da árvore a ser utilizada. Árvores na zona urbana e poda é uma relação tão arraigada na mente das pessoas, que muitas vezes se cometem grandes erros sob a ilusão de estar realizando a prática mais acertada.

A poda de árvores é uma agressão a um organismo vivo – a árvore – que possui estrutura e funções bem definidas e alguns mecanismos e processos de defesa contra seus inimigos naturais. Isto no entanto não significa que a poda deva ser totalmente suprimida.

Nas áreas urbanas é uma prática permanente, que visa garantir um conjunto de árvores vitais, seguras e de aspecto visual agradável.

Para a correta utilização da poda, é necessário reconhecer os tipos básicos de poda em árvores urbanas e utilizar a que for mais recomendada para cada caso.

(*) Biólogo e Consultor Ambiental.

 


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